Santa Teresinha - 4° parte e fim.

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011


Ser santa sem crescer...
      Sendo profundamente humilde, irmã Teresa do Menino Jesus “sentia-se incapaz de subir a rude escada da perfeição”, por isso procurava tornar-se cada vez menor a fim de que Deus se encarregasse completamente de seus negócios e a carregasse em seus braços, como acontece, nas famílias, com as criancinhas. Ela queria ser santa, mas sem crescer, porque, como as travessuras das crianças não contristam seus pais, assim as imperfeições das almas humildes não podem ofender gravemente a Deus, e suas faltas não são consideradas com rigor, segundo a palavra dos Santos Livros: “Aos pequenos perdoa-se por piedade”13. Por conseguinte, ela não desejava sentir-se perfeita, nem que os outros a cressem tal, porque então cresceria e Deus a deixaria andar sozinha.
      “As crianças não trabalham para conseguir uma posição”, dizia ela; “se são ajuizadas é para contentar seus pais; assim, não se deve trabalhar para tornar-se santo, mas para dar prazer ao Senhor.”
As sacristãs do Carmelo de Lisieux numa foto de novembro de 1896
     
Como beijar seu crucifixo
      Durante sua doença, cometi uma imperfeição e, como me arrependi muito, disse-me: “Agora beijai vosso crucifixo”. Eu o beijei nos pés.
      “É aí que um filho beija seu pai? Depressa, depressa, beijai-lhe o rosto!” Eu o beijei. “E agora deixai-vos beijar por ele
Foi preciso que eu colocasse o crucifixo sobre minha face; então ela me disse: “Está bem, desta vez tudo está esquecido!”.
     
      A partilha das criancinhas
      “Nosso Senhor respondia outrora

à mãe dos filhos de Zebedeu: ‘Quanto ao estar à minha direita ou à minha esquerda, é para aqueles a quem o Pai destinou’14.
      Eu imagino que esses lugares de escol, recusados aos grandes santos, aos mártires, serão a partilha das criancinhas... Não o prediz Davi, quando fala que o pequeno Benjamim presidirá à assembléia (dos santos)15?”.
      Perguntaram-lhe sob que nome deveríamos invocá-la quando estivesse no Céu. “Chamar-me-eis Teresinha”, respondeu humildemente.
     
     

2 comentários:

Maria Luiza disse...

Muito legal, Givana, a bravura dessa irmã. É um exemplo de santidade e ainda sentia-se incapaz de subir a escada da perfeição. E eu nem de contemplar a tal escada. Abração!

Giovana disse...

Salve Maria!

Querida Maria Luiza, espero que vc tenha lido deste a primeira postagem sobre Sta Teresinha, fiz esta pequena série em homenagem ao meu marido, que é muito devoto dela (...), interessante que na medida que fui escrevendo sobre ela fui vendo características dele, pois se de um lado em nosso casamento tem eu, que estudo muito (na medida do possível) os documentos, as homilias, os Santos da nossa Igreja; tem ele, meu marido, que é tão manso e aceita as coisas suavemente na medida que lhe são passadas, sem muita busca, mas com tanta fidelidade!


Um beijão.

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Salve Maria!

Que o Espírito Santo conduza suas palavras. E que Deus nos abençoe sempre.

***Caso o comentário seja contrário a fé Católica, contrário a Tradição Católica SERÁ DELETADO, NEM PERCA SEU TEMPO!
***Para maiores esclarecimentos: não sou adepta deste falso ecumenismo, não sou relativista, não sou sincretista, não tenho a mínima vontade de divulgar heresias; minha intenção não será outra a não ser combater tudo que cito acima!

Por fim, penso que esclarecidas as partes, que sejam bem vindos todos que vierem acrescentar algo mais neste pequeno sítio.