Papa nomeia novos bispos para o Brasil e aceita a renúncia de Dom Luiz Carlos Eccel

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

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.- Segundo a informação divulgada hoje pelo Vaticano e pela CNBB o Papa Bento XVI anunciou, nesta quarta-feira, 24, a nomeação de três bispos auxiliares para a arquidiocese do Rio de Janeiro e a nomeou o bispo auxiliar de São Paulo, Dom João Mamede Filho, para a diocese de Umuarama, no Paraná. Ainda nesta quarta-feira, foi aceito pedido de renúncia do bispo de Caçador (SC), Dom Luiz Carlos Eccel. Bento XVI também nomeou Dom João Oneres Marchiori, Bispo Emérito de Lages, como Administrador Apostólico da Diocese de Caçador.

Para bispos auxiliares a arquidiocese do Rio de Janeiro, foram nomeados os sacerdotes Pedro Cunha Cruz, Nelson Francelino Ferreira e Paulo Cezar Costa. Os dois primeiros pertencem ao clero da arquidiocese do Rio de Janeiro e o último à diocese de Valença (RJ).

O Pe. Pedro Cunha tem 46 anos e é natural do Rio de Janeiro. Ele fez seus estudos de filosofia na Faculdade de Filosofia João Paulo II e de teologia no Instituto Superior de Teologia da Arquidiocese do Rio. Ordenado padre no dia 4 de agosto de 1990, fez mestrado e doutorado em filosofia na Pontifícia Università Santa Croce, em Roma e um mestrado em teologia pela Pontifícia Universidade Gregoriana.
Atual pároco da paróquia Santa Rita e Diretor da Faculdade Eclesiástica de Filosofia do Rio de Janeiro, padre Pedro foi pároco também da paróquia Santa Teresa de Jesus.

Nascido em Sapé, na Paraíba, o Pe. Nelson Francelino, 45, mora no Rio desde os cinco anos. Ordenado padre no dia 4 de outubro de 1990, padre Nelson fez seus estudos de filosofia e teologia, respectivamente, na Faculdade Eclesiástica de Filosofia João Paulo II e no Instituto Superior de Teologia da Arquidiocese do Rio. Na Pontifícia Universidade Católica do Rio, fez mestrado e doutorado em teologia sistemática. Pe. Nelson foi também vigário paroquial da paróquia Nossa Senhora da Conceição, no Realengo (RJ), e pároco nas paróquias cariocas de São Luiz Rei de França, São Marcos e Nossa Senhora da Glória. Foi ainda diretor espiritual do Seminário São José, assessor eclesiástico das Pastorais Universitária e da Juventude e membro do Conselho Presbiteral da arquidiocese do Rio.

Finalmente o Padre Paulo Cezar, 43, cursou filosofia no Seminário Nossa Senhora do Amor Divino, em Petrópolis, e teologia no Seminário São José, da arquidiocese do Rio de Janeiro. Tem mestrado e doutorado em Teologia Sistemática pela Pontifícia Universidade Gregoriana, em Roma.
Ordenado padre em 1992, foi vigário da paróquia da paróquia São Pedro e São Paulo de Paraíba do Sul (RJ) e pároco das paróquias Nossa Senhora da Conceição, em Vassouras (RJ), e Santa Rosa de Lima.
Diretor e professor do Departamento de Teologia da PUC-Rio, padre Nelson é o reitor do Seminário Diocesano Paulo VI, em Nova Iguaçu, e membro da Comissão de Doutrina e do Instituto Nacional de Pastoral da CNBB

Novo bispo de Umuarama

O novo bispo de Umuarama (PR), dom Mamede, anunciado nesta quarta-feira, é da Ordem dos Frades Menores Conventuais (OFMConv) e tem 59 anos. Natural de Caçapava (SP), foi ordenado bispo em 2006. Seu lema episcopal é “No evangelho força de Deus”.

Renúncia de Dom Luiz Carlos Eccel

Foi aceito hoje, também, pelo papa Bento XVI, o pedido de renúncia ao governo pastoral da diocese de Caçador feito pelo bispo dom Luiz Carlos Eccel, de 59 anos, de acordo com o cânon 401 § 2º do Código de Direito Canônico. O mencionado cânon afirma o seguinte:
“Roga-se encarecidamente ao Bispo diocesano que presente a renúncia de seu ofício se por enfermidade ou outra causa grave ficasse diminuída sua capacidade para desempenhá-lo"

Desde que foi ordenado bispo, em fevereiro de 1999, dom Luiz, estava na diocese de Caçador. Dom Luiz Eccel ficou conhecido durante a campanha eleitoral por escrever uma carta de apoio à candidatura de Dilma Rousseff e também por assinar junto com outros bispos e teólogos como Frei Betto, entre outros nomes vinculados à teologia da libertação, um manifesto expressando respaldo à então candidata do PT.

O apoio do bispo foi criticado por alguns fiéis que manifestaram seu desapontamento pelas ações do prelado como os membros da Equipe Missionária Regina Apostolorum que lançaram uma carta de repúdio à missiva do então bispo de Caçador.

A diocese de Caçador divulgou hoje uma nota na qual afirma que Dom Eccel renunciou por motivos de saúde:

“Nesta quarta-feira, 24 de novembro, Sua Santidade Bento XVI aceitou o pedido de renúncia que lhe foi solicitada por Dom Luiz Carlos Eccel, em conformidade com o Cânon 401,§2 do Código de Direito Canônico, e nomeou Dom João Oneres Marchiori, Bispo Emérito de Lages, como Administrador Apostólico desta Diocese de Caçador.

Expressamos nossa viva gratidão a Dom Luiz Carlos pelos 31 anos de ministério prestado a esta Diocese como Padre, Administrador Diocesano e como Bispo. Dom Luiz Carlos recolhe-se para cuidar de sua saúde, mas põe-se à disposição, para ajudar na Diocese, sempre que solicitado, dentro de suas possibilidades, com o título de "Bispo Emérito de Caçador".

Mulher cristã acusada de blasfêmia é libertada no Paquistão

terça-feira, 23 de novembro de 2010

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.- Em nota divulgada pela agência Ecclesia do Episcopado Português, informou-se que o presidente paquistanês decidiu perdoar hoje (22) a cristã Asia Bibi, retirando-lhe a pena de morte e restituindo-lhe a liberdade. De acordo com a organização “International Christian Concern” (ICC), a decisão de Asif Ali Zardari foi conhecida hoje, e anula a sentença de um tribunal da província de Punjab, proferida há duas semanas atrás. Ela havia sido acusada de supostamente ter blasfemado contra Maomé.

Ecclesia recorda que “a mulher cristã, de 45 anos, tinha sido condenada no dia 8 de Novembro, por alegadamente ter blasfemado contra o profeta Maomé, num caso que remonta a Junho do ano passado. Segundo a lei paquistanesa “anti-blasfémia”, um acto deste tipo constitui um crime que deve ser punido com a morte”.

A virada no seu caso “vem no seguimento de uma forte intervenção por parte da comunidade internacional. Autoridades políticas e religiosas vinham denunciando uma perseguição religiosa, praticada contra o cristianismo e outras minorias religiosas, num país maioritariamente muçulmano”, esclarece a agência do episcopado português. 

Bento XVI, na audiência geral de dia 17, tinha já deixado um apelo ao governo paquistanês, pedindo a restituição da plena liberdade a Asia Bibi e rezando “pelos que se encontram em situações análogas, para que a sua dignidade humana e direitos fundamentais sejam plenamente respeitados”.

