Modéstia no vestir (Dra. Ivone Fedeli)

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

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Salve Maria!  Esta entrevista é muito interessante e os argumentos da Dra. Ivone
também baseiam-se na Aparição de Fátima (Jacinta), vale a pena ouvi-la!




Ivone Fedeli - A moda na Igreja Católica Apostólica Romana..mp3



Entrevista à Rádio Italiana.

Consagração da Rússia ao Imaculado Coração de Maria!

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

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1) O que é uma "consagração"?
R: É uma cerimônia pela qual uma pessoa, um grupo de pessoas, ou coisas são designadas à parte e dedicadas ao serviço de Deus ou a outro propósito sagrado.

2) O que significa "a consagração da Rússia ao Imaculado Coração de Maria"?
R: Em Fátima, no dia 13 de julho de 1917, Nossa Senhora disse à Irmã Lúcia que “Deus vai punir o mundo de seus crimes, por meio da guerra, da fome e de perseguições à Igreja e ao Santo Padre. Para impedi-la virei pedir as Comunhões de reparação e a consagração da Rússia ao Meu Imaculado Coração ... Por fim, o Meu Imaculado Coração triunfará. O Santo Padre consagrar-Me-à a Rússia, que se converterá, e será concedido ao mundo algum tempo de paz.”
O pedido de Nossa Senhora é muito simples: A Rússia — causa de tantos males no Século Vinte — deve ser posta à parte e abençoada por sua consagração à Mã e de Deus.

3) Por quê é preciso consagrar a Rússia em particular?

R: Porque é a vontade de Deus. Como Nossa Senhora disse à Irmã Lúcia em Fátima: “A Rússia será o instrumento de castigo escolhido pelo Céu para punir o mundo inteiro, se, de antemão não obtivermos a conversão dessa pobre nação ...”
E como Irmã Lúcia deu a conhecer em suas memórias e cartas que têm sido publicadas, de que, Nosso Senhor Mesmo a confiou que não converteria a Rússia, a menos que a consagração fosse feita, “Porque quero que toda a Minha Igreja reconheça essa consagração como um triunfo do Coração Imaculado de Maria, para depois estender o Seu culto e pôr, ao lado da devoção do Meu Divino Coração, a devoção deste Imaculado Coração.” A Irmã Lúcia tem explicado que como a Rússia é um territorio bem definido, sua conversão depois da consagração ao Imaculado Coração será uma prova inegável, de que a conversão é o resultado da consagração e nada mais. O estabelecer no mundo, deste modo, da devoção ao Imaculado Coração será confirmado por Deus Mesmo de uma forma impressionante!

4) E se a consagração da Rússia não for feita?

R: Em Fátima, Nossa Senhora disse que se a consagraçãonã o for feita como Ela pediu, então “A Rússia espalhará seus erros pelo mundo, promovendo guerras e perseguições à Igreja. Os bons serão martirizados, o Santo Padre terá muito que sofrer, várias nações serão aniquiladas.” Da mesma maneira, a conversão milagrosa da Rússia depois de sua consagração pelo Papa e pelos Bispos, e a paz que se concederá ao mundo, serão um sinal do poder da graça de Deus, atuando através dos ministros de Sua Igreja e a intercessão do Imaculado Coração de Maria.

5) Como se supõe, exatamente, a realização desta consagraçã o?

R: Fiel à Sua palavra em Fátima, Nossa Senhora apareceu à Irmã Lúcia em Tuy, Espanha, no dia 13 de junho de 1929 para dizer-lhe que: “É chegado o momento em que Deus pede para o Santo Padre fazer, em união com todos os Bispos do mundo, a consagração da Rússia ao Meu Imaculado Coração, prometendo salvá-la por este meio.” Esta expressão “por este meio” é fundamental, porque significa que a consagração não é meramente um símbolo da conversão iminente da Rússia, senão o mesmo meio pelo qual será efetuada. Deste modo, sem o ato da consagração não haverá uma conversão da Rússia, e sem a conversão da Rússia, os erros da Rússia continuarão infestando o mundo, produzindo a perseguição da Igreja, o Martírio dos bons, o padecimento do Santo Padre e ultimamente a aniquilação das nações anunciadas em Fátima.
Durante as décadas seguintes a Irmã Lúcia tem explicado muitas vezes, que o ato de consagração requer que o Papa “escolha uma data na qual Sua Santidade ordena aos bispos do mundo inteiro fazer, cada um em sua propria Catedral, e ao mesmo tempo com o Papa, uma cerimônia solene e pública de Reparação e Consagração da Rússia . . .”

6) Mas não é Fátima só uma aparição privada na qual nenhum Católico tem que acreditar?
R: Absolutamente não. As aparições em Fátima foram confirmadas por um milagre público testemunhado por 70.000 pessoas — o Milagre do Sol. O Papa João Paulo II mesmo declarou em Fátima em 1982 que a Mensagem de Fátima “impõe uma obrigação sobre a Igreja,” e publicamente atribuiu ter saído ileso da morte no atentado de assassinato do dia 13 de maio de 1981 à Nossa Senhora de Fátima — o mesmo dia do aniversario da Sua aparição em Fátima.
Na verdade, o Papa tem tentado por duas vezes fazer a consagração (o dia 13 de maio de 1982 e o 25 de março de 1984), ainda que a Rússia não tivesse sido mencionada em nenhuma das duas ocasiões, e os bispos do mundo não tivessem participado. Estes intentos demonstram que o Papa mesmo reconhece a obrigação de consagrar a Rússia, não obstante não ter podido efetuar a consagração na maneira especificada por Nossa Senhora; uma cerimônia solene e pública, mencionando a Rússia especificamente, e em união com todos os bispos do mundo. Contudo Nossa Senhora Mesma nos prometeu que este evento ultimamente acontecerá.

7) O Papa teve êxito em fazer a consagração da Rússia em 1984?

R: Não. Como a Irmã Lúcia mesma declarou em uma entrevista em setembro de 1985, a consagração feita no dia 25 de março de 1984 não satisfez aos pedidos de Nossa Senhoraporque “não houve a participação dos bispos e não houve menção da Rússia.” Quando o Santo Padre consagrou o mundo em geral nesse dia, sem mencionar a Rússia, ele mesmo reconheceu na presença de dezenas de milhares de testemunhas, durante e depois da cerimônia, que o povo da Rússia ainda “está esperando confiado na nossa consagração.” No dia seguinte, estas declarações foram publicadas no periódico mesmo do Papa, L’Osservatore Romano; e a publicação dos Bispos Italianos, L’Avvenire.

8) Não foi a consagração do mundo pelo Papa em 1984 suficiente para cumprir o pedido de Nossa Senhora?
R: Não. Durante toda a sua vida, desde as aparições de Nossa Senhora de Fátima, a Irmã Lúcia tem insistido que a Rússia deve ser mencionada especificamente.
Por exemplo, em uma entrevista em 1978 ao seu confidente, o Padre Umberto Pasquale, e em uma carta ao Padre Pasquale em 1980, perguntaram à Irmã Lúcia: “Nossa Senhora tem falado alguma vez sobre a consagração do mundo?” Durante a entrevista, a Irmã Lúcia respondeu: “Não, Padre Umberto! Nunca! Na Cova da Iria em 1917 Nossa Senhora prometeu: “Virei pedir a consagração da Rússia ...” Em 1929 em Tuy, como tinha prometido, Nossa Senhora veio dizer-me que tinha chegado o momento para pedir ao Santo Padre a consagração d’aquele país.”
E na carta de 1980 (datada o 13 de abril do mesmo ano), a Irmã Lúcia confirmou o que disse na entrevista, escrevendo com sua própria mão que “Nossa Senhora de Fátima, em Seu pedido, se referiu só à consagração da Rússia.” Ambas entrevistas de 1978 e a carta de 1980 (reproduzidas fotograficamente) foram publicadas na edição Italiana de L’Osservatore Romano do dia 12 de maio de 1982.
Não nos diz, evidentemente, que se Nossa Senhora de Fátima pediu a consagração da Rússia, então a Rússia tem que ser pelo menos mencionada no ato da consagraçã o? Também podemos perguntar razoavelmente, que razão possível há para não proferir uma palavra simples — Rússia — no ato de consagrar a Rússia. Jamais explicação alguma tem sido dada, por esta omissão misteriosa nas consagrações tentadas de 1982 e 1984.

