Confessionário, UM DIREITO DO FIEL!

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

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Essas grades constituem um ‘diafragma protetor’


Salve Maria!

Este artigo é um pedido desesperado aos Clérigos, que o quanto antes deem o direito do Confessionários aqueles fiéis que se sentem constrangidos com a Confissão cara a cara!

Com muita tristeza fico sabendo de pessoas que deixam de fazer uma boa e reta confissão pelo constrangimento que é relatar pecados fora do confessionário! 

Mas até onde vai a falta de cuidado com as almas??? Tá certo que infelizmente a grande maioria do Clero morre de preguiça de atender confissão (...), e até forçam a tal confissão comunitária, que neste caso é totalmente inválida, para não "perderem" seu tempo salvando as almas!

Pelo amor de Deus custa colocar um confessionário e atender as pessoas??? Custa não é mesmo??? Custa boa vontade, custa a fé, custa o amor ao próximo, custa vocação para tudo isto!

Conheço pessoas que sofrem amarguradas por reterem pecados, justamente pela falta de um direito que é delas: O ANONIMATO!

 A confissão secreta já o Magistério da Igreja a preceituara sob o pontificado de S.Leão I  e, reafirmada  pela Bula Licet ea, do Papa Sixto IV, foi ela muito expressamente ensinada no Concílio de Trento. O Código de Direito Canônico, depois de prescrever por lugar próprio às confissões a igreja ou oratório, estabeleceu que “haja sempre em lugar visível confessionários com grades fixas entre o penitente e o confessor” (§ 2o do cânon 964).

Lugar visível —o confessionário manifesto, solene, fonte atrativa da penitência, prevenção contra as difamações (maxime das mulheres: cfr. cânon 910, § 1o, do Código de Direito Canônico anterior) — mas com grades fixas entre o penitente e o confessor, essas grades que constituem um ‘diafragma protetor’,onde satanás não pode adentrar com suas malícias.

A retirada das grades fixas nos confessionários e, por maioria de razão, a abolição dos próprios confessionários e sua sucessão por ‘lugares informais’ maltratam não só o direito do fiel ao anonimato, além de facilitar o veneno da calúnia contra os confessores, mas violam o direito de intimidade do penitente. 

Fiquemos com Deus! 

Arianismo - HERESIAS

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

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Atanásio: sustentáculo anti-ariano
Quem foi Ário?

Nascido no Egito, por volta de 256, era homem austero, distinto, eloquente e hábil; porém também era obstinado em suas idéias, cheio de si e muito ambicioso. Foi encarregado como sacerdote de uma importante Igreja na grande Alexandria. Lá entrou em conflito doutrinal com o Bispo Alexandre o qual convocou um Concílio.

Uma das heresias que mais dano causou à Igreja, a partir do século III, foi o Arianismo, devido ao apoio que encontrou da parte de muitos bispos e imperadores. Esta heresia do século IV cuja doutrina sustentava que o Filho de Deus não era verdadeiramente divino, mas criado; não era eterno mas temporal.

Os Padres deste Concílio ( cerca de 300, quase todos da Igreja Oriental), depois de lerem o livro de Ário, consideraram que não era aceitável, porque afirmava que o Filho de Deus não é da mesma natureza ou substância do Pai, nem igual a Ele em dignidade, nem coeterno. A palavra chave usada, e que entrou depois no Credo da Missa ou de Niceia, foi homoousios, isto é Consubstancial. O Credo anatematiza  explicitamente aqueles que negavam a eternidade do Filho ou sustentavam que Ele tinha uma natureza diferente da do Pai. Constantino aceitou com entusiasmo a asserção deste Concílio, segundo a orientação
do seu conselheiro teológico, o bispo Hósio de Córdova. Todavia, os conflitos continuaram ainda por cinco anos. Depois da morte de Constantino (337), o partido do Arianismo ganhou mais força contra a definição do Concílio, com o apoio de Constantino II, Imperador até ao ano 350.

S. Atanásio, que esteve presente no Concílio, como diácono, sucedeu a Alexandre como bispo, tornando-se assim o responsável pela opinião católica. Mas o conflito era muito forte, Atanásio empregou os seus melhores esforços, mas foi exilado da sua Sé de Alexandria, quase todo o resto da sua vida.

Depois de 379 a situação política melhorou e a contribuição teológica dos Capadócios levou-os a convocar um novo Concílio em Constantinopla (381), que reafirmou a doutrina de Niceia e ensinou a Consubstancialidade do Espírito Santo.O Arianismo foi acusado de heresia Trinitariana, mas a sua doutrina tinha implicações Cristológicas.

"Jamais, talvez, nenhum chefe de heresia possuiu em mais alto grau que Ário as qualidades próprias para esse maldito e funesto papel. Instruído nas letras e na filosofia dos gregos, dotado de uma rara fineza de dialética e de linguagem, ele conseguia dar ao erro o aspecto e o atrativo da verdade. Seu exterior ajudava a sedução. Seu orgulho se disfarçava sob uma simples vestimenta, sob um olhar modesto, recolhido, mortificado, que lhe dava um falso ar de santidade, e ao qual ele sabia aliar um trato gracioso e um tom doce e insinuante". Isso lhe abriu a porta dos grandes e poderosos do mundo. Eusébio de Cesaréia lhe concedeu asilo e o protegeu. Eusébio de Nicomédia tornou-se seu mais forte defensor. Por isso sua heresia estendeu-se séculos afora, provocando grande mal à Igreja.

Gustavo Corção - O que houve no Concílio Vaticano II

domingo, 13 de fevereiro de 2011

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Paulo VI e os protestantes que estavam no Concílio!

Sabe-se de alguma informação a respeito da influência da maçonaria sobre o Concílio?

Da maçonaria não sei. Na década de 70, houve uma denúncia, na França, de que inúmeros cardeais e bispos franceses eram membros da maçonaria. Aqui no Brasil houve um escândalo com o cardeal-arcebispo da Bahia, na época, Dom Avellar Brandão, que celebrou missa num templo maçônico e usou os paramentos maçons.

Quando essa denúncia surgiu na Europa, e a denúncia incluía o cardeal secretário de estado da cúria romana na época, os acusados negaram indignados. Mas as publicações davam até o número de inscrição deles.

Em 1980, houve o escândalo do banco Ambrosiano com o banco do Vaticano, e por aí se viu que o banco do Vaticano era cúmplice e sócio do banco que sustentava a principal loja maçônica do mundo, chamada P2, dirigida por Lucio Gelli, preso pela polícia por causa do escândalo. Lucio Gelli tinha manobras e relações com deputados, generais e políticos do mundo inteiro, comandava uma rede de grandes empresas e levou o banco Ambrosiano à falência com um rombo de 1 bilhão e 200 milhões de dólares. Isso mostrou que as relações do Vaticano com a maçonaria italiana não eram nenhuma brincadeira.

Sobre a influência da maçonaria no Concílio Vaticano II não tenho dados, mas dos protestantes sim. Existe uma famosa fotografia do Papa Paulo VI com seis representantes protestantes. Corção chamou a atenção para o fato de que, atrás do Papa e dos protestantes, pode-se ver uma porção muito grande de bispos participantes do Concílio, todos rindo às gargalhadas; o Papa e seus convidados, não, mas os participantes estavam. E Corção escreveu um artigo perguntando: Mas de que é que eles se riem? Por que estão rindo?, e aí fazia uma série de considerações a respeito.

Mais tarde, foi confirmada a influência desses representantes protestantes. Eles não tinham voto, mas participavam das discussões, prestavam esclarecimentos, distribuíam material, entravam nos assuntos todos, enfim, como se fossem membros do Concílio para expor suas idéias. E assim foi sendo feita a subversão da Igreja...