A mulher, mãe de cinco filhos, encontra-se agora em uma localização que não foi divulgada para sua própria segurança. No passado, já se registraram diversos casos de pessoas assassinadas, no Paquistão, depois de terem sido acusadas de blasfêmia.  Segundo a “International Christian Concern”, alguns fundamentalistas islâmicos do Paquistão estão já a preparar ações de protesto, contra a decisão do governo. Em julho passado, dois irmãos cristãos acusados de ter redigido um panfleto com críticas a Maomé foram assassinados a tiros quando saíam de uma corte na que eram processados sob a Lei da Blasfêmia.

O caso de Asia

Em junho de 2009, Asia cumpria trabalhos de operária em Sheikhupura, perto de Lahore, Paquistão. Em uma ocasião pediram-lhe que procurasse água potável para suas companheiras. Algumas das trabalhadoras –todas muçulmanas– se negaram a beber a água por considerá-la "impura" devido a que foi provida por uma cristã.

Um dia mais tarde Bibi foi atacada por um bando. Ela denunciou o caso à polícia e foi levada a uma delegacia para sua segurança, onde paradoxalmente recebeu uma acusação de blasfêmia por ter supostamente insultado Maomé. Desde sua reclusão disse aos investigadores que é perseguida por ser cristã e negou ter proferido os insultos. (Nota)

A Lei de Blasfêmia agrupa várias normas contidas no Código Penal do Paquistão para sancionar qualquer ofensa de palavra ou obra contra Alá, Maomé ou o Corão, que seja denunciada por um muçulmano sem necessidade de testemunhas ou provas adicionais. Sua aplicação pode supor o julgamento imediato e a posterior condenação à prisão de qualquer pessoa.

Até a data, Paquistão ninguém foi executado por blasfemar mas ao menos 80 pessoas são processadas anualmente sob estes cargos. Estima-se que somente três por cento dos 167 milhões de paquistaneses não são muçulmanos.

Agora o bicho pegou mesmo... só Deus!

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Coreia do Norte dispara contra ilha sul-coreana, mata dois e fere ao menos 15

O Exército da Coreia do Norte disparou contra uma ilha sul-coreana nesta terça-feira matando ao menos dois soldados e ferindo 15, provocando uma reação imediata da Coreia do Sul que enviou caças de guerra F-15 e F-16 à região. Agências estatais de Seul indicam que o Norte deu início aos combates. Pyongyang nega e sustenta que tropas sul-coreanas foram as primeiras a abrir fogo.


O Ministério de Defesa sul-coreano confirmou à agência estatal Yonhap que os ataques mataram dois soldados e que entre os feridos, cinco estão em estado grave. Ao menos três dos feridos são civis, completa a nota.


Em comunicado a Casa Branca já sinalizou uma "condenação enérgica" ao ataque norte-coreano e reiterou que os EUA estão dispostos a ajudar Seul.

Imagens mostram ilha sul-coreana atacada pelo Exército da Coreia do Norte; tensão na região preocupa os EUA.

Imagens mostram ilha sul-coreana atacada pelo Exército da Coreia do Norte; tensão na região preocupa os EUA


Os confrontos chegam apenas dois dias depois de o jornal "The New York Times" publicar em reportagem que o cientista americano Siegfred S. Hecker teve acesso a uma nova e sofisticada usina nuclear na Coreia do Norte.


"Uma unidade de artilharia executou disparos de provocação às 14h34 (3h34 de Brasília) e as tropas sul-coreanas responderam imediatamente", afirmou uma fonte do Ministério de Defesa sul-coreano.


"As Forças Armadas estavam executando exercícios navais e o Norte parece ter disparado para demonstrar sua oposição", declarou uma fonte militar sul-coreana ao canal YTN.


Os disparos tiveram como alvo a ilha de Yeonpyeong, que tem 1.000 habitantes, localizada no Mar Amarelo, em uma área disputada pelas duas Coreias e que já registrou incidentes no passado. Dezenas de casas foram incendiadas e Seul determinou que a retirada dos moradores da região.


Em reação, o presidente da Coreia do Sul, Lee Myung-Bak, convocou uma reunião de emergência. "Agora mesmo está em uma sala subterrânea para abordar as respostas possíveis com seus ministros e conselheiros de segurança", afirmou o porta-voz da Presidência.


Apesar do estado elevado de emergência, o líder sul-coreano manifestou cautela. "Devemos conduzir com cuidado a situação para evitar a escalada de um choque", indicou Lee, citado por um porta-voz da Presidência.


Sul-coreanos acompanham cobertura dos confrontos; dois países estão em cessar-fogo desde 1953


O aumento de tensão entre os dois países --oficialmente em condição de cessar-fogo desde o fim da guerra em 1953-- preocupa a comunidade internacional, sobretudo os Estados Unidos, a Rússia e a China.


O armistício acordado entre o Sul e o Norte determina que as duas nações estão oficialmente em guerra desde o fim da década de 50, mas se comprometem a não realizar ataques.


ALERTA


Ainda ontem (22) os governos dos EUA, Japão e Coreia do Sul se mobilizaram e realizaram reuniões após as revelações das novas instalaçaões nucleares de Pyongyang.


O secretário de Defesa dos Estados Unidos, Robert Gates, afirmou que a nova usina na Coreia do Norte é um risco potencial, já que permite ao regime comunista produzir mais armas nucleares.


Washington, Tóquio e Seul discutiram na segunda-feira como lidar com as potenciais ameaças nucleares.


A Coreia do Norte desenvolve há anos um programa nuclear sob críticas do Ocidente, que já tentou, sem sucesso, negociar sua desnuclearização. O regime recluso do ditador Kim Jong-il sofre ainda diversas sanções do Conselho de Segurança da ONU (Organização das Nações Unidas) por manter seu programa nuclear com fins claramente militares.


Imagens de satélite mostram obras na região de Yongbyon, onde a Coreia do Norte mantém usinas nucleares


Gates, que está na Bolívia para uma conferência regional de defesa, disse ainda não acreditar que a nova e avançada instalação norte-coreana seja parte de um programa nuclear pacífico.


"A Coreia do Norte ignorou um número de resoluções do Conselho de Segurança. Eles continuam exportando armas. Então a noção de que eles desenvolveram isso é obviamente uma preocupação", disse Gates.


Já o Japão considerou o assunto "alarmante". "O desenvolvimento nuclear norte-coreano é totalmente inaceitável do ponto de vista da segurança do Japão e da paz e estabilidade na região", disse o porta-voz do governo de Tóquio, Yoshito Sengoku.


REVELAÇÃO


Neste domingo, o jornal "New York Times" revelou que um cientista americano da Universidade de Stanford informou à Casa Branca ter visitado uma grande e nova usina nuclear na Coreia do Norte.


O cientista que viajou a Pyongyang é o ex-diretor do Laboratório Nacional de Los Álamos e professor da Universidade de Stanford Siegfred S. Hecker que confirmou ao jornal ter visto "centenas de centrífugas" recém instaladas em grande e nova usina de enriquecimento de urânio que conta com uma "ultramoderna sala de controle".


O americano disse ter ficado surpreso com a sofisticação da nova usina nuclear.


O presidente americano, Barack Obama, advertiu recentemente que a Coreia do Norte deve demonstrar seriedade antes da possível retomada das negociações multilaterais sobre seu programa nuclear, que incluem as duas Coreias, China, Japão, Rússia e Estados Unidos.

FONTE: Aqui!

O assunto já deu muito pano pra manga!

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

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O assunto já deu muito pano pra manga e com todo respeito, o Papa perdeu a grande oportunidade de ficar em silêncio!