9) Contudo, com "a queda do Comunismo" depois da cerimônia da consagração de 1984, não demonstra que a Rússia tenha iniciado um caminho de conversão e que a consagração deva ter sido efetiva, apesar da falta de mencionar a Rússia?
R: Não. Em 1997 a Rússia decretou uma legislação que discrimina a Igreja Católica, em favor da igreja ortodoxa russa, do judaísmo, islamismo, e budismo. As paróquias Católicas têm que pedir anualmente uma “permissã o” que pode ser revocada à vontade de qualquer funcionario local, entretanto aos sacerdotes e às freiras só lhes dão o visto por 3 meses, que não pode ser renovado. O Vaticano tem condenado esta lei nova, como um grande retrocesso para a Igreja Católica na Rússia.
Hoje em dia, há na Rússia uns 300.000 Católicos — menos do que havia em 1917, o mesmo ano que Nossa Senhora veio a Fátima e prometeu a conversão final da Rússia, que ainda deve ocorrer. A revolução Russa, a qual tem sido exportada em várias formas a outras nações, confirma a profecia de Nossa Senhora de que a Rússia espalhará seus erros pelo mundo inteiro. Atualmente os muçulmanos excedem em número aos Católicos na Rússia, em uma proporção de dez por um. Compare isto com o milagre verdadeiro de conversão que ocorreu depois das aparições de Nossa Senhora de Guadalupe, no Mexico, no século dezasseis: no espaço de 9 anos, perto de 9 milhões de aztecas deixaram de adorar ao demonio e o sacrificio humano e foram convertidos e batizados na Fé Católica. Contudo, na Rússia hoje em dia, depois de mais de 14 anos da suposta “consagraçã o” de 1984, de uma forma escassa vemos um número irrisório de pessoas que se convertem e em geral há menos Católicos russos dos que haviam, faz 80 anos!
Até o patriarca Alexi II, dos ortodoxos russos, publicamente admitiu no dia 24 de dezembro de 1998, que desde a suposta “queda do Comunismo” na Rússia, a cultura cristã “não só está sendo relegada à escuridão e ao esquecimento, como também é objeto de brincadeira e ridicularizada . . . como algo extinto e inútil.” Alexi também denunciou o “Ressurgir do neo-paganismo . . . de seitas totalitárias, praticantes da magia negra, astrólogos, e ocultistas” na Rússia “pós-comunista.”
Entretanto, Boris Yeltsin foi forçado a ceder o poder ao parlamento russo dominado pelos comunistas. Seu primeiro ministro novo, o antigo chefe da espantosa KGB, tem posto os comunistas no controle de toda a economia Russa, produzindo o que o periódico liberal New York Times tem chamado “uma troca à esquerda” e o retorno ao governo de estilo soviético.
O mais notável de tudo: Desde a “consagraçã o” de 1984, mais de 600 milhões de crianças foram mortas nos ventres, pelo mundo inteiro — incluindo a Rússia, onde começou o aborto legalizado. A guerra contra os que estão por nascer, é a maior guerra na história do mundo. Deste modo, deve ser óbvio a qualquer um que o período de paz prometido por Nossa Senhora, se a Rússia fosse propriamente consagrada, ainda não se verificou. A conversão da Rússia prometida por Nossa Senhora de Fátima simplesmente não se tornou realidade. Isto só pode significar que a consagração não foi feita, porque as promessas de Nossa Senhora não podem ser falsas.

10) Então não é tarde demais para a consagração de Rússia, dado que os erros da Rússia já se difundiram pelo mundo?
R: Não! Como Nosso Senhor Mesmo confiou à Irmã Lúcia em Rianjo em agosto de 1931: “Não querem fazer caso do Meu pedido! ... Como o Rei da França, se arrependerão, e o farão, mas será tarde. A Rússia já terá difundido seus erros pelo mundo . . .”
A consagração finalmente se fará e, como Nossa Senhora prometeu em Fátima, “Por fim, o Meu Imaculado Coração triunfará. O Santo Padre consagrar-Me-á a Rússia, que se converterá, e será concedido ao mundo algum tempo de paz.” Nosso Senhor Mesmo confiou à Irmã Lúcia, referente à consagração, que “Nunca será tarde para recorrer a Jesus e à Maria.”

11) O que é tão urgente sobre a consagração agora?

R: Como Nossa Senhora advertiu em Fátima: “Se não atenderem a Meus pedidos, a Rússia espalhará seus erros pelo mundo, promovendo guerras e perseguições à Igreja. Os bons serão martirizados, o Santo Padre terá muito que sofrer, várias nações serão aniquiladas.”
Ainda não temos visto a aniquilação das nações predita em Fátima. Temos que esperar até que aconteça isto, a fim de fazermos exatamente o que Nossa Senhora nos mandou fazer em nome de Deus? Em vista da decadência acelerada da moralidade e a desintegração do ordem social no mundo, a simples prudência deve dizer-nos que não podemos retardar nem um momento mais a consagração da Rússia e só a Rússia, ao Imaculado Coração de Maria.

12) Porém, se o Papa acredita que fez a consagração, que direito tem alguém de perguntar-lhe?
R: O Papa nunca declarou publicamente a todos os membros da Igreja que fez a consagração da Rússia ao Imaculado Coração de Maria. Pelo contrário, as palavras do Papa como são citadas no L’Osservatore Romano, demostram que ele sabe que a consagração ainda tem que ser feita. Em vista disto, os fiéis têm todo direito de suplicar ao Papa pela consagração definitiva da Rússia. Em verdade, o direito dado por Deus aos fiéis para pedir ao Pontífice Supremo em assuntos que afetam o bem da Igreja, foi definido como doutrina católica por dois concilios ecumênicos: O Segundo Concilio de León (1274) e o Vaticano I (1870), e também é garantido pelo Código novo da Lei Canônica (Canon 212).
O bem-estar da Igreja e a segurança do mundo inteiro pedem duma certeza absoluta, para que os pedidos de Nossa Senhora de Fátima sejam cumpridos. O problema só será resolvido quando a consagração definitiva for feita, e quando o Papa declarar de uma maneira oficial e definitiva à Igreja inteira, de que já fez a consagração de uma maneira suficiente para satisfazer aos pedidos de Nossa Senhora. Nem um nem outro desses acontecimentos têm se verificado e por isto o problema fica aberto à discussão livre e às súplicas dos Fieís, que têm todo o direito de tratar de um assunto de tanta importância para a Igreja e para o mundo.
Para mais cópias deste panfleto o mais particularidades acêrca de Fátima:
Cruzada Internacional do Rosário de Fátima


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Regra de ouro do matrimônio!