O ecumenismo e a revolução litúrgica já estavam sendo preparados, mesmo antes do Concílio. Um monge beneditino belga, dom Lambert Beaudouin, dera sinais inquietantes de querer mudar a liturgia e fora censurado por Roma. Ele gostava muito da liturgia oriental, ortodoxa, e quase virou ortodoxo. Ele fundou um movimento litúrgico que, no início, nós recebemos de braços abertos. Até hoje, nossa missa é dialogada em voz alta. O catolicismo, no início do século, era mais praticado pelas mulheres, as beatas. Os homens, quando iam à Igreja, ficavam atrás conversando. Sobral Pinto, em seu tempo, causava comoção porque freqüentava a missa, comungava, ajoelhava-se, e isso não era costume masculino. Mas mesmo as pessoas que iam à Igreja não sabiam bem o que estava acontecendo. Algumas rezavam o terço, que é algo que realmente se pode fazer, desde que se reze com a devida intenção, caso contrário não se está assistindo a missa nenhuma. Nas missas, as pessoas têm de saber o que está acontecendo, o que é aquilo, e participar pelo menos no sentido de oferecer a Deus o Cristo imolado, porque a missa é a reiteração, a apresentação hoje da mesma realidade que aconteceu dois mil anos atrás, a saber, a morte do Cristo na cruz, em que Se oferece ao Pai em remissão dos pecados dos homens. É o mesmo Cristo que está ali presente, o mesmo Cristo que consagra a hóstia e que Se oferece ao Pai. Os fiéis estão presentes para oferecer o sacrifício de Cristo a Deus junto com o sacerdote, e é por isso que, na hora do oferecimento, o acólito segura a casula do sacerdote, significando que estamos ali para isso, para oferecer a Deus um sacrifício pelos nossos pecados e pelos pecados dos outros.

Ora, o movimento litúrgico fora instituído justamente para fazer com que as pessoas tomassem consciência do que estava acontecendo na missa e participassem verdadeiramente dela, mas depois ele extrapolou. Começou-se a estudar a liturgia e os sacramentos, e, em seguida, a fazer elucubrações sobre o sacramento da Eucaristia e sobre o papel do sacerdote, e a sustentar que o povo também é sacerdote, e começaram alguns bispos e cardeais a dizer besteiras.

Essas besteiras se prolongaram e acabaram gerando, nos meios intelectualíssimos da Cúria Romana, compostos de muitos progressistas, um desejo de simplificar a missa, mudar a missa, corrigir a missa — coisa que os católicos jansenistas tinham feito na França no século XVIII. De fato, foi exatamente isso o que fizeram: colocaram as mãos na missa para usar as palavras das Escrituras para ensinar isso e aquilo. Não tem nada que usar a missa para ensinar. A missa é o resultado místico de uma obra mística, de grandes místicos. Primeiro do próprio Jesus e depois os ritos surgiram de grandes místicos da Igreja, que foram, primeiro, os apóstolos, todos santos, depois grandes Papas santos e grandes doutores santos — com isso foi se formando a missa que tem, se não na sua integridade, pelo menos na sua essência, dois mil anos. E quando começaram a aparecer variações que punham em risco a pureza daquele ato litúrgico, o Concílio de Trento, no século XVI, estabeleceu as normas que a missa devia seguir e o Papa, São Pio V, publicou uma encíclica famosa, chamada Quo Primum, proibindo que se tocasse na missa, e estabelecendo as únicas exceções, que eram certos ritos, variantes do rito romano, com mais de 200 anos, mas admissíveis. O Papa proibia que se fizessem modificações na missa dali para a frente, coisa que os progressistas de Roma de nosso tempo não admitiram, e disseram que, se um Papa proibiu, o outro Papa, que tem poder igual, pode "desproibir", e então fabricaram a missa de Paulo VI, que é essa que está aí.

Quando surgiu essa missa, nós, inicialmente, íamos a ela. Claro que procurávamos sempre padres sérios, comedidos, não esses que ficam distribuindo as hóstias na mão como se as tirassem de uma caixa de biscoitos, mas, mesmo com um padre sério, eu me sentia mal. Eu descobri, sem querer, que se esquecesse o padre e fixasse os olhos no Sacrário, eu me sentiria melhor. Passei a fazer isso e voltei a usar o missal antigo. Eu rezava minha missa ali sozinho, fixando os olhos no sacrário, sem tomar conhecimento do que o padre fazia no altar.

Depois que Corção morreu, que monsenhor Lefèbvre morreu e que acabou a revista "Permanência", eu quis deixar uma lembrança disso tudo para meus filhos e netos. Tinha um instrumento precioso, os artigos que Corção escrevia duas vezes por semana nos jornais, em que ele foi cada vez mais deixando a política de lado e se concentrando no debate espiritual e religioso. Eu tinha então um registro, duas vezes por semana, do que acontecia no mundo católico: o que o Papa disse, o que disseram os bispos, fatos que aconteciam e que Corção comentava. Peguei a coleção e o fui seguindo, contando esta história no meu livro, muitas vezes usando trechos do que Corção escrevia, muitas vezes mesclando o tema da crise da Igreja com assuntos políticos. E contei também a divisão que ocorreu no grupo da "Permanência" depois que Corção morreu.

Quando compreendemos que a missa nova era insuportável, começamos a procurar padres que nos dissessem a missa tradicional. Primeiro, encontramos um franciscano, que depois ficou doido, foi para a Europa e se ligou a outro doido que acreditava ser o Papa Gregório XVII. Depois surgiu um padre jesuíta, que nos disse a missa tradicional por algum tempo, mas acabou sendo proibido pelo superior dele, quando soube do que se tratava. Enfim, andávamos atrás de padres que nos dissessem a missa de sempre, inequivocamente católica.

Até que descobrimos um padre holandês com quem fui conversar. Sentei-me ao seu lado no banco da Igreja e perguntei: Padre, me diga uma coisa, o senhor acha que está proibido dizer a missa tradicional da Igreja? E ele me respondeu que não, que não podiam proibir essa missa. Eu disse: O senhor concorda que não pode ser proibida a missa que a Igreja santificou durante vinte séculos? Ele concordou. Nesse tempo, não era proibida. Isso não interessava ao diabo, porque exoneraria as pessoas de sua responsabilidade pessoal. O diabo quer levar as pessoas para o inferno o mais que puder; ele quer que as pessoas sejam cada vez mais enredadas, até que elas também prefiram ficar com a missa nova. Então, eu pedi ao padre que dissesse a missa para nós e ele aceitou. Tínhamos a missa na capela de umas freiras carmelitas, ao meio dia. Depois apareceu um rapaz que conhecia música e tocava gregoriano. A missa ficou uma beleza, as freiras ficaram deslumbradas conosco, com a nossa missa, com a música e com o padre holandês, que fazia sermões muito ingênuos, mas muito bons — sermões de padre de verdade. E nós passamos cerca de quatro anos de felicidade tranqüila, porque para nós isso era o principal da nossa vida.

Depois, perdemos a missa, porque a família de uma das freiras nos denunciou e o cardeal mandou proibir. O padre holandês recebeu a proibição e ficou apavorado, com medo de o cardeal manda-lo de volta para a Holanda, e se recusou a continuar com aquela missa.

Encontramos um outro jesuíta. Meu filho foi pedir a ele que rezasse a missa para nós, ele aceitou, rezou uma vez. Nós entramos pelos fundos, escondidos, para ter a missa. E esse padre, daí em diante, quando eu aparecia na sacristia, ficava apavorado, com medo de ser punido pelo superior. Por isso, quando me via, começava a ficar nervoso.