Sendo Papa deve sempre falar tendo em vista a DOUTRINA da Igreja e não seus pensamentos particulares, que aliás não devem ser motivo de livros ou entrevistas.

Sendo um intelectual tem consciência suficiente para saber com antecedência a grande confusão que suas palavras causariam... lamentável!

E se é um mal menor, um mal maior, um caso de prostituto, ou seja lá qual motivo escuso deste infeliz texto do Papa, isto não sei...

o que sei é que DOUTRINA É DOUTRINA e para o mal da AIDS -> CASTIDADE!

Pois como fica o pecado mortal que esta alma comete??? E sua salvação??? Não seriam estes os temas mais importantes da Igreja: combate ao pecado e salvação das almas???

Fazer uso da camisinha pode até ser ter uma "consciência" mundana, mas com certeza não é uma consciência CRISTÃ!

O Papa poderia ter evitado deixar a Igreja nesta saia justa !!!


*Quem quiser acompanhar os comentários: Aqui

Bento XVI: o caminho para vencer a AIDS não é o preservativo, e sim a humanização da sexualidade.

domingo, 21 de novembro de 2010

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VATICANO, 21 Nov. 10 (ACI).- No livro-entrevista com o jornalista alemão Peter Seewald titulado “Luz do Mundo”, que será apresentado no Vaticano nesta terça-feira 23 de novembro, o Papa Bento XVI assinala que o preservativo não é o modo verdadeiro nem adequado para vencer a AIDS, e sim a humanização da sexualidade.

Em um extrato do livro que leva como subtítulo “O Papa, a Igreja e os sinais dos tempos”, divulgado ontem pelo L’Osservatore Romano e apresentado erroneamente por diversos meios de comunicação como a “aceitação da camisinha por parte do Papa”, o Santo Padre reitera o que disse em sua viagem à África em 2009: o caminho para vencer a AIDS não é o preservativo, e sim a humanização da sexualidade.
Bento XVI assinala que “a mera fixação no preservativo significa uma banalização da sexualidade, e é precisamente esse o motivo perigoso pelo qual tantas pessoas já não encontram na sexualidade a expressão do seu amor, mas antes e apenas uma espécie de droga que administram a si próprias”.
Assim o Papa precisa: “É por isso que o combate contra a banalização da sexualidade também faz parte da luta para que ela seja valorizada positivamente e o seu efeito positivo se possa desenvolver no todo do ser pessoa”.
O Papa usa logo o exemplo de um prostituto que usa um preservativo e o apresenta como um primeiro passo para a moralização: “Pode haver casos pontuais, justificados, como por exemplo a utilização do preservativo por um prostituto, em que a utilização do preservativo possa ser um primeiro passo para a moralização, uma primeira parcela de responsabilidade para voltar a desenvolver a consciência de que nem tudo é permitido e que não se pode fazer tudo o que se quer”.


“Não é, contudo, a forma apropriada para controlar o mal causado pela infecção por VIH/HIV. Essa tem, realmente, de residir na humanização da sexualidade», esclarece o Santo Padre.


“É evidente que a Igreja não considera a utilização do preservativo uma solução verdadeira e moral”, acrescenta Bento XVI.


A Folha de São Paulo informou hoje que “O porta-voz do Vaticano, Federico Lombardi, deu um comunicado oficial pelo qual as manifestações de Bento 16 "não reformam ou mudam as doutrinas da Igreja, mas as reafirmam, na perspectiva do valor e da dignidade da sexualidade humana como expressão de amor e responsabilidade".
Ao contrário do que a mídia vem divulgando, a Folha também esclarece que “o Vaticano assegurou neste domingo que as palavras do papa Bento 16 sobre o uso do preservativo, segundo ele justificável em "alguns casos", não são "uma mudança revolucionária", mas uma "visão compreensiva" para levar a humanidade "culturalmente muito pobre rumo ao exercício responsável da sexualidade".


O Papa reitera a posição da Igreja


As palavras de Bento XVI neste livro reforça o que já expressou ele em sua viagem a Camarões e a Angola em 2009, que ocasionaram duras críticas e que divulgado por um setor da imprensa de maneira tergiversada. O Santo Padre explicou que “não se pode superar este problema da AIDS apenas com slogans publicitários. Se não existir o ânimo, se os africanos não se ajudarem, não se pode resolver o flagelo com a distribuição de preservativos: ao contrário, o risco que se corre é o de aumentar o problema".
Na entrevista que deu durante o vôo a Camarões em março de 2009 ao ser perguntado pelo trabalho da Igreja na luta contra a AIDS, bastante extensa em todo mundo especialmente na África, o Papa disse que o caminho para enfrentar esta enfermidade “pode encontrar-se apenas em um duplo esforço: o primeiro consiste em uma humanização da sexualidade, quer dizer uma renovação espiritual e humana que leve consigo um novo modo de comportar-se um com o outro”.
O segundo passo que propôs para esta tarefa é o de “uma verdadeira amizade também e sobre tudo com os que sofrem, a disponibilidade, também com sacrifícios, com renúncias pessoais, para estar com os que padecem".


Abusos sexuais e outros temas


Nos extratos apresentados pelo L’Osservatore Romano, o Papa se refere ao judaísmo, a relação com o Islã, e outros temas como a cobertura da imprensa sobre os abusos sexuais cometidos por alguns membros do clero. Bento XVI adverte que em muitos casos isto usou-se como uma forma de desacreditar a Igreja antes que investigar procurando a verdade.
O Santo Padre explica ademais que a Igreja não pode ordenar mulheres ao sacerdócio. Entretanto, precisa, o lugar das mulheres nela é fundamental e isto pode observar-se na importância da Virgem Maria, Mãe de Deus e da Igreja, e em testemunhos de santidade como o da Beata Teresa de Calcutá.
O Papa Bento XVI se descreve a si mesmo como um mendigo que confia em sua amizade com o Senhor, a Virgem os Santos para viver sua vocação. Sua vida sem a alegria cristã seria insuportável, afirma


Fiquei sem vontade de colocar alguma figura para ilustrar este texto e o que tenho a dizer é muito simples: "Felizes os fiéis do tempo de São Pio V, de São Pio X... Papas que defendiam a fé católica com a doutrina católica! PAPAS SANTOS"

Pobre noiva agonizante a espera de seu noivo!

O direito de propriedade

sábado, 20 de novembro de 2010

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O direito de propriedade deve permanecer intacto e inviolável para cada um
Encíclica Quod Apostolici Muneris (1878):


"Os sectários do socialismo, apresentado o direito de propriedade como uma invenção humana que repugna à igualdade natural dos homens, e reclamando o comunismo dos bens, declaram que é impossível suportar com paciência a pobreza e que as propriedade e regalias dos ricos podem ser violadas impunemente. Mas a Igreja, que reconhece muito mais útil e sabiamente que existe a desigualdade entre os homens, naturalmente diferentes nas forças do corpo e do espírito, e que esta desigualdade também existe na propriedade dos bens, determina que o direito de propriedade ou domínio, que vem da própria natureza, fique intacto e inviolável para cada um".


  • A conversão da propriedade particular em propriedade coletiva torna a situação dos operários mais precária
Encíclica Rerum Novarum (1891):


"Os socialistas, para curar este mal, instigam nos pobres o ódio invejoso contra os que possuem, e pretendem que toda a propriedade de bens particulares deve ser suprimida, que os bens dum indivíduo qualquer devem ser comuns a todos, e que a sua administração deve voltar para os Municípios ou pra o Estado. Mediante esta transladação das propriedades e esta igual repartição das riquezas e das comodidades que elas proporcionam entre os cidadãos, lisonjeiam-se de aplicar um remédio eficaz aos males presentes.


