Mostrando postagens com marcador Catequese. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Catequese. Mostrar todas as postagens

Que a Santa Igreja reine!

quarta-feira, 27 de abril de 2011

0 comentários
Salve Maria!

Os textos que transcrevo abaixo são interessantes para:

- Os Católicos Apostólicos Romanos se instruírem; pois para isto existe a Santa Igreja (Corpo Mistico de Cristo), para nos guiar e reinar. A todos que realmente amam a Santa Igreja e a Ela são submissos. 
- Também são interessantes aos lobos, que desejam destruir a Santa Igreja com doutrinas opostas a tudo que ela sempre ensinou; para que sejam desmascarados e julgados pela justiça Divina.
- E não podia ser diferente, aos tolos; que tem conhecimento destes textos, entendem, mas preferem a opção de mornos. Muitas vezes manipulando a sã Doutrina com textos ambíguos do Concílio Vaticano II; ou seja, são aqueles que Deus vomitará!

Ainda o joio cresce junto com o trigo, mas logo virá a colheita!

EPÍSTOLA AOS GÁLATAS
Cap 1, 6-10 

"SÓ HÁ UM EVANGELHO AUTÊNTICO" (UM SÓ CRISTO, UM SÓ SALVADOR, UMA SÓ IGREJA, UMA SÓ DOUTRINA!)

"Estou admirado que tão depressa passeis daquele que vos chamou à graça de Cristo, para um evangelho diferente. De fato, não há dois evangelhos: há apenas pessoas que semeiam a confusão entre vós e querem perturbar o Evangelho de Cristo. Mas, ainda que alguém - nós ou um anjo baixado do céu - vos anunciasse um evangelho diferente do que vos temos anunciado, que ele seja anátema.
Repito o que acabamos de dizer: se alguém pregar doutrina diferente da que recebestes, seja ele excomungado!
É, porventura, o favor dos homens que eu procuro, ou o de Deus? Por acaso tenho interesse em agradar aos homens? Se quisesse ainda agradar aos homens, não seria servo de Cristo."


Papa Paulo IV
BULA CUM EX APOSTOLATUS OFFICIO
Bula sobre a perda de jurisdição dos hereges e dos cismáticos.

De 15 de fevereiro de 1.559.

EXÓRDIO

O Papa tem o dever de impedir o magistério do erro.
Dado que por nosso Ofício Apostólico, divinamente confiado a Nós, ainda que sem mérito algum de nossa parte, Nos compete um cuidado sem limites do rebanho do Senhor; e consequentemente, a maneira de Pastor que vela, em benefício de sua grei e de sua salutar condução, estamos obrigados a uma assídua vigilância e a procurar com particular atenção que sejam excluídos do rebanho de Cristo aqueles que em nossos tempos, seja já pelo número predominante de seus pecados ou por confiar com excessiva liberalidade em sua própria capacidade, se levantam contra a disciplina e a verdadeira Fé de um modo realmente perverso, e transtornam com malévolos recursos e totalmente inadequados a compreensão das Sagradas Escrituras, com o propósito de atingir a unidade da Igreja Católica e a túnica inconsútil do Senhor, e para que não prossigam no ensino do erro, os que desprezam ser discípulos da Verdade.

1. Quanto mais alto está o desviado de Fé, mais grave é o perigo.

Considerando a gravidade particular desta situação e seus perigos a ponto que o mesmo Romano Pontífice, que como Vigário de Deus e de Nosso Senhor tem o pleno poder na terra, e a todos julga e não pode ser julgado por ninguém, se fosse encontrado desviado da Fé, poderia ser acusado e dado que donde surge um perigo maior, ali mais decidida deve ser a providência para impedir que falsos profetas e outras pessoas que detenham jurisdições seculares não tenham lamentáveis laços com as almas simples e arrastem consigo para a perdição inumeráveis povos confiados a seu cuidado e a seu governo nas coisas espirituais ou nas temporais; e para que não aconteça algum dia que vejamos no Lugar Santo a abominação da desolação, predita pelo profeta Daniel; com a ajuda de Deus para Nosso empenho pastoral, não seja que pareçamos cães mudos, nem mercenários, ou amaldiçoados maus vinicultores, queremos capturar as raposas que tentam desolar a Vinha do Senhor e rechaçar os lobos para longe do rebanho.