Outra vez ficamos nós sem missa, e voltamos a correr atrás de padres. Surgiu então um franciscano, depois, um padre de Campos, que vinha de avião dizer a missa para nós na sede da "Permanência".

Até que Corção morreu e foi quando nós perdemos a missa definitivamente e eu resolvi não ir mais à missa de Paulo VI. Metade de nosso pessoal ficou contra nós, porque há uma obrigação de ir à missa aos domingos. Mas eu tomei a decisão de não ir. Muita gente hesitou, mas acabaram tomando a decisão de também não ir.

No domingo, me fechava no meu quarto e rezava meu missal sozinho. Na hora da consagração, eu fazia uma espécie de comunhão espiritual e rezava a missa todinha, de cabo a rabo. Passamos assim algum tempo.


Fonte: Permanência.

Testemunho do Padre Schiffer S.J., sobrevivente de Hiroshima.

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

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Durante a II Guerra Mundial duas cidades japonesas foram destruídas por bombas atómicas: Hiroshima e Nagasaki.

Em Hiroshima, como resultado da explosão, todas as casas que se situavam num raio de cerca de dois quilómetros e meio do epicentro foram destruídas. Quem se encontrava dentro, ficou soterrado nas ruínas. Os que estavam no exterior ficaram queimados.

No meio daquela tragédia, uma pequena comunidade de Padres Jesuítas vivia junto à Igreja Paroquial, situada a cerca de 1 quilómetro do epicentro da explosão da bomba.
Eram missionários alemães ao serviço do povo japonês. Como os alemães eram aliados dos japoneses, foi-lhes permitido permanecer ali.

A igreja, situada junto da casa dos jesuítas, ficou destruída, mas a sua residência manteve-se intacta e os membros da pequena comunidade jesuíta sobreviveram. Não sofreram os efeitos posteriores da radiação, nem a perda do ouvido, nem qualquer outra doença ou efeito nocivo gerado pela bomba.

O Padre Schiffer era um dos jesuítas presentes em Hiroshima nesta data. Tinha 30 anos quando a bomba explodiu nessa cidade e viveu outros 33 anos mais de perfeita saúde. Contou esta sua experiência vivida em Hiroshima durante o Congresso Eucarístico realizado em Filadélfia (E.U.A) em 1976. Nessa altura, os oito membros da comunidade jesuíta ainda estavam vivos.

O Padre Schiffer foi examinado e interrogado por mais de 200 cientistas que foram incapazes de explicar como ele e os seus companheiros haviam sobrevivido. Ele atribuiu-o à protecção da Santíssima Virgem e disse: “Eu encontrava-me no meio da explosão… e, apesar disso, ainda me encontro aqui vivo e salvo. Não fui eliminado pela sua destruição”.

Além disso, o Padre Schiffer afirmou que, durante vários anos, centenas de cientistas e investigadores estudaram as razões científicas que explicassem o motivo pelo qual a casa, apesar de se encontrar tão perto da explosão, se tinha mantido intacta. Mas o Padre explicou que havia apenas uma diferença em relação às outras casas: “Rezávamos o terço todos os dias nessa casa”. A explicação estava dada.

Na outra cidade devastada pela bomba atómica, Nagasaki, S. Maximiliano Kolbe tinha fundado um convento franciscano que ficou igualmente intacto e os irmãos foram protegidos graças à protecção de Nossa Senhora. Também nessa casa se rezava o terço diariamente.



Hoje mais que nunca devemos estar unidos ao Santo Rosário, para que Nossa Senhora possa nos preservar de todos os males que rondam a humanidade!

11/02 Dia de Nossa Senhora de Lourdes!

Gnose ( 2° parte) - HERESIAS

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Segundo os gnósticos a  gnose é:  um conhecimento que brota do coração de forma misteriosa e intuitiva. É a busca do conhecimento, não o conhecimento intelectual, mas aquele conhecimento que dá sentido à vida humana, que a torna plena de significado porque permite o encontro do homem com sua Essência Eterna e maravilhosa. O desejo e as tentativas de conseguir amor e felicidade são a saudade inesgotável do Pleroma, ou seja, da Plenitude do Ser, que é o verdadeiro lar da alma.

Para Jung, muitos gnósticos nada mais eram do que psicólogos. "A gnose é, indubitavelmente, um conhecimento psicológico, cujos conteúdos provêm do inconsciente. Ela chegou às suas percepções através de uma concentração da atenção sobre o chamado "fator subjetivo" que consiste, empiricamente, na ação demonstrável do inconsciente sobre a consciência. Assim se explica o surpreendente paralelismo da simbologia gnóstica com os resultados a que chegou a psicologia profunda". 

Mas na realidade a Gnose é uma doutrina herética que afirma que a Divindade é evolutiva, e que, evoluindo, caiu no mundo material. O espírito divino teria ficado aprisionado na matéria como num cárcere ou num sepulcro. Em todas as coisas haveria então uma partícula divina, que aspiraria ser libertada e retornaria à Divindade original.
Para esta libertação seria necessário tomar conhecimento de que, no fundo da alma humana, há essa partícula. A evolução, pouco a pouco, permitiria uma peregrinação dessas partículas da matéria bruta para o vegetal, deste para o animal, e daí para o homem. Neste, conforme ele tivesse o conhecimento do íntimo de sua natureza divina, ela se libertaria, livrando-se do corpo material. As reencarnações seriam etapas dessa libertação progressiva.

A Gnose considera que o Criador do mundo seria o deus do mal, por ter criado a matéria e nela aprisionado as partículas divinas. Outras prisões das partículas divinas seriam a inteligência e a lei moral, os dez mandamentos, que, como dizia o gnóstico Lutero, seriam a lei de Satã. O Demiurgo criador aprisionara as partículas da Divindade em três cárceres: a matéria, a razão e a moral. 

Para a Gnose, a revelação não chega a nós vinda por meio de outros homens e pela Igreja, mas a revelação proviria de um sentimento interior, do qual teríamos uma experiência pessoal. Cada homem e cada coisa teria dentro de si uma partícula ou germe da Divindade. Esse germe - Deus em nós - se revelaria no coração de cada homem, e, portanto, todas as religiões seriam verdadeiras. As diferenças dogmáticas seriam causadas pelo fato de que, ao tentar traduzir em palavras a experiência divina interior, o homem a deformaria. Todos os credos seriam falhos. Só a experiência pessoal da Divindade seria válida.

Pela mesma razão as heresias insistem em alcançar uma "experiência com Jesus".

Existe um esquema bem simples para gente identificar a gnose:
As bolinhas seriam os Éons = partículas divinas
"Deus" vivia em harmonia consigo mesmo, nele os Éons faziam parte de sua divindade. Todos eram iguais e se olhassem uns para os outros veriam a si mesmos, e veriam a "deus", pois todos eram partículas desta divindade. A divindade estava no meio deles, dentro deles; eles eram a divindade! Até que Demiurgo disse: "Não! Eu quem sou Deus!" E afastando-se desta "harmonia" fez a criação e aprisionou nela os Éons. Agora para voltar ao estado primevo os Éons devem ir se afastando da matéria e libertando-se de Demiurgo, caminhando enfim para a antiga igualdade (divina) e assim poderem então estarem em fraternidade.

* Demiurgo = Pasmem, é nosso Deus dos Exércitos!

E vai me dizer que esta balelada toda não está na sua Paróquia também? Ainda não percebeu??? Observe nas reuniões paroquiais como vcs se posicionam; observe o que ensinam na catequese sobre o quem é Deus; prestem atenção nas respostas que vcs dão na Missa nova ou moderna (como queiram ...) e por aí vai!!!