Mas semelhante teoria, longe de ser capaz de pôr termo ao conflito, prejudicaria o operário se fosse posta em prática. Outrossim, é sumamente injusta, por violar os direitos legítimos dos proprietários, viciar as funções do Estado e tender para a subversão completa do edifício social.


De fato, como é fácil compreender, a razão intrínseca do trabalho empreendido por quem exerce uma arte lucrativa, o fim imediato visado pelo trabalhador, é conquistar um bem que possuirá como próprio e como pertencendo-lhe; porque, se põe à disposição de outrem suas forças e sua indústria, não é, evidentemente, por outro motivo senão para conseguir com que possa prover à sua sustentação e às necessidades da vida, e espera do seu trabalho, não só o direito ao salário, mas ainda um direito estrito e rigoroso para usar dele como entender. Portanto, se, reduzindo as suas despesas, chegou a fazer algumas economias, e se, para assegurar a sua conservação, as emprega, por exemplo, num campo, torna-se evidente que esse campo não é outra coisa senão o salário transformado: o terreno assim adquirido será propriedade do artista com o mesmo título que a remuneração do seu trabalho. Mas quem não vê que é precisamente nisso que consiste o direito de propriedade mobiliária e imobiliária? Assim, esta conversão da propriedade particular em propriedade coletiva, tão preconizada pelo socialismo, não teria outro efeito senão tornar a situação dos operários mais precária, retirando-lhes a livre disposição do seu trabalho e roubando-lhes, por isso mesmo, toda a esperança e toda a possibilidade de engrandecerem o seu patrimônio e melhorarem a sua situação".


  • Deus não a concedeu aos homens para que dominassem a terra confusamente todos juntos.
Encíclica Rerum Novarum (1891):


"Não se oponha também à legitimidade da propriedade particular o fato de que Deus concedeu a terra a todo o gênero humano para a gozar, porque Deus não a concedeu aos homens para que a dominassem confusamente todos juntos. Tal não é o sentido dessa verdade. Ela significa, unicamente, que Deus não assinou uma parte a nenhum homem em particular, mas quis deixar a limitação das propriedades à indústria humana e às instituições dos povos. Aliás, posto que dividida em propriedades particulares, a terra não deixa de servir à utilidade comum de todos, atendendo a que ninguém há entre os mortais que não se alimente do produto dos campos. Quem os não tem, supre-os pelo trabalho, de maneira que se pode afirmar, com toda a verdade, que o trabalho é o meio universal de prover às necessidades da vida, quer ele se exerça num terreno próprio, quer em alguma arte lucrativa cuja remuneração, apenas, sai dos produtos múltiplos da terra, com os quais se ela comuta".


  • A teoria socialista é contrária aos direitos naturais dos indivíduos.
Encíclica Rerum Novarum (1891):


"Substituindo a providência paterna pela providência do Estado, os socialistas vão contra a justiça natural e quebram os laços da família.


Mas, além da injustiça do seu sistema, vêem-se bem todas as suas funestas conseqüências, a perturbação em todas as classes da sociedade, uma odiosa e insuportável servidão para todos os cidadãos, porta aberta para todas as invejas, a todos os descontentamentos, a todas as discórdias; o talento e a habilidade privados dos seus estímulos, e, como conseqüência necessária, as riquezas estancadas na sua fonte; enfim, em lugar dessa igualdade tão sonhada, a igualdade na nudez, na indigência e na miséria.


Por tudo o que Nós acabamos de dizer, se compreende que a teoria socialista da propriedade coletiva deve absolutamente repudiar-se como prejudicial àqueles mesmos a que se quer socorrer, contrária aos direitos naturais dos indivíduos, como desnaturando as funções do Estado e perturbando a tranqüilidade pública. Fique, pois, bem assente que o primeiro fundamento a estabelecer para todos aqueles que querem sinceramente o bem do povo, é a inviolabilidade da propriedade particular".


  • A propriedade particular é absolutamente necessária
Encíclica Rerum Novarum (1891):


"A propriedade particular, já Nós o dissemos mais acima, é de direito natural para o homem: o exercício deste direito é coisa não só permitida, sobretudo a quem vive em sociedade, mas ainda absolutamente necessária (Santo Tomás, II-II, q.66, ª2).


  • Atenuar o direito de propriedade privada leva rapidamente ao coletivismo
Encíclica Quadragesimo Anno (1931):


"Deve, portanto, evitar-se cuidadosamente um duplo erro, em que se pode cair. Pois, como negar ou cercear o direito de propriedade social e pública precipita no chamado ‘individualismo’ ou dele muito aproxima, assim, também, rejeitar ou atenuar o direito de propriedade privada ou individual leva rapidamente ao ‘coletivismo’ ou pelo menos à necessidade de admitir-lhe os princípios".


  • O direito de propriedade é distinto de seu uso
Encíclica Quadragesimo Anno (1931):


"A fim de pôr termo às controvérsias que acerca do domínio e deveres a ele inerentes começam a agitar-se, note-se em primeiro lugar o fundamento assente por Leão XIII, de que o direito de propriedade é distinto do seu uso (Encíclica Rerum novarum , # 35). Com efeito, a chamada justiça comutativa obriga a conservar inviolável a divisão dos bens e a não invadir o direito alheio, excedendo os limites do próprio domínio; mas que os proprietários não usem do que é seu, senão honestamente, é da alçada não da justiça, mas de outras virtudes, cujo cumprimento ‘não pode urgir-se por vias jurídicas’ (cfr. Encíclica Rerum novarum, # 36)".


  • Não se perde o direito de propriedade com o não uso ou abuso dele
Encíclica Quadragesimo Anno (1931):


"Sem razão afirmam alguns que o domínio e o seu uso são uma e a mesma coisa; e muito mais ainda é alheio à verdade dizer que se extingue ou se perde o direito de propriedade com o não uso ou abuso dele".


  • A natureza exige a repartição dos bens em domínios particulares
Encíclica Quadragesimo Anno (1931):


"A própria natureza exige a repartição dos bens em domínios particulares, precisamente a fim de poderem as coisas criadas servir ao bem comum de modo ordenado e constante. Este princípio deve ter continuamente diante dos olhos quem não quer desviar-se da reta senda da verdade".


  • A liberdade encontra no direito de propriedade proteção e incentivo
Encíclica Mater et Magistra (1961):


"Tais condições da vida econômica sem dúvida são uma das causas por que se espalha a dúvida sobre se, nas atuais circunstâncias, perdeu sua força ou se tornou de menor valor o princípio da ordem econômico-social firmemente ensinado e defendido por Nossos Predecessores: o princípio que declara ser um direito natural dos homens o de possuir individualmente até mesmo bens de produção.


Esta dúvida é totalmente infundada. Com efeito, o direto da propriedade privada, mesmo em relação a bens empregados na produção, vale para todos os tempos. Pois depende da própria natureza das coisas, que nos diz ser o indivíduo anterior à sociedade civil e, por este motivo, ter a sociedade civil por finalidade o homem. De resto, a nenhum indivíduo se reconheceria o direito de agir livremente em matéria econômica se não lhe fosse igualmente concedida a faculdade de escolher e de empregar os meios necessários ao exercício deste direito. Além disto, a experiência e a História atestam que, onde os regimes políticos não reconhecem aos particulares a posse mesmo de bens de produção, aí é violado ou completamente destruído o uso da liberdade humana em questões fundamentais. De onde se patenteia, certamente, que a liberdade encontra no direito de propriedade proteção e incentivo.