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O café da manhã que mamãe preparava era maravilhoso! Embora fôssemos uma família humilde, minha mãe sempre preparava com muito carinho a primeira refeição do dia. Era ovo frito com farinha, outro dia era ovo escaldado, depois era bife com pão, lingüiça com ovo e pão... Tudo feito com simplicidade.

Ao acordar, naquela manhã, quando retornei da 'lua de mel', para ir ao trabalho, pensei que encontraria a mesa posta, o café da manhã preparado. Como estava acostumado com a casa da mamãe, pensei que acordaria com aquele gostoso cheirinho que vinha sempre da cozinha lá de casa. Olhei para o lado e vi minha esposa, Neusa, dormindo profundamente. Feito um anjinho – de pedra!

Raspei a garganta, fiz barulho tentando acordá-la. Nada! Fui para o trabalho irritado, de barriga vazia. O local do trabalho ficava a uns cinco minutos do apartamento que alugávamos. Ao me sentar na mesa de trabalho, sentindo a estômago roncar, abri a Bíblia no seguinte trecho: O que quereis que os homens vos façam, fazei-o também a eles" (Lucas 6:31).

Disse pra mim mesmo: 'O Senhor não precisa dizer mais nada'. Lá pelas nove horas da manhã, hora em que se podia tirar alguns minutos para o café, dei um jeito de ir até o apartamento, não sem antes passar em uma padaria e comprar algumas guloseimas. Preparei o café da manhã e levei na cama para Neusa. Ela acordou com aquele sorriso tão lindo! Estamos para completar Bodas de Prata. Nesses quase vinte e cinco anos de casamento, continuo repetindo esse gesto todos os dias. E com muito amor!

Estou longe de ser um bom marido, mas a cada dia me esforço ao máximo... Tenho muito a melhorar, tenho de ser mais santo, mais paciente, mais carinhoso. Sinto-me ainda longe disso, pois o modelo que estou mirando é Jesus: Maridos, continuai a amar as vossas esposas, assim como Cristo amou a congregação e se entregou por ela" (Efésios 5:25).

O matrimônio é um desafio, pois a todo o momento temos que perdoar e pedir perdão. A cada dia temos que buscar forças em Deus, pois sem Ele nada podemos fazer.

Quando Paulo se despedia dos cristãos em Éfeso, citou uma bela frase: Há mais felicidade em dar do que há em receber" (Atos 20:35). Quando se descobre isso no matrimônio, se descobre o princípio da felicidade.

Por que muitos casamentos não tem ido adiante? Porque o egoísmo tomou conta do casal. É o 'cada um por si' que vigora.

Estamos na sociedade do descartável: copo descartável, prato descartável, etc. Pessoas não são descartáveis, porém, o que não é descartável precisa ser cuidado para ser durável.

O mundo precisa do testemunho dos casais de que o matrimônio vale a pena! E, para que isso aconteça, é necessário um cuidado amoroso e carinhoso por parte do marido e da esposa. Ambos têm o dever de cuidar um do outro com renovados gestos de carinho e perdão diariamente.

Posted by Pe. Mateus Maria

Os últimos serão os primeiros - TUDO PARA GLÓRIA DE DEUS!

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Antropoteísmo:a religião do homem (Parte1)

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Salve Maria!

Uso do véu nunca foi abolido!

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

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Por quase 2000 anos, mulheres Católicas se cobriram com o véu antes de adentrarem na Igreja ou em qualquer momento que estivessem na presença do Santíssimo. 

Está escrito no Código de Direito Canônico de 1917: Cânon 1262, que a mulher tem que cobrir suas cabeças--"especialmente quando se aproximam da mesa sagrada" (altar). "Mulieres autem, capite cooperto et modest vestitae, maxime cum ad mesnam Domincam accedunt".Mas Durante o Concílio Vaticano II, Bugnini (o mesmo Maçon que designou a Missa do Novo Ordo), quando indagado por jornalistas se as mulheres deveriam continuar a cobrir suas cabeças, sua resposta talvez bastante inocente, foi de que este tópico não estava em discussão. 

Os jornalistas (como eles costumam fazer o que querem com o ensino da Igreja) tomaram esta resposta como "não", e imprimiram esta incorreta informação pelo mundo a fora. A partir daí, mulheres do "mundo do Novo Ordo" perderam a Tradição. Após tantos anos de repúdio e/ou indiferença ao véu por parte das mulheres e num contexto geral, o Vaticano (como é de costume após o CVII), não querendo confrontar e/ou decepcionar as feministas, simplesmente fingem que o problema não existe.

Quando o Código de Direito Canônico de1983 foi produzido, a questão do véu simplesmente não foi mencionada (não foi abolida, simplesmente não mencionada). De qualquer forma, Cânones 20-21 do Código de Direito Canônico de 1983 deixa claro que a nova Lei Canônica só abole a Velha Lei Canônica quando eles escreverem explicitamente isto, e que em caso de dúvidas, a Lei Antiga não deve ser revogada, pelo contrario; Cânon 20 (Código Direito Canônico).

Consequentemente, de acordo com a Lei Canônica e o costume, a mulher continua tendo o dever de cobrir suas cabeças. O véu cristão é um assunto muito sério, e não somente um que diz respeito à Lei Canônica, mas também o de 2 milênios de Tradição da Igreja --na qual se encontra na Tradição do Velho Testamento e no Novo Testamento, aonde São Paulo escreveu: 1. Tornai-vos os meus imitadores, como eu o sou de Cristo. 2. Eu vos felicito, porque em tudo vos lembrais de mim, e guardais as minhas instruções, tais como eu vo-las transmiti. 3. Mas quero que saibais que senhor de todo homem é Cristo, senhor da mulher é o homem, senhor de Cristo é Deus. 4. Todo homem que ora ou profetiza com a cabeça coberta falta ao respeito ao seu senhor. 5. E toda mulher que ora ou profetiza, não tendo coberta a cabeça, falta ao respeito ao seu senhor, porque é como se estivesse rapada. 6. Se uma mulher não se cobre com um véu, então corte o cabelo. Ora, se é vergonhoso para a mulher ter os cabelos cortados ou a cabeça rapada, então que se cubra com um véu. 7. 

 Quanto ao homem, não deve cobrir sua cabeça, porque é imagem e esplendor de Deus; a mulher é o reflexo do homem. (1 Corinthians 11:1-7) De acordo com São Paulo, as mulheres usam o véu como sinal que Sua Gloria, (não da nossa) deve ser o foco de Adoração, como sinal de submissão á autoridade. É o reconhecimento e um sinal de se ter Deus e o marido (ou pai, de acordo com cada caso) como cabeças, é um sinal de respeito á presença dos Santos Anjos e da Liturgia Divina. Usando o véu, se reflete a ordem invisível divina; e fazem as mesmas visíveis. Isso São Paulo apresenta claramente como uma lei, uma que é a prática de toda Igreja. Algumas mulheres, influenciadas pelos pensamentos das feministas "cristãs", acreditam que São Paulo estava a falar dos homens de sua época.

Agora, peço aos leitores para relerem atentamente a passagem bíblica sobre o véu e repare bem que São Paulo NUNCA se intimidou em quebrar desnecessários tabus. Foi o próprio São Paulo quem enfatizou várias vezes que a circuncisão e toda a Lei Mosaica não eram necessárias --e isto era enquanto ele falava a Cristãos hebreus! Não, a Tradição e lei do uso do véu não é uma questão de São Paulo ser influenciado por sua cultura, o véu é um símbolo que é tão relevante como à batina de um Padre ou um habito de uma Irmã de Caridade. Repare também que Paulo não está de maneira alguma praticando à misógina aqui. Ele nos assegura que, a mulher foi feita para a glória do homem, assim como o homem foi feito para a glória de Deus. O homem precisa da mulher, e a mulher do homem. Mas existem diferenças no papel de cada um, ambos são dignos, mas diferentes --e tudo para a glória de Deus (e obviamente que devemos tratar um ao outro com caridade!). 