Sugiro a todos que também abram este link: O veio religioso do Romantismo Alemão!

Francamente é um leque que se abre diante dos olhos mais inocentes; pois podemos ver claramente tudo isto infiltrado dentro da Igreja e precisamos extirpar estas heresias de nossa consciência!


Gnose (1° parte) - HERESIAS

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

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Gnosticismo


Salve Maria!


O assunto sobre GNOSTICISMO é extremamente longo.
Por se tratar de um assunto que levaria no mínimo anos para tentar sua conclusão, vou deixar alguns links  nos artigos para que os leitores possam pesquisar mais sobre o assunto, caso sintam interesse.

O gnosticismo remonta a Simão Mago do Atos dos Apóstolos, que desejava comprar dos Apóstolos o poder de fazer descer sobre os fiéis o Espírito Santo. O movimento surgiu a partir das filosofias pagãs anteriores ao Cristianismo, que floresciam na Babilônia, Egito, Síria e Grécia (Macedônia).

Surgiu com o tempo duas linhas de GNOSE:
- Uma na Síria, sem grandes nomes de expressão;
- Alexandria, já com nomes que nos permitem conhecer o sistema da Gnose, são eles: Valentim, Carpócrates e Márcio.

Valentim parece ter pregado suas idéias em Roma (135 a 160), por muitas vezes fora excomungado, por fim muda-se para Chipre onde funda uma seita bem florescente.

Carpócrates observava o problema da moral que havia entre os gnósticos; pois para eles a fonte de todo MAL seria a matéria, por isto pretendiam proibir o casamento e a procriação.

Márcio foi para Roma em 135-140 e foi recebido na Igreja, onde ficou por dez anos. Rompe com a Igreja e funda uma seita perniciosa que duraria muito tempo e sua doutrina era o que chamava de Antítese.

Nome derivado do termo grego gnosis (conhecimento), os gnósticos tornaram-se uma seita que defendia a posse de conhecimentos secretos que, segundo eles, tornava-os superiores aos cristãos comuns que não tinham o mesmo privilégio. Ao combinar filosofia pagã, alguns elementos da Astrologia e mistérios das religiões gregas com as doutrinas apostólicas do Cristianismo, o gnosticismo tornou-se uma forte influência na Igreja.

A premissa básica do gnosticismo é uma cosmovisão dualista. O Supremo Deus Pai emanava do mundo espiritual "bom". A partir dele, procediam sucessivos seres finitos (éons), quando um deles (Sofia) deu à luz a Demiurgo (deus criador), que criou o mundo material "mau", juntamente com todos os elementos orgânicos e inorgânicos que o constituem.

Interessante desta besteirada toda é que para os gnósticos,
 Demiurgo é o nosso Deus Todo Poderoso!

Cristãos gnósticos, como Valentim e Márcio, ensinavam que a salvação vem por meio de um desses éons, Cristo, que se esgueirou através dos poderes das trevas para transmitir o conhecimento secreto (gnosis) e libertar os espíritos da luz, cativos no mundo material terreno, para conduzi-los ao mundo espiritual mais elevado. Cristo, embora parecesse ser um homem, nunca assumiu um corpo físico; portanto, não foi sujeito às fraquezas e emoções humanas. Jesus não veio em carne!

Algumas evidências sugerem que uma forma incipiente de gnosticismo surgiu na era apostólica e foi o tema de várias epístolas do Novo testamento no combate a essas heresias (I João; epístolas pastorais). A maior polêmica contra os gnósticos apareceu, entretanto, no período patrístico, com os escritos apologéticos de Irineu (130-200), Tertuliano (160-225) e Hipólito (170-236). O Gnosticismo foi considerado um movimento herético pelos cristãos ortodoxos.

Para quem desejar entender mais um pouco indico este link:

Gnose: religião oculta da história.


Sobre o assunto de GNOSE continua (...)

Sola Scriptura, Sola Fide e Sola Gratia - HERESIAS PROTESTANTES

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

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 Aqui está a BASE DA DOUTRINA PROTESTANTE e suas HERESIAS descaradas:


- 1° Pelo pecado original o homem está decaído e tudo que faça é pecado mortal; a salvação pelas boas obras é impossível.
- 2° Deus impõe sua Lei no Antigo Testamento, mas ela é impraticável; a finalidade desta Lei é desencorajar, desesperar e finalmente nos lançar nos braços da misericórdia.
- 3° Depois da Lei ter-nos dado o desespero, faz-nos brilhar a fé, pois a Salvação vem dos méritos de Cristo morto na Cruz.
- 4° Desde toda a eternidade Deus predestinou uns para o inferno (para aqueles que recusam sua Lei), garantindo a Salvação para outros (aqueles que aceitam a Lei).
- 5° A eficácia dos Sacramentos do Batismo e da Eucaristia é apenas a fé que suscita no coração de quem os recebe.


Pela Escritura sabemos que há somente duas religiões na história: a religião verdadeira, composta por aqueles que são da raça da mulher, e a anti-religião, que é constituída pela raça da serpente. (Gn, 3,15)
Também Santo Agostinho nos fala em duas religiões, quando define as suas famosas duas cidades:
"Dois amores deram origem a duas cidades: o amor de Deus levado ao desprezo de si mesmo deu origem à cidade de Deus; e o amor de si mesmo levado ao desprezo de Deus, deu origem à cidade do homem."
E Santo Inácio usa as duas bandeiras como metáfora da luta contínua entre essas duas religiões na história.
Assim, vemos que apesar da enormidade de seitas conhecidas hoje, só há duas religiões no mundo, a primeira delas a religião verdadeira, a religião Católica, divinamente revelada e única guardiã da verdade divina revelada. E a outra, composta por essa infinidade de seitas, que é a anti-religião, a religião do demônio, a sinagoga de satanás.


O sola scriptura (somente a Escritura) é contra a Escritura, pois impinge ao livro sagrado um poder mágico de auto-interpretação que ele não possui. Algumas pessoas chegam a usar a Bíblia como cartas de tarô, abrem aleatoriamente suas páginas e afirmam que a Palavra lá escrita é a mensagem de Deus para aquele momento. Quando os protestantes pretendem exaltar a Bíblia, na verdade a destroem. Lutero mesmo, na gênese desse movimento sectário, retirou vários livros da Bíblia (não materialmente, mas os desqualificando - Tiago como sendo uma epístola de palha, Apocalipse como sendo nem evangélico nem profético), mostrando que a Bíblia era escrava da vontade dos reformadores.
Ao desprezar tudo o que Lutero considerava humano em relação à revelação, como os livros deuterocanônicos e a tradição, bem como os concílios e a hierarquia, de fato Lutero se opunha a tudo o que era material, ele se opunha à criação. Para Lutero, esses livros retirados da Bíblia não produziam a experiência que despertaria no fiel a noção de salvação, e por isso não poderiam ser inspirados. Tais livros não traduziam de fato o kerigma, que é - mais importante que as verdades reveladas - o anúncio salvífico.


Ao propor o sola scriptura, Lutero queria a libertação da matéria, para ouvir somente a voz (divina) que falaria ao interior do homem. Porém não foi isto que Cristo deixou! Cristo edificou sua Igreja e deu autoridade aos Sacerdotes, e nos mostrou que devíamos ter uma hierarquia, da mesma forma que um corpo tem membros e cada membro sua função.