Aí se deve procurar o motivo por que certos partidos e movimentos políticos e sociais que procuram harmonizar a liberdade e a justiça na sociedade humana, e que até bem pouco não aceitavam o direito da propriedade particular sobre bens produtores de riquezas, esses mesmos, hoje, mais esclarecidos pelo curso das questões sociais, reformam sua opinião e aprovam este mesmo direito.


Apraz-Nos, portanto, citar as palavras de Nosso Predecessor Pio XII, de feliz memória: "A Igreja, protegendo o direito da propriedade particular, tem em vista um excelente fim ético-social. De nenhum modo pretende Ela defender a atual ordem de coisas como se nela reconhecesse a expressão da vontade divina, nem assume o patrocínio dos opulentos e plutocratas, desprezando os direito dos pobres e indigentes... A verdadeira intenção da Igreja consiste em fazer com que o instituto da propriedade particular seja tal como o desígnio da Divina Sabedoria e a lei natural o estabeleceram" (Radiomensagem de 1.o de setembro de 1944; cfr. A.A.S. XXXVI, 1944, p.253). Isto é, cumpre que a propriedade particular seja uma garantia.

A farsa do ecumenismo!

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Estou cansada deste falso ecumenismo, onde se afirma que em toda religião há uma "partícula" da verdade... aff... coisa odiosa! Há uma mentira inteira isto sim!!! Porque doa a quem doer FORA DA IGREJA CATÓLICA NÃO HÁ SALVAÇÃO!

Então resolvi postar esta Bula Papal e quem tiver neurônios que os use!!!


Bula Unam Sanctam
Papa Bonifácio VIII

18.11.1302


Una, santa, católica e apostólica: esta é a Igreja que devemos crer e professar já que é isso o que a ensina a fé. Nesta Igreja cremos com firmeza e com simplicidade testemunhamos. Fora dela não há salvação, nem remissão dos pecados, como declara o esposo no Cântico: "Uma só é minha pomba sem defeito. Uma só a preferida pela mãe que a gerou" (Ct 6,9). Ela representa o único corpo místico, cuja cabeça é Cristo e Deus é a cabeça de Cristo. Nela existe "um só Senhor, uma só fé e um só batismo" (Ef 4,5). De fato, apenas uma foi a arca de Noé na época do dilúvio; ela foi a figura antecipada da única Igreja; encerrada com "um côvado" (Gn 6,16), teve um único piloto e um único chefe: Noé. Como lemos, tudo o que existia fora dela, sobre a terra, foi destruído.


A esta única Igreja, nós a veneramos, como diz o Senhor pelo profeta: "Salva minha vida da espada, meu único ser, da pata do cão" (Sl 21,21). Ao mesmo tempo que Ele pediu pela alma - ou seja, pela cabeça - também pediu pelo corpo, porque chamou o seu corpo como único, isto é, a Igreja, por causa da unidade da Igreja no seu esposo, na fé, nos sacramentos e na caridade. Ela é a veste sem costura (Jo 19,23) do Salvador, que não foi dividida, mas tirada à sorte. Por isso, esta Igreja, una e única, tem um só corpo e uma só cabeça, e não duas como um monstro: é Cristo e Pedro, vigário de Cristo, e o sucessor de Pedro, conforme o que disse o Senhor ao próprio Pedro: "Apascenta as minhas ovelhas" (Jo 21,17). Disse "minhas" em geral e não "esta" ou "aquela" em particular, de forma que se subentende que todas lhe foram confiadas. Assim, se os gregos ou outros dizem que não foram confiados a Pedro e aos seus sucessores, é necessário que reconheçam que não fazem parte das ovelhas de Cristo pois o Senhor disse no evangelho de São João: "Há um só rebanho e um só Pastor" (Jo 10,16).


As palavras do Evangenho nos ensinam: esta potência comporta duas espadas, todas as duas estão em poder da Igreja: a espada espiritual e a espada temporal. Mas esta última deve ser usada para a Igreja enquanto que a primeira deve ser usada pela Igreja. O espiritual deve ser manuseado pela mão do padre; o temporal, pela mão dos reis e cavaleiros, com o consenso e segundo a vontade do padre. Uma espada deve estar subordinada à outra espada; a autoridade temporal deve ser submissa à autoridade espiritual.


O poder espiritual deve superar em dignidade e nobreza toda espécie de poder terrestre. Devemos reconhecer isso quando mais nitidamente percebemos que as coisas espirituais sobrepujam as temporais. A verdade o atesta: o poder espiritual pode estabelecer o poder terrestre e julgá-lo se este não for bom. Ora, se o poder terrestre se desvia, será julgado pelo poder espiritual. Se o poder espiritual inferior se desvia, será julgado pelo poder superior. Mas, se o poder superior se desvia, somente Deus poderá julgá-lo e não o homem. Assim testemunha o apóstolo: "O homem espiritual julga a respeito de tudo e por ninguém é julgado" (1Cor 2,15).


Esta autoridade, ainda que tenha sido dada a um homem e por ele seja exercida, não é humana, mas de Deus. Foi dada a Pedro pela boca de Deus e fundada para ele e seus sucessores Naquele que ele, a rocha, confessou, quando o Senhor disse a Pedro: "Tudo o que ligares..." (Mt 16,19). Assim, quem resiste a este poder determinado por Deus "resiste à ordem de Deus" (Rm 13,2), a menos que não esteja imaginando dois princípios, como fez Manes, opinião que julgamos falsa e herética, já que, conforme Moisés, não é "nos princípios", mas "no princípio Deus criou o céu e a terra" (Gn 1,1).


Por isso, declaramos, dizemos, definimos e pronunciamos que é absolutamente necessário à salvação de toda criatura humana estar sujeita ao romano pontífice.


Dada no Vaticano, no oitavo ano de nosso pontificado [18 de novembro de 1302].


Dúvidas sobre a origem da Bíblia e a existência de Jesus!

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  • PERGUNTA

Nome: Rafael
Enviada em: 23/05/2002
Local: São Bernardo do Campo - SP,
Religião: Católica
Idade: 21 anos
Escolaridade: Superior em andamento


Boa tarde Sou de familia católica praticante e tenho algumas perguntas que caso satisfatóriamente respondidas me tornarão um fórte adépto da cancepção católica, pois concordo com toda a teoria Católica Apostólica Romana...., mas este assunto basilar sempre me afligiu muito !!!!
Sempre ví tramitar em meus estudos de história que a Biblia ( novo testamento ) não foi escrita logo após a morte de Cristo, houve um grande intervalo. Eu gostaria de saber exatamente quanto tempo após a morte de Cristo a Bíblia foi escrita. Outra pergunta, quem ( ou que grupo )redigiu os textos originais da Bíblia ( novo textamento )?


A minha maior penúria é em relação ao fato. Porque Jesus ( o Rei dos Reis ) não deixou nada por escrito ?


Outra pergunta: O que prova a existencia de Cristo ?


Não sei à que grau estou começando à me equivocar, mas tenho muito medo de estar acreditando em um Sócrastes dos tempos modernos, onde na realidade ninguém sabe se realmente existiu, mas se sabe que o que foi atribuido à ele está revolucionando o mundo.
Eu gostaria que vocês me respondessem este email, será muito importante para mim e para minha fé


  • RESPOSTA
Muito prezado Rafael,
salve Maria !
Tenho muito gosto em responder a sua pergunta.
Foram os hereges modernistas que afirmaram que os Evangelhos foram escritos muito depois da morte e da Ressurreição de Cristo. Diziam eles -- e é o que você diz ter estudado em livros de História -- que os Evangelhos não eram livros históricos, mas representavam os mitos inventados pelas comunidades cristãs dos primeiros séculos. Para esses hereges , os Evangelhos teriam sido escritos 200 anos depois da morte de Cristo.