O véu é também um sinal do reconhecimento das diferentes funções de cada um. O véu é ainda sinal de modéstia e castidade. É sinal de recolhimento e de obediência para com Deus, com a Tradição e com a Igreja.

Fonte: Blog Tradição.

"Ministros" EXTRAordinários???

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Infelizmente certos setores do clero católico vêm regularmente desobedecendo às ordens do Papa em muitos aspectos da liturgia. O objetivo deles é claro: eles desejam diminuir o valor do sacerdócio e a sacralidade da ação litúrgica da Igreja.


Um dos instrumentos que mais têm sido usados para este torpe objetivo é o abuso regular e habitual dos chamados ministérios extraordinários. Os ministérios extraordinários são autorizações especiais que podem em raras ocasiões, por motivo de extrema necessidade, ser dadas a leigos para que ele cumpram algumas funções reservadas aos sacerdotes. Ao usar de forma habitual (logo irregular) estes chamados ministros extraordinários, a distinção querida por Deus entre sacerdote e fiel é diminuída, à semelhança do que queria Coré (Nm 16) e do que nos avisava São Judas (Jd 11) para que não fosse feito.


Dentre os ministérios extraordinários que podem em ocasiões especiais ser deputados a leigos, figura em lugar de destaque no rol dos abusos o ministério da Sagrada Comunhão (distribuição do Corpo e Sangue de Nosso Senhor Jesus Cristo). Vejamos pois o que diz a Lei da Igreja acerca deste ministério extraordinário:


Na instrução "Inaestimabile donum", da Sagrada Congregação para os Sacramentos e o Culto Divino, emitida em 3.IV.1980, lemos que "Os fiéis, sejam religiosos ou leigos, que são autorizados como ministros extraordinários da Eucaristia só podem distribuir a Comunhão quando não há padre, diácono ou acólito, quando o padre está impedido por doença ou por idade avançada, ou quando o número de fiéis a receber a Comunhão é tão grande que torne a celebração da Missa excessivamente longa." (#10)


Na recente "Instrução acerca de algumas questões sobre a colaboração dos fiéis leigos no sagrado ministério dos sacerdotes", de 13.VIII.1997, o Santo Padre João Paulo II ordena:


"Artigo 8: §1. A disciplina canônica sobre o ministro extraordinário da sagrada comunhão deve, porém, ser corretamente aplicada para não gerar confusão. Ela estabelece que ministros ordinários da sagrada comunhão são o Bispo, o presbítero e o diácono, enquanto é ministro extraordinário o acólito instituído ou o fiel para tanto deputado conforme a norma do cân. 230, §3.


(...)


§2. Para que o ministro extraordinário, durante a celebração eucarística, possa distribuir a sagrada comunhão, é necessário ou que não estejam presentes ministros ordinários ou que estes, embora presentes, estejam realmente impedidos. Pode igualmente desempenhar o mesmo encargo quando, por causa da participação particularmente numerosa dos fiéis que desejam receber a Santa Comunhão, a celebração eucarística prolongar-se-ia excessivamente por causa da insuficiência de ministros ordinários.


Este encargo é supletivo e extraordinário e deve ser exercido segundo a norma do direito. (...)


Para não gerar confusão, devem-se evitar e remover algumas práticas que há algum tempo foram introduzidas em algumas Igrejas particulares, como por exemplo:


(...)


- o uso habitual de ministros extraordinários nas Santas Missas, estendendo arbitrariamente o conceito de « numerosa participação ».


(...)


São revogadas as leis particulares e os costumes vigentes, que sejam contrários a estas normas, como igualmente quaisquer eventuais faculdades concedidas ad experimentum pela Santa Sé ou por qualquer outra autoridade a ela subalterna.


O Sumo Pontífice, no dia 13 de Agosto de 1997, aprovou em forma específica a presente Instrução, ordenando a sua promulgação."


Seguem-se assinaturas dos prefeitos e presidentes da Congregação para o Clero, do Conselho Pontifício para os Leigos, da Congregação para a Doutrina da Fé, da Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos, da Congregação para os Bispos, da Congregação para a Evangelização dos Povos, da Congregação para os Institutos de Vida Consagrada e as Sociedades de Vida Apostólica e do Conselho Pontifício para a Interpretação dos Textos Legislativos


Trata-se portanto de documento aprovado em forma específica pelo Santo Padre, ou seja, com força de lei, assinado também pelos prefeitos, presidentes e secretários de todas as congregações vaticanas que possam ter algo a ver com o assunto. É Lei da Igreja!


Ora, o que podemos perceber nela?


1 - O uso de ministros extraordinários da Sagrada Comunhão (também chamados "ministros extraordinários da Eucaristia") só pode ocorrer quando não há padre, ou quando o padre estiver realmente impedido.


2 - O uso habitual destes "ministros" é proibido, e não pode ser justificado pela quantidade de pessoas que normalmente vão à Missa. O Santo Padre ensina que fazê-lo é estender "arbitrariamente o conceito de numerosa participação".


3 - Foram revogadas quaisquer autorizações que tenham já sido dadas para que os Senhores Bispos usem Ministros leigos extraordinários de forma habitual na distribuição da Sagrada Comunhão.


O que podemos fazer a respeito disso?


1 - Lembrar aos sacerdotes e bispos que estão desobedecendo à Lei da Igreja, o que é pecaminoso, ao usar de forma habitual ministros leigos na distribuição da Sagrada Comunhão.


2 - Mostrar a todos o que a Lei da Igreja manda fazer.


3 - Não receber a comunhão ilicitamente das mãos de um leigo; o ideal é evitar as paróquias onde esta prática ocorre, se isto for possível.

 
Fonte: Hora de São Jerônimo.

Viva Pio IX!

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

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Por André Melo 

No início do pontificado de Pio IX toda a sociedade política da época gritava em altos brados: "Viva Pio IX!".
Dom Bosco, prudentemente, mandava seus alunos gritarem "Viva o Papa!". Nessa época Pio IX tinha apoio internacional e incondicional, pois libertara os presos políticos dos Estado Pontifícios e dera ampla liberdade aos revolucionários. Consequentemente, a imprensa da época também gritava "viva o Papa".
Poucos anos depois o mesmo Pio IX percebera o erro cometido e voltara atrás. Curioso notar que o mesmo Papa que anos depois definiria o dogma da Infalibilidade Papal reconheceu que errara ao apoiar os terroristas carbonários. Isso mostra sua compreensão desse precioso dogma, isto é, que o Papa é infalível apenas quando trata de assuntos de Fé e Moral falando ex-cathedra (conf. artigo Viva o Papa! no site Montfort)
Hoje vemos o contrário. Pio IX é condenado pela imprensa - o que, repetimos, é sempre um ótimo sinal. Sua beatificação é contestada por jornais e até entidades católicas. De repente, um interesse geral pelo tema das beatificações dentro da Igreja Católica.
Isso se deve basicamente ao fato de Pio IX ter escrito o Syllabus condenando a conciliação com o mundo moderno. Este singular documento em defesa da Igreja sem a preocupação de agradar, é o principal motivo desse ódio contra Pio IX.
O Syllabus é um documento que todo católico deveria ler. Ele nunca esteve tão atual (esta em nosso site).
Pio IX, além disso, decretou o dogma da Infalibilidade Papal em 1870 durante o Concílio Vaticano I. Esse dogma é uma importante arma na defesa da Igreja Católica, única portadora da Verdade de Cristo e por isso único caminho seguro de salvação. As demais religiões, sejam elas cristãs ou não, não passam de invenções do capricho humano.
Além de tudo isso Pio IX decretou também o dogma da Imaculada Conceição de Nossa Senhora em 1854. Dogma este que veio a ser confirmado pela própria Virgem em Lourdes, na França, em 1858.
Um Papa que defende a Igreja, condena os erros modernos e, além disso, exalta Nossa Senhora só poderia mesmo ser atacado. Todos os papas e santos que o fizeram também foram atacados. Isso só aumenta sua glória.
Graças a Deus Pio IX foi beatificado. Viva Pio IX! Viva o Papa!