O sola fide (somente a fé) é qualquer coisa, menos fé verdadeira. Pois para o protestante o que vale é a experiência com Cristo, e não a aceitação das verdades reveladas por Deus.
Geralmente se considera que o sola fide se opõe apenas às boas obras. Porém, se nos detivermos um pouco mais nesse princípio, veremos que ele se opõe à participação da inteligência na obra da regeneração, pois a fé protestante não pode passar pela razão, mas provém unicamente da emoção e da experiência vivencial. Assim é evidente sua recusa a forma que Deus deu à criação; pois somos racionais, e nossa fé antes de emotiva tem que ser racional. O coração do homem é como um mar agitado e a fé tem que ser solidificada na razão; da mesma forma que 2+2 sempre serão 4, eu sempre irei crer em Deus e em minha Igreja, aconteça o que acontecer, esteja eu sentindo o que for, minha convicção não depende e não se ampara em minhas emoções.
A inteligência - desprezada e odiada por Lutero - impede que o homem chegue ao verdadeiro conhecimento de Deus, que segundo Lutero se dá através da experiência catalisada pela leitura da Bíblia.


O sola gratia vai contra a verdadeira graça santificante. Esse princípio atesta que o fiel justificado está livre de pecado, não porque não os possua mais ou não possa cometê-los, mas porque os têm encobertos pela graça de Cristo. Assim, o justificado tem graça e pecado ao mesmo tempo. Com isso, dá-se ao fiel a ilusão de impecabilidade, e mesmo a permissão de pecar com a garantia do perdão antecipado -
Com isso, Lutero habilmente conseguiu impugnar os dez mandamentos, ao dizer que o homem é incapaz de praticá-los e, portanto, não pode ser culpado por cometê-los.


Ora, a graça é propriamente a participação na vida divina, pois a Santíssima Trindade de fato habita na alma justificada pelos méritos de Cristo. Como poderia habitar Deus e pecado na mesma alma como afirmava Lutero? É impossível, e uma ofensa à graça divina. Por isso o pecado mortal é a expulsão de Deus da alma, cuja presença se adquire com o Batismo e se recupera com a Confissão.

Protestantismo - HERESIAS

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

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Salve Maria!


Para falar da HERESIA PROTESTANTE e de todas HERESIAS que este Cisma causou antes preciso falar um ponto de LUTERO:

Lutero nasceu em 10 de novembro de 1483, em Eisleben (Saxe). Seu pai mineiro, deixou para seu filho somente o temperamento rude Saxão, segundo expressão do próprio Lutero. A mãe Margarida Ziegler, doméstica era muito crente, mas também muito supersticiosa; possuía acentuado gosto por histórias de demônios e bruxarias. O pai desejoso que o filho se tornasse um jurista ficou insatisfeito ao saber que Lutero havia entrado sem seu consentimento no Convento Agostiniano em Erfurt.
O jovem Lutero voltando à sua Pátria em 1505 foi pego por uma tempestade e fez a promessa que se escapasse ileso do furacão teria uma vida monástica. Quinze dias mais tarde cumpria sua promessa, vocação tão pouco amadurecida pesaria em toda sua existência.


Tornou-se doutor em Teologia, e em 1514 comentou sobre os Salmos; depois em 1515 começou a comentar sobre A EPÍSTOLA AOS ROMANOS, onde julgou fazer descobertas capitais sobre a reforma do dogma cristão.


Hoje chamamos isto de EXEGESE SUBJETIVA, ou seja, dobrar os Textos Bíblicos à experiência íntima.


E usando de suas experiências íntimas chega a conclusão que, o pecado é inerente a natureza humana. Taxava o homem a um fatalismo implacável. Confundia o sentir com o consentir; não conseguia distinguir concupiscência e o pecado. Orgulhoso em descobrir que não era preciso lutar contra o pecado, visto fazer parte de nós e consentido por Deus, desejou espalhar sua descoberta por toda Igreja, para que fosse fonte de LIBERTAÇÃO, REFORMA E SALVAÇÃO UNIVERSAL.

  • Em suas "Conversas à Mesa" chegou a afirmar que: "Cristo Adúltero. Cristo cometeu adultério pela primeira vez com a mulher da fonte [do poço de Jacó] de que nos fala São João. Não se murmurava em torno dele: "Que fez, então, com ela? " Depois, com Madalena, depois, com a mulher adútera, que ele absolveu tão levianamente. Assim, Cristo, tão piedoso, também teve que fornicar, antes de morrer" (Lutero, Tischredden, Conversas à Mesa, N* 1472, edição de Weimar, Vol. II, p. 107, apud Franz Funck Brentano, Martim Lutero, Ed Vecchi Rio de Janeiro 1956, p. 15). 
  • Sobre a tática a seguir, para a implantação da sua nova missa: "Para chegar segura e felizmente ao objetivo, é preciso conservar algumas cerimônias da antiga missa, para os fracos, que poderiam se escandalizar com mudanças demasiadamente bruscas" (Lutero).
  • Sobre o sacerdócio: "Que loucura querer monopilizá-lo para alguns" (Lutero). (Para ele o sacerdócio não era restrito aos padres, mas compartilhado por todos os fiéis).
  • Sobre o Canon da Missa: "Este abominável cânon, que é uma coletânea de lacunas lodosas; ... fez-se, da Missa, um sacrifício; acrescentaram-se os ofertórios. A Missa não é um sacrifício ou a ação de um sacrificador. Olhemo-la como sacramento ou como testamento. Chamemo-la de benção, eucaristia, ou mesa do Senhor, ou Ceia do Senhor ou Memória do Senhor" (Lutero).
  •  Sobre Deus: "Certamente Deus é grande e poderoso, e bom e misericordioso, e tudo quanto se pode imaginar nesse sentido, mas é estúpido" (Lutero).
  • Sobre Nosso Senhor Jesus Cristo: "Pensais, sem dúvida que o beberrão Cristo, tendo bebido demais na última Ceia, aturdiu os discípulos com vã tagarelice?" (Lutero)
  •  Sobre seu comportamento: "Eu estou, da manhã à noite, desocupado e bêbado. Você me pergunta por que eu bebo tanto, por que eu falo tão galhardamente e por que eu como tão freqüentemente? É para pregar uma peça ao diabo que se pôs a me atormentar". É bebendo, comendo, rindo, nessa situação, e cada vez mais, e até mesmo cometendo algum pecado, à guisa de desafio e desprezo por Satanás, procurando tirar os pensamentos sugeridos pelo diabo com o auxílio de outros pensamentos, como, por exemplo, pensando numa linda moça, na avareza ou na embriaguês, caso contrário ficarei muito raivoso." (Lutero).
    (Textos retirados Lex Orandi La Nouvelle Messe et la Foi, e  Funk Brentano, Martim Lutero, Casa Editora Vecchi - 1956).
Termino esta introdução sobre a HERESIA DO PROTESTANTISMO, com uma observação do senhor Marcelo Fedeli (irmão do professor Orlando Fedeli):

"Talvez alguém pergunte, da mesma forma como eu me perguntei naquela fria manhã de domingo: por que teria eu guardado toda essa lama de escárnio a Deus, a Nosso Senhor Jesus Cristo, à sua Santa Igreja, tudo isso largamente sabido há 500 anos desse infeliz ex-monge?


A resposta a essa pergunta se encontrava na quinta e última folha: um deslavado elogio a Lutero feito, não por um ferrenho luterano, ou por protestante de qualquer seita, mas...pasmem!... por um sacerdote!!!...Sim!... Por um sacerdote!