Quem iniciou essa mentira contra o caráter histórico dos Evangelhos foi o padre Alfred Loisy, um dos líderes do Modernismo, que foi excomungado por suas heresias por São Pio X. Entretanto, apesar dessa excomunhão e da condenação de suas doutrinas na encíclica Pascendi de São Pio X, suas afirmações continuam a ser defendidas, até hoje, por muitos sacerdotes modernistas.


A comprovação de que os Evangelhos foram escritos logo depois da morte de Cristo-- como sempre ensinou a Igreja -- foi dada pelos manuscritos de Qumram.
Como você sabe, foram descobertos em Qumram, os mais antigos documentos datados da época de Cristo. Eram livros e textos sagrados que haviam sido deixados nessas grutas por ocasião da invasão romana do ano 70. Portanto, eram textos anteriores ao ano 70.
Esses livros originais pertenciam aos essênios, e são cohecidos, hoje, como os Manuscritos do Mar Morto.


Numa das grutas de Qumram, foram encontrados muitos fragmentos, que foram cuidadosamente recolhidos e estudados.
Um deles -- um fragmento do tamanho de metade de uma unha -- continha três letras e um pequeno ponto da linha inferior. O tipo das letras demonstrava que o texto a que elas pertenciam, era um texto sagrado.
Colocadas aquelas letras no computador, verificou-se que aquela seqüência de três letras não constava do Antigo Testamento.
Ora, aquela seqüência de três letras foi encontrada no EVANGELHO DE SÃO MARCOS !!!.
Portanto, havia em Qumram, antes do ano 70, uma cópia do Evangelho de São Marcos !!!
Ìsso comprova que o Evangelho de São Marcos foi redigido entre o ano 33 e o ano 70. Ora, se foi assim, quando ele foi escrito, estavam vivas muitas pessoas que haviam visto Cristo.O que torna o Evangelho de São Marcos um livro comprovadamente histórico.


Há ainda outras provas com relação a outros Evangelhos.


Ha alguns anos, a revista "30 Giorni" publicou interessante artigo sobre esse assunto, do qual poderei fornecer-lhe cópia.


A existência de Cristo é comprovada por vários documentos históricos, além dos Evangelhos, que são documentos históricos . Assim, alguns historiadores romanos contam da morte de Cristo na Palestina, quando lá era governador Poncio Pilatos. Ninguém, hoje, duvida seriamente da existência de Cristo.
O Hitoriador romano, Tácito ( 54 A.D.- 119) conta que o Procurador da Palestina, Pôncio Pilatos, reinando o Imperador Tibério, mandou executar o fundador da seita dos cristãos.
Suetônio, outro historiador romano antigo que viveu entre o ano 75 A. C. até 160 D. C., conta que o Imperador Cláudio (41-54) tomou medidas contra os judeus que eram impulsionados a se insurgir por Cristo, numa evidente confusão entre judeus e cristãos. Suetônio conta coisa semelhante ter acontecido no tempo de Nero.
Plínio, o Jovem, governador da Bitínia, escreveu uma carta ao Imperador Trajano ( 61-115) na qual pergunta como deveria tratar os cristãos que, embora não cometendo crimes, teriam uma crença extravagante para com o fundador de sua crença, Cristo.
Luciano, escritor romano do século II, alude ao fato de que Cristo morreu na cruz, fala de seus milagres.
O historiador judeu Flávio Josefo ( 37-94) em duas passagens de sua obra "Antiguidades" fala da morte de São João Batista por Herodes ( Ant. XVIII,


2), e ele desaprova a morte de São Tiago, o irmão de Jesus, chamado o Cristo ( Ant. XX,ix, 1).


Noutra passagem escreveu Josefo: "Nesse mesmo tempo apareceu Jesus, que era um homem sábio, se todavia devemos considerá-lo simplesmente como um homem, tanto as suas obras eram admiráveis. Ele ensinava os que tinham prazer em ser instruídos na verdade, e foi seguido não somente por muitos judeus, mas mesmo por muitos gentios.


Era o Cristo. Os mais ilustres da nossa nação acusaram-no perante Pilatos, e ele o fez crucificar. Os que o haviam amado durante a vida não o abandonaram depois da morte. Ele lhes apareceu ressuscitado e vivo no terceiro dia, como os santos profetas o tinham predito e que le faria muitos outros milagres. É dele que os cristãos , que vemos ainda hoje, tiraram o seu nome". (Flávio Josefo, História dos Hebreus, Editora dasAméricas, São Paulo 1956, vol V , p. 275, n* 772).
 Esse texto tão claro sobre Jesus, foi contestado como falso por alguns críticos. Outros consideram que esta citação de Josefo sofreu algumas interpolações, mas que ela é autêntica no seu conjunto.
Finalmente, outros julgam que a passagem de Josefo é autêntica, porque todas as cópias da obra de Josefo contém essa passagem. Caso ela tivesse sido falsificada, se deveria supor que os cristãos possuiram todas as cópias dessa obra de Flávio Josefo e falsificaram a passagem, em todas as cópias, o que praticamente impossível de ter acontecido.


Gostaria muito de conversar pessoalmente consigo, para ajudá-lo.


Espero tê-lo ajudado no fortalecimento de sua Fé, e rezo para Nossa Senhora o guarde fiel à Igreja sempre.


In Corde Jesu, semper, Orlando Fedeli.

A verdade sobre as Redes Sociais (Orkut, Facebook etc)

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

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Desânimo, seus efeitos numa alma!

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PERIGOS E FUNESTOS EFEITOS DO DESÂNIMO.

O desânimo é a tentação mais perigosa de que pode lançar mão o inimigo da salvação dos homens. Nas outras tentações, ele não ataca senão a uma virtude particular, e vem a descoberto: no desânimo ataca a todas e de emboscada!

Nas outras tentações vê-se facilmente o laço. Encontram-se na própria religião, muitas vezes na mesma razão, e na educação cristã, sentimentos que as condenam: a vista do mal que não se pode disfarçar, a consciência, os princípios da fé que despertam, servem de apoio à alma tentada. No desânimo não se encontra socorro: sente-se que não basta a razão para prática de todo o bem que Deus exige; por outro não se espera encontrar junto a Deus a proteção de que se tem necessidade para resistir às tentações. Sente-se a alma sem coragem, e está a ponto de abandonar tudo; e é a isto que o demônio quer levar a alma desanimada.


Nas outras tentações, vê-se claramente que seria mal aderir a elas refletidamente; no desânimo, disfarçado de mil modos, crê o desanimado ter as mais sólidas razões para deixar-se levar por esse sentimento, que não lhe parece ser uma tentação. Entretanto, tal sentimento faz ver como impossível é a prática constante das virtudes, e expõe a alma a deixar-se vencer por todas as paixões. Muito importa evitar este laço.


O que faz o maior mal de uma alma desanimada é que, enganada por um temor excessivo que lhe disfarça os verdadeiros princípios, abatida das dificuldades contra as quais não encontra em si mesma nenhum recurso, não vê em tal estado uma tentação. Se ela o considerasse por este prisma, desconfiaria das razões que o entretêm: mais depressa e mais facilmente sairia dele.