Será Papa Bento XVI o Papa da visão de Dom Bosco???

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

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Prezado Emerson,
Salve Maria.

Espero não estar tomando seu tempo, mas, com o falecimento do professor, não tenho mais a quem recorrer para sanar minhas dúvidas. O fato é, que temos ouvido falar da reforma da reforma que pretende dar um basta na baderna liturgica de nossa Igreja, e restaurar a missa de Sempre como forma ordinária da Igreja. Entretanto, fico me perguntando se isso realmente irá acontecer, pois as esperanças que são postas no papa Bento XVI, encontram nele próprio uma grande contradição.

Na carta que o papa enviou junto com a publicação do Motu Proprio, ele diz:

"Em primeiro lugar, há o temor de que seja aqui afectada a autoridade do Concílio Vaticano II e que uma das suas decisões essenciais – a reforma litúrgica – seja posta em dúvida. Tal receio não tem fundamento."

"Não existe qualquer contradição entre uma edição e outra do Missale Romanum"

Ora Emerson, as duas formas do rito católico são invariavélmente contraditórias, pois a missa de Sempre é totalmente oposta a missa nova, sendo gritantes suas diferenças. Sendo assim como entender essa dupla posição do Papa Bento XVI? Será que realmente ele é o papa da visão de Dom Bosco?

Abraços em Cristo Jesus,
Robson Carvalho.
 


RESPOSTA

Caro Robson Carvalho, salve Maria!
Sua pergunta é interessante e não há resposta certa para ela, na medida em que exige o conhecimento do futuro e o futuro a Deus pertence. Por outro lado, é verdade, embora não tenhamos certeza do futuro, podemos e devemos avaliar os fatos que indicam tendências. Porque os fatos e as ações humanas indicam uma determinada intenção e os seus efeitos são inegáveis.
Veja que eu coloquei “fatos” no plural, porque ler a História como os protestantes lêem a bíblia, isolando frases e orações para justificar sandices proféticas, é como querer analisar as tendências com um fato isolado, com uma ação isolada, com uma frase isolada.
Mesmo assim, devemos ter em mente que a História e as ações humanas não seguem uma lógica rígida de causa e efeito como uma ciência natural, tornando previsíveis e necessários certos acontecimentos e movimentos (tendências), como pretende a ideologia marxista evolucionista. Muito pelo contrário.
Deus age na História.
Quem diria, na época, que o perseguidor Paulo de Tarso seria o Apóstolo da Igreja de Roma? Quem diria que Santa Joana D´Arc, uma simples camponesa, mudaria a Guerra dos Cem Anos?
Há aqueles que afirmam com toda certeza: esse Papa não é o de Fátima!
Longe de profetizar o futuro, a minha resposta consiste em uma análise do conjunto dos fatos ligados ao problema do Vaticano II e da reforma litúrgica, tendo a certeza (a certeza obrigatória a todo espírito católico) de que Deus não abandona os homens na História, muito menos a Sua Igreja; e em um pedido de oração contínua e de apoio a todas as ações do Papa que colaboram para a  realização das palavras de Nossa Senhora em Fátima: “E por fim o Meu Imaculado Coração Triunfará”, quando Nosso Senhor for devidamente amado e reverenciado no Santíssimo Sacramento do altar, quando as pessoas voltarem a viver da Fé, da Caridade com Esperança.
E que ações são essas? Que fatos?
Quando ainda Cardeal Ratzinger, no prefácio do livro de Mons. Gamber, afirmou:
"Depois do Concílio [Vaticano II] ... em vez da liturgia como fruto de um desenvolvimento orgânico abandonamos o processo orgânico e vivo do crescimento através dos séculos, e se o substituiu -- como num processo de manufatura -- por uma produção fabricada, um produto banal do instante. Gamber, com a vigilância de um autêntico profeta se opôs a essa falsificação, e  graças ao seu conhecimento incrivelmente rico das fontes,  incansavelmente nos ensinou a respeito da plenitude viva de uma verdadeira liturgia." (destaque nosso)
("After the Council ... in place of the liturgy as the fruit of organic development came fabricated liturgy. We abandoned the organic, living process of growth and development over centuries, and replaced it - as in a manufacturing process - with a fabrication, a banal on-the-spot product. Gamber, with the vigilance of a true prophet ... opposed this falsification, and, thanks to his incredibly rich knowledge, indefatigably taught us about the living fullness of a true liturgy."
(Gamber, Mgr Klaus, The Reform of the Roman Liturgy, Una Voce Press: San Juan Capistrano, CA, 1994, contracapa.)
Na publicação do livro Le sel de la terre (1994):
Cardeal Ratzinger:
“Estou certo que se deverá concordar cada vez mais generosamente com todos os que desejam o direito de celebrar o antigo rito. Não se vê nada que possa ser perigoso ou inaceitável. Uma sociedade que declara de uma hora para outra interditado aquilo que até então toda ela o tinha como o mais sagrado e elevado, e que diz ser inconveniente o lamento da perda, põe-se ela mesma em questão. Como crer nela ainda? Não vai ela amanhã proibir o que hoje sanciona?
Lamentavelmente, a tolerância em relação às fantasias aventurosas, está entre nós quase ilimitada, mas ela é inexistente no antigo rito. Estamos seguramente, portanto, em maus caminhos.” (pp.172-173)
No Livro Intitulado Ma Vie, Souvenirs (Fayard, outubro 1998)
Cardeal Ratzinger:
“O segundo grande acontecimento no começo dos meus anos em Ratisbona foi a publicação do Missal de Paulo VI, seguido da proibição quase total da missal tradicional, depois de uma fase de transição de seis meses.”
Cardeal Ratzinger:
“Eu fiquei consternado com a proibição do antigo rito, porque jamais se tinha visto isto na história da Igreja.”
“Quase que se fez crer que era tudo normal. O missal precedente de compilado por São Pio V em 1570 após o Concílio de Trento. Era normal que depois de 400 anos um novo concílio, um novo Papa apresente um novo missal. Mas a verdade histórica é outra: Pio V se contentou em revisar o missal romano usado na época, como se faz normalmente em uma história que se desenvolve. Assim, numerosos foram aqueles sucessores a revisarem este missal, sem opor um missal ao outro. (pp.132-133)
Considerando tais afirmações é de se pensar, então, por que não tomar ações mais drásticas com relação à Missa de Paulo VI e o Concílio Vaticano II e por que não abandonar essa vai-e-vem de críticas com ressalvas, que é inegável. Que é um fato, como você mesmo constatou.
No dia 13 de janeiro de 2001, retomando a negociação com Roma, Monsenhor Fellay reuniu seus conselheiros e estabeleceu dois pontos para realização do acordo. Primeiro, que fosse reconhecido o direito para todo padre da Igreja Romana de rezar a Missa no rito Tridentino; segundo, que as excomunhões fossem retiradas.
Resposta do Cardeal Castrillon Royos, Prefeito da Congregação do Clero, no dia 07 de maio de 2001:
“Aquilo que concerne à primeira condição – a liberação para todos da missa de São Pio V- um certo número de cardeais , bispos e fiéis julgam que uma tal permissão não deva ser concedida.
“Não que o rito sagrado precedente não mereça todo o respeito e reconhecimento ou que se desconheça sua solidez teológica e sua beleza...mas que essa permissão poderia criar uma confusão no espírito de muitas pessoas que a compreenderiam como uma depreciação do valor da Santa Missa que celebra a Igreja de hoje.” (La Bataille de la Messe, Paul Aulagnier, Éditions de Paris, pp. 128-129).
É claro que o pronunciamento oficial do Cardeal Hoyos é um pronunciamento de Roma. E revela duas certezas: a liberação e a celebração do rito de São Pio V nas Igrejas colocaria em xeque o rito de Paulo VI, pois ao colocar lado a lado as duas missas, ficaria mais clara a superioridade de uma sobre a outra e a total incompatibilidade entre os ritos, causando “uma depreciação do valor da Santa Missa que celebra a Igreja hoje”;  a preocupação de não causar confusão nos espíritos.
Isso antes de Bento XVI.
Se analisarmos o pontificado de Bento XVI, vemos que ele caminhado a passos largos nesses últimos cinco anos, criticando a modernidade, exaltando o valor do verdadeiro sacerdócio, retomando o verdadeiro significado da caridade (que só é possível com a verdade); criando um instituto com o direito de celebrar com exclusividade o rito de São Pio V e criticar construtivamente o Vaticano II; reestabelecendo, com o Motu Proprio Summorum Pontificum, o direito da celebração do rito de São Pio V e o direito dos fiéis de exigir tal celebração; realizando o levantamento das excomunhões dos bispos fiéis a Missa de Sempre e etc, em linha com as críticas que fazia aos problemas da reforma de Paulo VI quando ainda Cardeal.
Veja que todos esses fatos delimitam pontos de uma mesma reta, permitindo traçarmos e muitas vezes exigir certas conclusões. Quando o Papa Bento XVI lançou o Motu Proprio Summorum pontíficum, o levamento das excomunhões era vista como uma conseqüência lógica e exigida por muitos. Veja esse texto: http://la.revue.item.free.fr/regard_monde281207.htm
Desse texto, podemos resumir o seguinte:
Que o Papa compreende o caráter modernista e protestante da Reforma de Paulo VI.
Que o Papa tem um problema sério para resolver na Igreja e vive um drama. Vejamos:
Desde seu discurso sobre a hermenêutica da continuidade, o Papa é categórico em negar que tenha havido, quer na Missa quer no Concílio V. II, qualquer ruptura com o passado.
Por isso ele negou, no Moto Proprio Summorum Pontificum, a existência de dois ritos. Afirmou que são apenas duas formas de um mesmo rito. Se tivesse aceitado que são dois ritos, teria que admitir uma ruptura, “fabricou-se” um novo que substituiu o antigo.
O Papa julga – parece evidente – que para evitar o escândalo, a divisão, os cismas e outros problemas mais, deve-se negar qualquer ruptura. 
Entretanto, o livro que o Papa recomenda, inclusive pedindo aos padres do IBP que o assumam como seu pensamento (“qu’on la fasse nôtre”), declara: há uma ruptura entre o Rito Romano e a Missa de Paulo VI. Há dois ritos: o antigo e o “moderno” (termo aplicado ao Novus Ordo por Mons. Gamber).
Por isso, caro Robson, rezemos pelo Papa Bento XVI para que ele não tenha medo dos lobos e conduza a Santa Igreja cum consilio et sapientia. Para que ele seja o Papa que caminha “vacilante e cambaleante” para um monte encimado pela Cruz.
Na certeza de que, se ele não é o Papa de Fátima, sem dúvida, já colaborou e colabora com o retorno prometido. Que ainda não aconteceu, como Ele mesmo afirmou no último 13 de maio.
Um grande abraço.
Salve Maria,
Emerson Chenta