E mais: não de um sacerdote qualquer, mas de um famoso, ...famosíssimo teólogo!... conhecido de Monsenhor Montini desde 21 de maio de 1946, quando este último o orientou devidamente para evitar sérios problemas com Pio XII, após crítica que esse teólogo e o Pe. Féret publicaram na revista la Maison-Dieu, contra a nova versão latina do saltério, orientada pelo Papa de então, Pio XII.
Posteriormente, foi consultor e influente personagem do Concílio Vaticano II: o Pe. Yves Congar!
Eis o que disse de Lutero, o Pe. Congar:
"Lutero é um dos maiores gênios religiosos de toda a história. Eu o coloco, sob este aspecto, no mesmo nível de Sto. Agostinho, de S. Tomás de Aquino ou de Pascal. De certa forma, ele é ainda maior" (Pe. Y. Congar).
(Le Monde, 29-3-75, apud Lex Orandi: La Nouvelle Messe et la Foi - Daniel Raffard de Brienne 1983).

Deixei, de momento, Pascal de lado — não sei por que ele o juntou aos dois doutores da Igreja — e considerei somente a referência a Sto. Agostinho e a S. Tomás de Aquino.
Será que o teólogo Pe. Congar, consultor do Vaticano II, desconhecia aquelas declarações de Lutero? Será que ele desconhecia o que aquele herege pregou?
Em que teria se baseado o teólogo Pe. Congar para fazer tão absurda comparação e chegar àquela tão inconcebível conclusão: Lutero, gênio religioso... superior a S. Agostinho e S. Tomás!!!
Ele que, como sacerdote e teólogo, devia conhecer perfeitamente toda a virulência da doutrina luterana, bem como da sua devastadora ação nas almas e no organismo da Igreja, como pode fazer tal afirmação?
Se Lutero é realmente "superior" em genialidade religiosa a Sto. Agostinho e a S. Tomás, e sendo sua doutrina oposta à doutrina destes dois santos, a quem o Pe. Congar, pela sua afirmação, sugeriu aos católicos seguir? E os luteranos, depois de ouvir o Pe. Congar, acaso iriam analisar Sto. Agostinho e S. Tomás? Será que um teólogo e pastor luterano, ou de qualquer outra seita protestante, um dia poderá, por ventura, mesmo em prol do decantado ecumenismo, fazer afirmação inversa à do teólogo católico Pe. Congar? Como reagiriam suas ovelhinhas?
Se ele, o teólogo Pe. Congar, acreditava de pés juntos no que afirmou, por que ele, então, não seguiu o exemplo do seu "superior gênio religioso", o ex monge Lutero, abandonando a "Sodoma romana", como seu "gênio" denomina a Igreja, da qual ele, como sacerdote, representava, tornando-se pastor e teólogo Luterano? Por que o Pe. Congar, apesar de reconhecer e alardear a superior "genialidade religiosa" de Lutero, expressa em sua doutrina reformista, fez questão de continuar atuando como sacerdote no seio da Igreja católica?
Desolado, assim pensava, quando me chamaram para o almoço. E, enquanto recolocava as terríveis anotações na "velha" gaveta, desta, furtivamente, um papel caiu ao chão. Pensei se tratar de um daqueles que lera...mas não!... Não tinha nada a ver com Lutero, nem com o Pe. Congar: tratava-se de um estudo de medicina, de um dos meus filhos, sobre os vírus e sua devastadora ação quando instalados num organismo vivo.
Realmente, reina muita confusão na ... "velha" gaveta!... Mas apreendi, no recorte de medicina, que os vírus mais perigosos são aqueles que estão no organismo vivo e não aqueles que já foram expurgados, ou excomungados."

Americanismo - HERESIA

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

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Encontro de Assis 1986.

A história do americanismo está ultimamente ligada à do Padre Isaac Thomas Hecker.
Nasceu ele em Nova York em 1819. Sua mãe era metodista, e o metodismo muito o influenciou durante toda a vida.Converteu-se depois ao Catolicismo e foi pedir o batismo ao Bispo de Nova York, sendo batizado em 1o de agosto de 1844. Ele mesmo dizia: "Eu me esgueirei na Igreja" (Maignen, p. 89).

Hecker julgava-se então guiado diretamente pelo Espírito Santo. Ele não tinha diretor espiritual, como nunca teria depois, porque dizia que o próprio Espírito Santo o dirigia.

Hecker ficou na Congregação de Santo Afonso de Ligório até 1857, quando foi excluído por ter violado os votos de pobreza e de obediência, ao ir a Roma sem licença dos Superiores e às próprias expensas.

Em 1858, fundou a Congregação dos Paulistas, uma comunidade livre e sem votos. O fundador, com efeito, era contrário aos votos religiosos e queria um novo tipo de Sacerdote, adaptado ao modo de ser de "homens cheios de uma justa confiança em si mesmos", como via os norte-americanos (Maignen, p. 66).
O Padre Hecker passou os seus últimos dezesseis anos de vida com muitas doenças. Depois de morto suas idéias tiveram grande influência nos Estados Unidos, e mais ainda na França. O liberalismo católico, com todos os movimentos que dele nasceram, acolheu as chamadas teses americanistas do Padre Hecker e dos Padres Paulistas; o terreno estava bem preparado para os novos erros.

Que significa americanismo? Em primeiro lugar é uma tendência que condena a constituição tradicional da Igreja, pretextando que "o futuro pertence às democracias" e que a palavra liberdade já exerce poder mágico sôbre os espíritos. De um modo ou de outro, a Igreja deveria deixar de ser uma religião de autoridade, para, como a protestante, se tornar religião de liberdade.
Em segundo lugar, conforme os americanistas, seria tempo de rever a escala dos valores espirituais. A idade média punha em primeiro lugar as virtudes passivas.: humildade, obediência, pobreza, mortificação, etc. Nossa época, segundo os americanistas, tem razão em dar maior importância às virtudes ativas, como sejam: energia na ação, apostolado externo, a luta pela palavra, imprensa, publicidade moderna; numa palavra, tudo o que se resume: o dinamismo, para fazer triunfar a verdade e a justiça! Os homens de ação são donos do mundo.

Leão XIII, uma vez detectado o perigo, enviou ao cardeal Gibbons (1889) e através dele, a todo o episcopado norte-americano, a carta apostólica Testem benevolentiae. Este documento pontifício denunciava os principais erros do americanismo:

a - adaptar a Igreja às exigências da civilização moderna, sacrificando um ou outro cânon antigo, mitigando a antiga severidade, orientando-se em direção a um modo de agir mais democrático;

b - dar mais amplidão à liberdade individual no pensamento e na ação, levando em conta que é o Espírito Santo, mais do que a organização hierárquica, quem opera diretamente na consciência do indivíduo (influxo do protestantismo):

c - abandonar, sem preocupar-se mais com elas, as virtudes passivas (mortificação, penitências, obediência, contemplação), cultivando as virtudes ativas (ação, apostolado, organização), o que levaria a favorecer, entre as congregações religiosas, as de vida ativa.

O Papa conclui com as seguintes palavras depois de um severo exame: "não podemos aprovar as opiniões que integram o que se denomina americanismo".

Encontro Ecumênico em Assis,
Sacrário abaixo
e Buda em cima do Altar.
Infelizmente, o ideal americanista começou a colher resultados uns cinquenta, sessenta anos depois da condenação de Leão XIII em sua carta Testem Nostrae benevolentiae , inicialmente de modo latente no concílio Vaticano II e depois, abertamente em Assis, em 1986.

O Padre Charbonnel ( um dos corifeus do americanismo na França, que mais tarde apostataria da Igreja - planejou reunir em Paris, durante a Exposição universal de 1900, um congresso das religiões) não acreditava mais na Igreja Católica, pois já não tinha nada de comum com esta a sua pan-igreja. Pouco depois, decorrência natural de tantos erros, ele renegou oficialmente a fé de seu batismo e abandonou a comunhão católica. Quantos hoje não defendem as mesmas idéias! Quantos, hoje, levados por um falso ecumenismo, deixaram de ser católicos, para passarem a ser fiéis da "nova Igreja Universal", ao lado de cismáticos, hereges, judeus e pagãos!