Bem certo é que o desânimo é uma tentação perfeitamente assinalada; com efeito, todo o sentimento que é oposto à Lei de Deus, por si mesmo ou em suas conseqüências, é evidentemente uma tentação.


Se nos vem um pensamento contra a fé, um sentimento contra a caridade ou contra qualquer outra virtude, tomamo-los como uma tentação; voltamos atrás e aplicamos a produzir atos opostos a esse pensamento, a esse pensamento que nos põe em perigo de ofender a Deus.


Para tornar sensível esse perigo, examine o procedimento ordinário dos homens. É a esperança de bom êxito, de alcançar um bem, de evitar um mal, de satisfazer, em uma palavra, a algum desejo ou paixão, que os faz agir, que os sustenta nos trabalhos que devem suportar que os anima nos obstáculos que devem vencer. Tira-lhes a esperança, e logo cairão na inação. Só o delírio poderá fazer que um homem se mova por um objeto que lhe não espera adquirir. Na prática das virtudes o desânimo produz o mesmo efeito, pois funda-se no mesmo princípio: a falta de meios para atingir o fim proposto!


A alma cristã que não espera vencer-se na prática de alguma virtude, nada ou quase nada faz para se fortificar. Os esforços insuficientes que faz aumentam a sua fraqueza; e, meio vencida pelo desânimo, deixa-se facilmente arrastar à paixão que a domina. A vista de sua fraqueza lança-a desde logo na irresolução e na perturbação. Em tal estado, de todo assoberbada pelo desânimo que sente para combater, não vê mais os princípios que devem guiá-la. O medo de não vencer impede-a de ver os meios que Deus lhe apresenta, que lhe dariam vitória: assim entrega-se sem defesa ao inimigo. Assemelha-se a uma criança que treme à vista de um gigante que marcha para esmagá-la.


O que vemos é que este espírito de desânimo apodera-se da alma e tira-lhe toda a luz e toda a reflexão, por fim tira-lhe o costume da oração e leva essa alma a desesperança. Assim longe da graça santificante essa alma começa a perder a salvação.


Rezemos sempre em caso de desânimo e rezemos sem cessar:


“Meu Pai, se é possível afaste-se de mim este cálice: cumpra-se entretanto a vossa Vontade e não a minha!”


Um anjo do céu virá também fortificar a alma que diante do desânimo mantêm-se apoiada na graça da oração contínua, e esta alma poderá resistir a todos os furores do inferno.


Trechos do livro: O caminho da paz interior (1937)

Nunca desistir de amar (vídeo emocionante)

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"Prefiro morrer como Cristã a ter que sair da prisão sendo muçulmana!"

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

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ALGUNS ENDEREÇOS PARA ENVIAR UM TEXTO DE PETIÇÃO PARA SALVAR ASIA BIBI


(ALGUNS FORMATOS DE TEXTO AQUI - EM PORTUGAL, ADAPTAR O TEXTO):

Embaixada da República Islâmica do Paquistão no Brasil
Embaixador Sr. Alamgir Babar
Endereço: SHIS QL 12, conj. 02, casa 19 – Lago Sul
Cidade: Brasília
Estado: Distrito Federal
Pais: Brasil
CEP: 71630-225
Telefone: (0xx61) 3364-1632 e 3364-1761
Fax: (0xx61) 3248-0246
Email: parepbrasilia@yahoo.com
Site: http://www.pakistan.org.br/
Expediente: segunda a sexta-feira – 09:00 – 17:00 hs

Embaixada da República Islâmica do Paquistão em Portugal
Embaixador Sr. Gul Haneef
R António Saldanha 46
1400-021 Lisboa – Portugal
Tel. 213009070
Fax 213013514
E-mail: parep.lisbon.1@mail.telepac.pt

Outros representantes do governo paquistanês que podem receber cópia:

Consulado Honorário do Paquistão, (Maia, Portugal)
Cônsul Sr. Fernando Oliveira
Edificio “Via Norte” Rua do Expido No.164C / S201
4470-177 Maia – Portugal.
Telefone: (351) 22 9479320-4
Fax: (351) 229479329
Email: artebeco@mail.telepac.pt

Setor Consular da Embaixada da República Islâmica do Paquistão (Brasília)
Endereço: SCS – Ed. Central, 5º andar
Cidade: Brasília
Estado: Distrito Federal
Pais: Brasil
CEP: 70458-900
Telefone: (0xx61) 3224-2922/3224-2167
Fax: (0xx61) 3223-5875

Consulado Honorário do Paquistão no Rio de Janeiro
R. Candelária, 9 – 11º e 12º andares
20.091-020 Rio de Janeiro (RJ) - Brasil
Telefone: (0xx21) 2514-1275 / 1276
Fax: (0xx21) 2514-1246
Email: camaras@acrj.org.br

Consulado Honorário do Paquistão em São Caetano do Sul (Brasil)
R. Perella, 369
0950-660 São Caetano do Sul (SP) - Brasil
Telefone: (0xx11) 4221-1388
Fax: (0xx11) 4221-1457
Email: abdouni@pakistan.org.br

Setor Comercial da Embaixada do Paquistão em São Paulo
Rua Arizona, 1349 – 12A – Brooklin Novo
04566-003 São Paulo (SP) – Brasil
Telefone: (0xx11) 5505-1981
Fax: (0xx11) 5505-4934
Email: pakccsp@yahoo.com
Expediente: 09 às 17:00h


Copiem também a embaixada brasileira em Islamabad:

Endereço físico: 50 Attaturk Avenue G-6/3 P.O. Box 1053 Islamabad Paquistão
Número de telefone #1: +92 (0)51 227 9690
Número de telefone #2: +92 (0)51 227 9691
Número de fax: +92 (0)51 282 3034
Email: brasembp@comsats.net.pk

* * *
“Nestes dias a comunidade internacional está, com grande preocupação, acompanhando a situação dos Cristãos no Paquistão, que frequentemente são vítimas de violência ou discriminação. Em particular, expresso hoje minha proximidade espiritual da sra. Asia Bibi e sua família, enquanto peço que, o mais breve possível, possa lhe ser restaurada a completa liberdade."
(Sua Santidade o Papa Bento XVI)

ISLAMABAD, quinta-feira, 11 de Novembro de 2010 (ZENIT.org) - Asia Bibi, operária agrícola de 37 anos e mãe de duas crianças, é a primeira mulher condenada à morte no Paquistão sob a acusação de blasfémia.

A mulher foi acusada de ter ofendido o Islão durante uma discussão no trabalho, na qual algumas mulheres haviam tentado convertê-la, segundo informou a agência AsiaNews.
A sentença, emitida por um tribunal de Punjab no último domingo, refere-se a uma discussão que ocorreu em 2009, na localidade de Ittanwali.

Durante a discussão, frente à insistência das colegas a que renunciasse ao cristianismo, Asia Bibi falou como Jesus morreu na cruz pelos pecados da humanidade e perguntou às demais mulheres o que Maomé havia feito por elas.
A norma do código penal paquistanês castiga com a prisão quem ofende o Alcorão e com a morte a quem insulta o profeta Maomé. As colegas muçulmanas bateram em Asia Bibi e trancaram-na num quarto. Segundo explica a organização caritativa Release International, uma multidão reuniu-se no local e começou a insultar, tanto a ela como aos seus filhos.