Mulher-objeto

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É muito cansativo olhar revistas femininas mundanas. As propagandas são tão falsas que, uma vez libertadas desta imagem falsificada que nos querem impor [e dizem que a razão última para isso é a ... razão econômica, pois como as indústrias venderão seus produtos se a mulher "alcançar" este ideal-patético que nos vendem com seus photoshops?], simplesmente tomamos repugnância destas publicidades. Mas a verdade é que elas estão aí, em toda esquina, em sites e lojas, intoxicando todo o ar moral da sociedade. Quando iremos despertar para reconhecer a esplêndida beleza criada por Deus para cada mulher, para cada idade, para cada etapa que estamos chamadas a viver como filhas de Deus? Este texto de Mikel Gotzon Santamaria Garaia é curto e muito valioso! Meditemos e arranquemos de nossos corações – com a graça de Deus – esta imagem deformanda e no seu lugar coloquemos a imago Dei, aquela que Deus desenhou especialmente para cada uma de nós!

Por Mikel Gotzon santamaria Garaia - Adaptado por Andrea Patrícia





Imagem da publicidade hoje: mulheres sempre sensuais e solteiras. Objetos para consumo.

Se agora nos perguntarmos qual é a imagem do corpo de mulher que os meios de comunicação nos têm vendido, dar-nos-emos conta, com surpresa, de que não é, de forma alguma, a imagem de um corpo de mãe. Se nos limitamos ao que nos têm metido pelos olhos, mais que mães, as mulheres são outra coisa, que é melhor não dizer agora. Digamos que, socialmente, a imagem do corpo de mulher que nos é apresentada hoje é a de mulher-objeto.

Mas então, tiramos a conclusão de que nos têm enganado. Têm-nos vendido uma imagem falsa, inadequada, incompleta. Mais ainda, a idéia de mãe não entra de forma alguma nessa imagem do corpo feminino que os meios de comunicação criaram, do mesmo modo que a idéia de pai está ausente da imagem do homem. Mas vimos há pouco que, se uma pessoa se põe a considerar friamente o que é típico de um corpo de mulher, tira a conclusão de que o que tem de específico e atrativo é o que tem de possível mãe. Não é lógico que seja mais difícil viver adequadamente as relações entre homens e mulheres, se partimos desta imagem enganosa dos meios de comunicação? Naturalmente, é muito difícil entender o sentido e a grandeza do amor sexual se a nossa cabeça enfrenta este assunto a partir dessa imagem.

O surpreendente deste engano destaca-se, ainda mais, se fizermos a nós próprios a seguinte pergunta: posso incluir a minha mãe nessa imagem de mulher que me têm vendido? Serve-me essa imagem para entender o que é a minha mãe? A resposta óbvia é que não. O que se passa? É que por acaso a minha mãe não é uma mulher? Evidentemente que é. E, se compararmos, diremos que a imagem que temos de nossa mãe é bastante mais completa, como mulher, que essa imagem de mulher-objeto.