O que mais impressionava nos textos dos autores americanistas - insistimos - é a sua atualidade. Lendo-os tem-se a impressão de que foram escritos por adeptos da Igreja-Nova "pós-conciliar". Americanismo, sillonismo, modernismo, progressismo, "profetismo", teologia da libertação, não passam de ramos de uma mesma árvore. São tentáculos do mesmo polvo que há séculos procura envolver a Igreja.

Contra essa heresia, devemos invocar Aquela que é o Trono da Sabedoria e o Auxílio dos Cristãos, Aquela que esmagará afinal a cabeça da antiga serpente. Virgem Santíssima, vinde depressa e socorrei-nos!

HERESIAS - vamos estudá-las juntos!

sábado, 5 de fevereiro de 2011

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Heresia é uma ruptura com Cristo, com a Palavra de Deus e sua Igreja!

Uma pequena nota antes de iniciarmos o estudo sobre as HERESIAS:

Se odiássemos o pecado como deveríamos odiá-lo; puramente, profundamente, valentemente, deveríamos fazer mais penitência, infligir em nós próprios maiores castigos, deveríamos chorar os nossos pecados mais abundantemente. Pois, então, a suprema deslealdade para com Deus é a heresia. É o pecado dos pecados, a mais repugnante das coisas que Deus desdenha neste mundo enfermo. No entanto, quão pouco entendemos da sua enorme odiosidade! É a poluição da verdade de Deus, o que é a pior de todas as impurezas.

Porém, quão pouca importância damos à heresia! Fitamo-la e permanecemos calmos... Tocamo-la e não trememos. Misturamos-nos com ela e não temos medo. Vemo-la tocar nas coisas sagradas e não temos nenhum sentido do sacrilégio. Inalamos seu odor e não mostramos qualquer sinal de abominação ou de nojo. De entre nós, alguns simpatizam com ela e alguns até atenuam a sua culpa. Não amamos a Deus o suficiente para nos enraivecermos por causa da Sua glória. Não amamos os homens o suficiente para sermos caridosamente verdadeiros por causa das suas almas.

Tendo perdido o tato, o paladar, a visão e todos os sentidos das coisas celestiais, somos capazes de morar no meio desta praga odiosa, impertubavelmente tranquilos, reconciliados com a sua repulsividade, e não sem proferirmos declarações em que nos gabamos de uma admiração liberal, talvez até com uma demonstração solícita de simpatia tolerante [para com os seus promotores].

Porque estamos tão abaixo dos antigos santos, e até dos modernos apóstolos destes últimos tempos, na abundância das nossas conversões? Porque não temos a antiga firmeza! Falta-nos o velho espírito da Igreja, o velho génio eclesiástico. A nossa caridade não é sincera porque não é severa, e não é persuasiva porque não é sincera.

Falta-nos a devoção à verdade enquanto verdade, enquanto verdade de Deus. O nosso zelo pelas almas é fraco, porque não temos zelo pela honra de Deus. Agimos como se Deus ficasse lisonjeado pelas conversões, e não pelas almas trémulas, salvas por uma abundância de misericórida.

Dizemos aos homens a metade da verdade, a metade que melhor convém à nossa própria pusilanimidade e aos seus próprios preconceitos. E, então, admiramo-nos que tão poucos se convertam e que, desses tão poucos, tantos apostatem.

Somos tão fracos a ponto de nos surpreendermos que a nossa meia-verdade não tenha tanto sucesso como a verdade completa de Deus.

Onde não há ódio à heresia, não há santidade.

Um homem, que poderia ser um apóstolo, torna-se uma úlcera na Igreja por falta de recta indignação.

(Pe. Frederick William FABER)

Salve Maria!

Convido a todos que forem acompanhar esta Série sobre as HERESIAS, que se possível fosse, lessem todos os dias esta nota acima, e diante comentário tão salutar para nossa emenda pessoal, que fizessem desta nota uma oração, pedindo a Deus AMOR, OBEDIÊNCIA, ZELO A CRISTO E à IGREJA; DESAPEGO (ANTES O ÓDIO) A TODAS HERESIAS!

Comecemos então:
  • De onde vem as HERESIAS?  Resumidamente podemos dizer que vem da liberdade humana. Deus é livre, somos sua Imagem e Semelhança, por isto somos livres e a fé na Palavra de Deus e em sua Igreja é uma decisão que tomamos livremente!
É claro que esta fé exige de nós obediência e submissão, porém esta decisão é uma opção que tomamos. Ou estamos com Cristo (Cabeça) e a Igreja (Corpo), ou não estamos, a decisão é nossa!
Desta forma São Paulo em 1 Corínthios 11, 19 nos diz: "E até importa que haja entre vós heresias, para que os que são sinceros se manifestem entre vós."
  • O que é uma HERESIA?  Em grego esta palavra tem o significado de opção, escolha, decisão. Mas uma heresia é mais que isto, é uma divergência de opinião, uma deturpação da doutrina, enfim é uma ruptura com Cristo (Cabeça e Corpo).

“Os heréticos condenam-se a si mesmos já que por própria opção abandonam a Igreja, um abandono que, sendo consciente, torna-se sua condenação .” São Jerônimo Comentários acerca de Titus, 3,10 386 A.D.


“Um homem Cristão é Católico enquanto vive no corpo; decepado deste, torna-se um herege. O Espírito não segue um membro amputado.” Santo Agostinho.


“A Igreja é Santa, a Única Igreja, a Verdadeira Igreja, a Igreja Católica, lutando sempre contra todas as heresias. Ela pode lutar, mas não pode ser derrotada. Todas as heresias são expulsas por Ela, como os galhos pendentes são arrancados de uma vinha. Ela permanece presa à sua raiz, em Sua vinha, em Seu amor. As portas do inferno não prevalecerão contra ela”

Santo Agostinho de Hipona, Sermão aos Catecúmenos sobre o Credo, 6,14, 395 D.C.


Continua (...)

Cinco perguntas a que nenhum protestante consegue responder (mas qualquer católico consegue):

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

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1 - Por favor, diga-me uma razão para aceitar a Bíblia que um muçulmano não poderia usar para considerar o Corão inspirado por Deus.

R - Os católicos aceitamos a Bíblia como Palavra de Deus porque a Igreja que Cristo fundou e confiou a São Pedro (Mt 16,18), e que é a Coluna e Firmamento da Verdade (1Tim 3,15), diz que a Bíblia é Palavra de Deus. Como dizia Santo Agostinho, "creio nos Evangelhos porque a Santa Madre Igreja me diz para crer neles".


2 - Por favor, diga-me porquê você aceita apenas uma parte da Bíblia (afinal, a lista de livros que compõem o Novo e o Antigo Testamento foi determinada ao mesmo tempo - aliás, junto com o título de Mãe de Deus para Nossa Senhora - e você aceita apenas parte do Antigo Testamento), e com que autoridade você o faz.

R - Os católicos aceitamos a Bíblia em sua íntegra porque a lista de livros que a compõem foi definida pela Igreja em 397 d.C., sob a autoridade do Sucessor de Pedro Papa São Dâmaso I.


3 - Por favor, diga-me porque a Bíblia teria precisado de quase 1600 anos para ser entendida corretamente, se ela é teoricamente algo que qualquer um pode ler e entender.