A Asia Bibi também foi imposta uma multa equiparável a dois anos e meio do seu salário.
Com relação a esta sentença, o secretário executivo da Comissão Nacional Justiça e Paz, da Conferência Episcopal do Paquistão, Peter Jacob, declarou à agência Fides que "os cristãos estão sob ataque pelo uso instrumental da lei anti-blasfémia".
"Os casos de falsas acusações são vários e estamos muito preocupados: já foram pelo menos 5 nos dois últimos meses", explicou.
"Infelizmente, não há mudanças à vista: o governo não considera em absoluto uma revisão ou uma abolição da lei - lamentou. E isso é muito grave."


(Excertos da notícia da ZENIT)


E nós, cristãos portugueses, lamentando-nos que no nosso país a Igreja está a ser atacada, que a nossa vida de cristãos católicos não está fácil e, às vezes, até mesmo chegamos a afirmar que somos perseguidos!

Quantos de nós seriamos capazes de responder como esta cristã paquistanesa quando colocados naquela situação?

Ou responder como este cristão iraquiano:

Não temos medo da morte, porque Jesus morreu por nós. Claro que choramos, mas são lágrimas de alegria, porque morremos por Deus”. As palavras são de um professor cristão de 32 anos que ficou ferido no ataque à Igreja Siro-Católica de Nossa Senhora da Salvação e ali voltou para a uma celebração, em memória das vítimas.

Poucos com certeza, pois perante a realidade de sermos chamados a votar, (em liberdade e segurança), num referendo sobre o aborto, ou a “lutar”, (em manifestações autorizadas e seguras), pela dignidade da Família e dos valores, optamos por ficar em casa, ou então adaptamos a Doutrina às nossas conveniências, votando em conformidade.

Que testemunho damos nós, cristãos, aos nossos filhos, aos nossos netos, aos jovens deste país?

Poucos ou nenhuns, e para lhes darmos testemunhos de fé, temos de ir buscar exemplos como estes, de mulheres e homens perseguidos por causa do Nome de Jesus Cristo, em países longínquos!

E não lhes cabe a eles, jovens, filhos, netos, perguntar-nos onde estávamos nós quando foi da votação do referendo sobre o aborto, ou que outras “actividades” nos impediram de nos manifestarmos e afirmarmos contra a destruição persistente da Família e dos valores cristãos?

Provavelmente é bem preciso que sejamos perseguidos e condenados em Portugal por sermos cristãos, para ver se saímos da letargia, do “sono dos justos” em que nos deixámos adormecer, e afirmarmos a nossa fé sem medo, sem vergonha, com a convicção daqueles que, como baptizados, são o Povo de Deus.

E não precisamos de nos preocupar com o que havemos de dizer para nos defendermos, porque é o próprio Deus que vem em nosso auxílio:

«Assim, tereis ocasião de dar testemunho. Gravai, pois, no vosso coração, que não vos deveis preocupar com a vossa defesa, porque Eu próprio vos darei palavras de sabedoria, a que não poderão resistir ou contradizer os vossos adversários.» Lc 21, 13-15

E nada perderemos do que somos como filhos de Deus, tendo apenas como condição a nossa constância na fé:

«Mas não se perderá um só cabelo da vossa cabeça. Pela vossa constância é que sereis salvos.» Lc 21, 18-19

Bem nos alertava o Evangelho deste Domingo, e, provavelmente, muitos de nós, (nos quais me incluo), acenámos com a cabeça em concordância, mas foi apenas um gesto, porque a prática e a atitude mantiveram-se iguais ao que até então tinham sido e continuaram a ser.

E por isso mesmo surgem de quando em vez frases como estas: «ao olhar para o passado do PR (Cavaco Silva), vejo que desempenhou a sua missão dentro daquilo que a Constituição lhe permite e também numa linha de defesa dos valores e interesses de todos. (D. Jorge Ortiga)» que em vez de nos despertarem para o testemunho, nos adormecem na rotina de uma prática morna e amorfa da fé.

Mas o Senhor diz muito claramente a todos os cristãos do mundo inteiro, bem como a nós, cristãos portugueses:

«Conheço as tuas obras: não és frio nem quente. Oxalá fosses frio ou quente. Assim, porque és morno - e não és frio nem quente - vou vomitar-te da minha boca.» Ap 3, 15-16

Monte Real, 16 de Novembro de 2010

Joaquim Mexia Alves

Uma história sobre o verdadeiro valor e zelo que devemos ter pela Eucaristia

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 Alguns meses antes de sua morte, o Bispo Fulton J. Sheen foi entrevistado pela rede nacional de televisão: 

"Bispo Sheen, milhares de pessoas em todo o mundo procuram imitar o exemplo vossa eminência. Em quem o senhor se inspirou? Foi por acaso em algum Papa?" 

O Bispo Sheen respondeu que sua maior inspiração não foi um Papa, um Cardeal, ou outro Bispo, sequer um sacerdote ou freira. Foi uma menina chinesa de onze anos de idade.
Explicou que quando os comunistas apoderaram-se da China, prenderam um sacerdote em sua própria reitoria, próximo à Igreja. O sacerdote observou assustado, de sua janela, como os comunistas invadiram o templo e dirigiram-se ao santuário. Cheios de ódio profanaram o tabernáculo, pegaram o cálice e, atirando-o ao chão, espalharam-se as hóstias consagradas. Eram tempos de perseguição e o sacerdote sabia exatamente quantas hóstias havia no cálice: trinta e duas.
Quando os comunistas retiraram-se, talvez não tivessem percebido, ou não prestaram atenção, a uma menininha, que rezando na parte detrás da igreja, viu tudo o que ocorreu. À noite, a pequena regressou e, escapando da guarda posta na reitoria, entrou no templo.
Ali, fez uma hora santa de oração, um ato de amor para reparar o ato de ódio. Depois de sua hora santa, entrou no santuário, ajoelhou-se, e inclinando-se para frente, com sua língua recebeu Jesus na Sagrada Comunhão. (Naquele tempo não era permitido aos leigos tocar a Eucaristia com suas mãos).
A pequena continuou regressando a cada noite, fazendo sua hora santa e recebendo Jesus Eucarístico na língua. Na trigésima noite, depois de haver consumido a última hóstia, acidentalmente fez um barulho que despertou o guarda. Este correu atrás dela, agarrou-a, e golpeou-a até mata-la com a parte posterior de sua arma.
Este ato de martírio heróico foi presenciado pelo sacerdote enquanto, profundamente abatido, olhava da janela de seu quarto convertido em cela. Quando o Bispo Sheen escutou o relato, inspirou-se de tal maneira que prometeu a Deus que faria uma hora santa de oração diante de Jesus Sacramentado todos os dias, pelo resto de sua vida. Se aquela pequena pôde dar testemunho com sua vida da real e bela Presença do seu Salvador no Santíssimo Sacramento então, o bispo via-se obrigado ao mesmo. Seu único desejo desde então seria atrair o mundo ao Coração ardente de Jesus no Santíssimo Sacramento.
A pequena ensinou ao Bispo o verdadeiro valor e zelo que se deve ter pela Eucaristia; como a fé pode sobrepor-se a todo medo e como o verdadeiro amor a Jesus na Eucaristia deve transcender a própria vida.
O que se esconde na Hóstia Sagrada é a glória de Seu amor. Todo o mundo criado é um reflexo da realidade suprema que é Jesus Cristo. O sol no céu é apenas um símbolo do filho de Deus no Santíssimo Sacramento. É por isso que muitos sacrários imitam os raios de sol. Como o sol é a fonte natural de toda energia, o Santíssimo Sacramento é a fonte sobrenatural de toda graça e amor.

Resumo de um artigo "Let the Son Shine" pelo Rvd. Martin Lucia