E, todavia, se pensamos qual é a imagem corporal que serve ao homem para olhar as mulheres, qual é a imagem que serve à mulher para olhar-se a si própria e para apresentar-se perante o homem, veremos que é antes essa imagem de mulher-objeto que nos venderam os meios de comunicação. Isso notar-se-á, por exemplo, na forma de vestir que impõem algumas modas, nas atitudes perante o homem, etc. Por isso, para sair deste erro de base, temos de dar-nos conta do engano e reconstruir, no nosso interior, uma imagem de mulher que seja mais completa e verdadeira, que possa se adequar melhor aos dados mais elementares do sentido comum, quando pensamos por nossa conta e não nos deixamos influenciar pela publicidade.


(Mikel Gotzon Santamaría Garai, em “Saber Amar com o Corpo”)

A derrota (Impureza)

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

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A derrota!

Palavra amarga!
Como caustica nossos lábios!



Para não sofrê-la, lutamos durante quatro anos...durante quatro anos, demos o sangue de nossas veias e sacrificamos nossos destemidos valentes. Para salvaguardar nossa independência!

Ora o moço, dominado pelo vício impuro, perdeu sua independência, é escravo!

É a derrota!
Palavra muito amarga!
Como caustica nossos lábios!

Ao começar a guerra, vi os jovens belgas conduzidos entre baionetas alemães. Se vivesse, cem anos (o que seria uma lástima) me lembraria ainda da expressão dolorosa dos seus rostos.

Pulgente humilhação!

E no entanto aqueles moços não tinham de que envergonhar-se. Tinham antes o direito de se apresentarem de fronte erguida. Mas o vencido pela paixão, deve envergonhar-se e andar de cabeça baixa. Entregou as armas, por covardia, e ao mais desprezível dos vencedores, àquele demônio que Nosso Senhor no Evangelho chama: "Homicída desde o começo".

Um soldado dos arredores de Namur contou-me como o seu "forte" fora tomado. Tinham feito sair todos os belgas e depois, perante eles, quebram-lhes os fuzis nos rails dos carros americanos, que por ali passavam. E, com a vingança desenhada no rosto, chamava: "Que raiva! quando vi o vencedor quebrar assim o nosso fuzil. Não podereis nunca compreender isso! Não! não sois soldado! ..."

Mais uma vez: a humilhação para aquele soldado fora puramente material e de nenhum modo infamante por ser imerecida. O vencido pelo vício sofreu, pelo contrário uma derrota infamante e merecida.

É cruel e horrível ser escravo do inimigo.
O vício é também uma escravidão.

E não é raro que os escravos dos vício venham dizer, cobertos de vergonha: "Oh! é terrível esta tirania do vezo! Como nos prende com pesados grilhões!". Nenhum carcereiro guardará com maior rigor seus prisioneiros, como o vício guarda suas vítimas.

Pericles, referindo-se aos jovens caídos em combate, dizia: "O ano perdeu sua primavera!" E isto é ainda mais verdadeiro no sentido moral! Quando a luxúria arruína um povo. "o ano perdeu a sua primavera".

Lemos no livro, A indisciplina dos costumes, de Bureau: "diariamente se está dando grande carnificina de jovens". o autor traçava estas linhas negras, durante a guerra, mas não se referia aos jovens mortos em combate, aludia a essa carnificina moral de jovens aos quais a impureza deixa arruinados.

"Uma grande carnificina..."


"Ó quam pulchra est casta generatio".

...Cotejai as faculdades (jovens castos), uma por uma:

1) A inteligência - é viva e clara, possuindo o homem, no eu superior, uma dilatação proporcional á restrição imposta ao eu inferior.

2) A vontade - acha-se retemperada pela própria luta, mediante o esforço, que é para o caráter, uma espécie de peptonato de ferro. Torna-se capaz de uma energia de grande voltagem e forte tensão.

3) A memória - é geralmente fiel, e por forma, que muita vez, "uma memória feliz é um indício... de pureza". (Fonssagrives: L'Éduc, de la pureté).

4) O coração - guarda intactas suas reservas de afeição e de frescura de sentimentos que o perfumam...
5) O corpo - não é raro tornar-se mais elegante em razão da pureza. É lógico: o espirito aperfeiçoa o semblante..."A grandeza dos sentimentos íntimos transparece no rosto, acabando por tornar-se sua expressão normal ou caracterizando-lhe a fisionomia".

...Assim se nos apresenta a bela geração dos castos.

Mas ai! ainda há outra. Contemple-se um moço corrompido, que malbarata seus belos anos, como o insensato que voluntariamente atirasse, uma por uma, ao mar, as suas preciosas peças de ouro.

Aqui, infelizmente, que rebaixamento não vemos!
Retornemos o exame de cada faculdade (jovens impuros):

1) A inteligência - Está, por assim dizer toldada, como se a lama imunda do coração tivesse subido à cabeça. O filósofo Joubert não exagera quando diz: "No momento qm que o moço se inflama para a carne, se extingue para toda e qualquer reflexão séria".

...Por vezes, "a alma passando-se para os sentidos, acaba por cair numa espécie de paralisia, que se assemelha a imbecilidade" (Pe. Janvier).

... Vistes por ventura alguma águia numa jaula, o grande rei do azul, entre varas de ferro? Causa pena! Maior pena causa o estado de uma alma, encarcerada numa prisão carnal...

2) A vontade - Está gravemente lesada naquele jovem que não se governa mais. Repare-se neste círculo vicioso: porque cedeu, debilitou-se a vontade: porque debilitou-se a vontade, cede.

3) A memória - A memória sensível tem um  orgão: o cerébro. Mas os excessos do vício, abalando o sistema nervoso, atuam sobre o cérebro e, conseqüentemente, sobre a memória, de um modo desastrado.

4) O coração - Coração? o pobre infeliz, por vezes, parece que já não o tem mais. "A impureza, diz o profeta, rouba o coração". (Os. 4.11)

O coração? Mas o vício corroe-lhe as fibras vitais...A impureza é a grande roubadoura dos corações... O lírio de amores castos, não vegeta em canteiros onde plantas daninhas lhe absorvem toda a seiva e lhe empobrecem totalmente o solo!

5) O corpo - "O vicio conduz ao hospital...e por que caminhos!" (L. Veuillot)
A impureza é o pecado do corpo; e é, muitas vezes, punida no próprio corpo.

(Excertos do livro: A grande guerra - Pe. Hoornaert

Liturgia: quem tiver olhos para ver que veja.

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-Ronaldo Mota-
Nos escritos de São Pedro Julião Eymard encontramos uma alma abrasada pelo amor ao Santíssimo Sacramento da Eucaristia. Entre tão belas meditações, encontramos uma que fazemos questão de expor aos nossos leitores. Não apenas pela beleza e pela santidade de tais pensamentos, mas também pela conveniência de tais palavras para tempos tão decadentes como os nossos.
Meditando sobre a honra devida ao Santíssimo Sacramento da Eucaristia, São Pedro proclama:
     “A Ele toda honra solene, toda a magnificência, toda a riqueza, toda a beleza do culto, cujos pormenores Deus houve por bem determinar, no culto mosaico, que era apenas uma      figura do nosso. Os séculos da fé, julgando-se sempre aquém do esplendor devido ao culto eucarístico, congregavam seus esforços nas basílicas e nos vasos sagrados, obras-primas de      arte e de magnificência.
     A fé era a autora dessas maravilhas. O culto e a honra tributados a Jesus Cristo são a medida da fé do povo, a expressão de sua virtude. Honra, pois, a Jesus Eucaristia que,      merecendo-a, a ela tem direito.”.
E o que fez a verdadeira fé no decorrer de séculos de história da Igreja? Esforçou-se para honrar a N. Senhor de modo solene, com toda magnificência e com a máxima beleza possível de culto:




Como bem notou São Pedro Eymard, foi a fé que fez tudo isso. Foi a fé na Presença real, verdadeira e substancial de Nosso Senhor no Santíssimo Sacramento da Eucaristia. Foi a compreensão de que, pelo milagre da transubstanciação, Nosso Senhor está de Corpo, Sangue, Alma e Divindade na Hóstia Consagrada.
Mas, infelizmente, os tempos mudaram...
Após o Concílio Vaticano II, foi criado o Comitê para a aplicação da Constituição Conciliar sobre a Liturgia. Esse Comitê apresentou, num Sínodo de Bispos reunido em Roma, em outubro de 1967, uma celebração experimental que chamaram “Missa normativa”. Havia no Sínodo um total de 187 bispos votantes. Destes, 43 recusarão a tal Missa. Outros 62 aceitaram com reservas. Houve 4 abstenções. E o restante aceitou. Ou seja, de 187 votantes apenas 78 aprovaram sem contestações![1]
O que havia nessa “Missa normativa” que gerou uma rejeição tão violenta?
Apesar da rejeição, essa Missa foi promulgada na forma do Novus Ordo Missae pela Constituição Apostólica Missale Romanum, em 3 de abril de 1969. E o que havia causado escândalo antes, causou novamente em 1969...
Os Cardeais Ottaviani e Bacci, apoiados por um grupo de teólogos e padres, numa carta ao Papa Paulo VI declararam:
     “o novo Ordo Missae, considerando-se os novos elementos, suscetíveis de apreciações muito diversas, que aparecem aí subtendidas ou implicadas, distancia-se de modo      impressionante, tanto no conjunto quanto no detalhe, da teologia católica da Santa Missa, tal qual foi definida e formulada na XX seção do Concílio de Trento.”.[2]
E acrescentaram:
     “O novo Ordo Missae, como a ‘Missa normativa’, foi feito para agradar sobre muitos pontos os mais modernistas dos protestantes.”.[3]
Ora, é sabido que não foram apenas esses cardeais, teólogos e padres que reagiram, mas ocorreram diversas reações em todo o mundo. Esses cardeais, contudo, nos dão alguns argumentos impressionantes contra a Missa Nova.
Analisando a reforma do Novus Ordo Missae, eles encontraram diversos defeitos e erros graves. Nesse artigo nós vamos lembrar basicamente alguns daqueles que se referem à Presença real de N. Senhor na Eucaristia.
Primeiramente, ao analisar a definição de Missa da Constituição Apostólica Missale Romanum, chega-se à conclusão de que:
     “Nada disso implica na Presença real, nem na realidade do Sacrifício”.[4]
Simplesmente terrível.
Não é de se estranhar, pois, que Pe. Joãozinho e Pe. Fábio de Melo neguem tranquilamente a Presença real de Cristo na Eucaristia. Aliás, apesar das críticas eles não repudiaram as heresias e continuam divulgando-as em vídeos e em livros...
Também não é de se estranhar que os católicos não saibam mais o que é a Missa.
Na Constituição Apostólica que instaurou a Missa Nova já não se mencionava mais explicitamente o Santo Sacrifício. E por quê?
     “A razão pela qual o Sacrifício não é mais mencionado explicitamente é porque se suprimiu o papel central da Presença real.”.[5]
Por fim, continuam os cardeais, “é impossível não notar a abolição ou a alteração dos gestos pelos quais se exprime espontaneamente a fé na Presença Real. O Ordo Missae elimina:
  • As genuflexões, cujo número foi reduzido a três para o padre, e apenas uma (com exceções) para os fiéis, no momento da consagração;
  • A purificação dos dedos do padre sobre e no cálice;
  • A preservação dos dedos do padre de qualquer contacto profano após a consagração;
  • A purificação dos recipientes sagrados, que pode ser adiada e feita fora do corporal;
  • A pala protegendo o cálice;
  • A douração interior dos recipientes sagrados;
  • A consagração do altar móvel;
  • A consagração solene para altares móveis.
  • As pedras consagradas e relíquias dos santos no altar móvel ou na “mesa” quando a Missa é celebrada fora de um lugar sagrado. (Este último ponto cria a possibilidade de “eucaristias domésticas” em casas particulares).
  • As três toalhas no altar, reduzidas para uma.
  • A ação de Graças para a Eucaristia feita ajoelhada, agora substituída pela grotesca prática do padre e do povo sentando-se para fazer a ação de graças – um acompanhamento bastante lógico para o ato de receber a comunhão em pé.
  • Todas as antigas prescrições a serem observadas no caso de uma hóstia que caía no chão, as quais agora se reduzem a uma única e quase sarcástica instrução: “Ela deve ser recolhida de forma reverente”.
     Todas estas supressões não fazem senão acentuar, de modo provocante, o repúdio implícito do dogma da Presença real.”.[6]
Alguns lobos em pele de cordeiro tentam tapar o sol com a peneira. Não querem ver os problemas da Missa Nova, fruto do Concílio Vaticano II. Dizem eles descaradamente que o Ordo Missae de Paulo VI é a Missa que o Papa celebra e que, portanto, não pode ser criticada. Mas esquecem – esquecem? – que o Bento XVI referiu-se a Missa Nova nos seguintes termos:
     “Aquilo que se passou após o concílio significa absolutamente outra coisa: no lugar da liturgia fruto de um desenvolvimento contínuo, colocou-se uma liturgia fabricada. Saiu-se do      processo vivo de crescimento de desenvolvimento para entrar na fabricação. Não se quis mais continuar o desenvolvimento e a maturação orgânicos do vivo através dos      séculos, e se os substituiu – ao modo de produção técnica – por uma fabricação, produto banal do instante. Gamber, com a vigilância de um autêntico observador e com a intrepidez      de uma verdadeira testemunha, se opôs a essa falsificação e nos ensinou incansavelmente a viva plenitude de uma liturgia verdadeira, graças a seu conhecimento incrivelmente rico das      fontes.”.[7]
E o que nos diz esse grande estudioso da liturgia – tão elogiado por Bento XVI – sobre a reforma litúrgica?
     “De ano em ano a reforma litúrgica, saudada com muito idealismo e grandes esperanças por numerosos padres e leigos, se afirma ser, como nós já esboçamos, uma desolação      litúrgica de proporções assustadoras.”.[8]
Os lobos não sabem? Eles não vêem os problemas?
É evidente que sendo lobos fingirão não ver...
Em todo caso, nesse livro, apresentado pelo Papa Bento XVI como o ponto de partida para discussões sobre os problemas da reforma litúrgica, Mons. Gamber explica o porquê da desolação litúrgica. Segundo ele, houve na reforma litúrgica “uma assustadora aproximação com as concepções do protestantismo e, de fato, um afastamento considerável das velhas Igrejas do Oriente. O que significa nada menos que o abandono de uma tradição até este dia comum ao Oriente e ao Ocidente.”.[9]             
E qual foi o resultado dessa Revolução Litúrgica?
Quais foram as consequências das mudanças na liturgia e da abolição dos gestos e orações (tão justos e necessários) que explicitavam a doutrina católica da Presença real de N. Senhor na Hóstia consagrada?
 



Pelos frutos conhecereis...
Recordemo-nos das palavras de São Pedro Eymard e meditemos com sinceridade sobre o exposto acima:
     “O culto e a honra tributados a Jesus Cristo são a medida da fé do povo, a expressão de sua virtude.
     
Quem tiver olhos para ver que veja.