R - Os católicos sabemos que a Bíblia não é algo que qualquer um pode ler e entender sem ajuda (2Pd 3,16, At 8,31), e sabemos que Cristo confiou a São Pedro, o primeiro Papa, a tarefa de tomar conta de Seu rebanho, a Igreja (Jo 21,15-17). Nós seguimos o que os Sucessores de Pedro nos transmitem.


4 - Por favor, explique como alguém pode saber se entendeu a Bíblia corretamente, se ele só pode confiar na Bíblia, e em mais nada; afinal existem cerca de 30.000 seitas protestantes no mundo, cada uma entendendo a Bíblia de maneira diferente e todas achando que estão certas.

R - Os católicos sabemos que é a Igreja que Cristo fundou e confiou a São Pedro (Mt 16,18), e que é a Coluna e Firmamento da Verdade (1Tim 3,15), quem tem a missão de ensinar (Mt 28,19), e que as Escrituras não devem sofrer interpretação particular (2Pd 2,20), pois quem o faz comete erros que o conduzem à perdição (2 Pd 3,16). Assim, sabemos que a explicação feita pela Igreja está certa, e está errada qualquer interpretação diferente desta.


5 - Por favor, prove usando apenas a Bíblia que ela é o que você considera que ela seja (ou seja, a única fonte de Verdade Revelada, composta pelos livros que você aceita, todos eles e só eles). Claro que todo mundo sabe que a Bíblia é Palavra de Deus, boa para o ensino, etc. e tal, mas por favor, tente provar que ela é a única fonte de Palavra de Deus, composta pelos livros que você aceita, todos eles e só eles.

R - Ao contrário dos protestantes, que acreditam na heresia chamada "Sola Scriptura", segundo a qual apenas a Bíblia é Palavra de Deus, os católicos sabemos que além da Bíblia, que não tem toda a Palavra de Deus e não está completa, (Jo 20,30-31; Jo 21,25; 2Ts 2,14), há ainda a Tradição Oral, também revelada por Deus, que deve ser seguida (2 Ts 2,15; 2Ts 3,6; 2Tm 1,13; 1 Cor 11,2; Gl 1,14, 1Tm 6,20; 2Tm 1,14; 2Tm 2,2, etc.). O próprio São Paulo, em At 20,35, cita palavras de Cristo que não estão em nenhum dos Evangelhos , dizendo aos bispos de Éfeso que eles devem lembrar-se delas. Sabemos ainda que os livros que compõem a Sagrada Escritura são os que a Igreja determinou em 397 d.C., mais de mil anos antes dos primeiros protestantes arrancarem sete livros de suas bíblias em 1517 d.C.

Autor: Carlos Ramalhete - Livre cópia e difusão do texto em sua íntegra com menção do autor.



Último post sobre o Livro: PENA DE MORTE JÁ!

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A PENA DE MORTE E O CASTIGO MAIS ENÉRGICO E EFICAZ DE QUE UM GOVERNO PODE LANÇAR MÃO, EM SUA LUTA CONTRA O CRIME, PARA A CONSERVAÇÃO DA ORDEM E A DEFESA DA SOCIEDADE, SEMPRE E QUANDO SUA APLICAÇÃO SEJA RÁPIDA E INFALÍVEL.

Duas são, pois, as condições para a eficácia do castigo: rapidez e certeza de sua aplicação. O papelório, a multiplicação de trâmites e recursos, e outras mil complicações e ninharias dilatam, em quase toda parte, a administração da justiça, fazendo-a extremamente lenta. São hoje maioria os países onde a própria Magistratura se queixa dessa lentidão na administração, e clama pela necessidade de agilizá-la e dinamizá-la. E note-se, que é sobretudo na luta contra a delinquência, onde a não ser rápida a justiça perde de sua eficácia.


Mais importante, não obstante, é a certeza, ou diríamos, infalibilidade da sanção. Conceição Arenal dizia que a pena de morte sem a infalibilidade de sua aplicação não exercia efeito intimidativo. E dos notáveis criminalistas ianques Barnes e Teeters é a seguinte afirmação terminante: "É absolutamente certo que para um criminoso tem mais força dissuasiva do crime uma pena leve porém absolutamente certa, que uma muito severa porém com probabilidade remota de ser aplicada."

Não quero com isto insinuar que a administração da justiça deva proceder de modo precipitado e pouco reflexivo, com evidente perigo de errar, pois atuações em que está em jogo a justa sanção dos delitos e a vida mesma de um homem, têm que revestir-se sempre de extrema delicadeza, ponderação e cautela. Mas é preciso também que essa circunspecção não paralise demasiado a ação, deixando sem efeito a exemplaridade do castigo. Em todo caso, a experiência prova de modo iniludível o valor exemplar que as duas condições de rapidez e certeza têm para a eficácia das sanções penais. Em outro capítulo inserimos o Decreto-Lei de Primo de Rivera para a repressão da praga do pistoleirismo em Barcelona e vimos como sua aplicação foi de eficácia absoluta para dar conta daquela terrível situação da Catalunha. Os juízos sumários, seguidos da execução imediata, são sempre, como naquela circunstância, remédio infalível nas emergências de graves perturbações. Não digo que esse seja o modo conveniente para administrar justiça em tempos e situações de normalidade. Mas, o que sim afirmo, é que em qualquer país, quando a situação criminal alcança níveis de extrema gravidade, como hoje acontece na Itália e mais ainda no Brasil, onde, pelo menor pretexto, por um "por dá cá aquela palha", como se diz, ou "não me tires o sol", se assassina uma pessoa, e onde, a força de ver cada dia na imprensa e na televisão crimes arrepiantes, a sensibilidade do público atenua-se e diminui e vai perdendo aquele vivo sentimento da dignidade da vida humana e de quanto é terrível o assassinato de um homem, criado à imagem e semelhança de Deus; em tais condições, digo, somente o sistema de juízo e execução sumária dos assassinos, posto em prática de maneira inflexível e constante por algum tempo, que seguramente durará poucos anos, será suficiente para mudar de todo a situação de criminalidade. Se isto se leva a efeito, a poucos meses de implantar essa forma de castigo e logo que houver executado exíguo número de bandidos, será de ver a grande mudança operada e a indizível satisfação do povo. Agora sim! Que bom! Já podemos andar tranquilos pela rua e entregarmo-nos ao sonho sossegados! E o que é mais importante, já se haverão salvado da morte muitos milhares de inocentes que na anterior situação houveram perecido!

Como chave de ouro deste Estudo quero aduzir o testemunho de exceção do insigne fundador da Filosofia do Direito Penal, o zamorano Alfonso de Castro: "Se por nenhuma causa é ilícito condenar à morte um criminoso, nenhum Estado pode subsistir seguro."


"Porque se não se der morte aos grandes criminosos — sceleratissimi — nenhuma tranquilidade haveria na sociedade nem poderia subsistir a paz na mesma. Os homens perversos afligiriam com tanto mais libertinagem aos bons, quanto com maior certeza soubessem que por nenhum crime poderiam ser condenados à morte. Se nunca fosse lícito ao Poder Supremo do Estado decretar a pena de morte, a terra encher-se-ia de ladrões e raptores e o mar de piratas, não havendo nada seguro, caso em que os homens seriam, segundo o profeta Habacuc, como peixes do mar, dos quais os maiores devoram os menores". "Por conseguinte, para que exista a devida calma, segurança e tranquilidade social, é necessário que todos os grandes criminosos sejam executados, sobretudo aqueles de quem não há nenhuma esperança de emenda, afim de que, por sua causa, não se derrube a República." Isto, escrito há mais de trezentos anos, tem hoje pleníssima atualidade.