2. Confirmação de toda providencia anterior contra todos os desviados.

Depois de madura deliberação com os Cardeais da Santa Igreja Romana, nossos irmãos, com o conselho e o unânime assentimento de todos eles, com Nossa Autoridade Apostólica, aprovamos e renovamos todas e cada uma das sentenças, censuras e castigos de excomunhão, suspensão, interdição e privação, e outras, de qualquer modo adotadas e promulgadas contra os hereges e cismáticos, pelos Pontífices Romanos, nossos Predecessores, ou em nome deles, incluso as disposições informais, dos Santos Concílios admitidos pela Igreja, os decretos e estatutos dos Santos Padres, os Cânones Sagrados, ou por Constituições e Resoluções Apostólicas. E queremos e decretamos que ditas sentenças, censuras e castigos, sejam observadas perpetuamente e seja restituída a sua total vigência se estiveram em desuso, e devem permanecer com todo seu vigor. E queremos e decretamos que todos aqueles que até agora tenham sido encontrados, ou tenham confessado, ou sejam convictos de terem-se desviado da Fé Católica, ou de haverem incorrido em alguma heresia ou cisma, ou de terem suscitado ou cometido; ou bem os que no futuro se apartarem da Fé (o que Deus se digne impedir segundo sua clemência e sua bondade para com todos), ou incorrerem em heresia, ou cisma, ou os suscitarem ou cometerem; ou bem os que houverem de ser surpreendidos de ter caído, incorrido, suscitado ou cometido, ou o confessarem, ou o admitirem, de qualquer grau, condição e preeminência, inclusive Bispos, Arcebispos, Patriarcas, Primazes, ou de qualquer outra dignidade eclesiástica superior; ou bem Cardeais, ou Legados perpétuos ou temporais da Sé Apostólica, com qualquer destino; ou os que sobressaiam por qualquer autoridade ou dignidade temporal, de conde, barão, marquês, duque, rei, imperador, enfim queremos e decretamos que qualquer um deles incorram nas sobreditas sentenças, censuras e castigos.

3. Privação ipso facto de todo oficio eclesiástico por heresia ou cisma.

Considerando que os que não se abstém de fazer mal por amor da virtude devem ser reprimidos por temor dos castigos, e que Bispos, Arcebispos, Patriarcas, Primazes, ou de qualquer outra dignidade eclesiástica superior; sejam Cardeais, Legados, condes, barões, marqueses, duques, reis, imperadores, que devem ensinar aos demais e servir-lhes de bom exemplo, a fim de que perseverem na Fé Católica, com sua prevaricação pecam mais gravemente que os outros, pois que não só se perdem eles, senão que também arrastam consigo para a perdição os povos que lhes foram confiados; pela mesma deliberação e assentimento dos Cardeais, com esta Nossa Constituição, válida perpetuamente, contra tão grande crime – que não pode haver outro maior nem mais pernicioso na Igreja de Deus – na plenitude de Nossa autoridade Apostólica, sancionamos, estabelecemos, decretamos e definimos que pelas sentenças, censuras e castigos mencionados (que permanecem em seu vigor e eficácia e que produzem seu efeito), todos e cada um dos Bispos, Arcebispos, Patriarcas, Primazes, ou de qualquer outra dignidade eclesiástica superior; sejam Cardeais, Legados, condes, barões, marqueses, duques, reis, imperadores, que até agora (tal como se declara precedentemente) tiverem sido surpreendidos, ou houverem confessado, ou estejam convictos de se terem desviado (da Fé católica), ou de haver caído em heresia, ou de haver incorrido em cisma, ou de ter suscitado ou cometido; ou também os que no futuro se apartarem da Fé católica, ou caírem em heresia, ou incorrerem em cisma, ou os provocarem, ou os cometerem, ou os que forem surpreendidos ou confessarem ou admitirem haver se desviado da Fé Católica, ou haver caído em heresia, ou haver incorrido em cisma, ou tê-los provocado ou cometido, dado que nisto resultam muito mais culpáveis que os demais, fora das sentenças, censuras e castigos, enumerados, (que permanecem em seu vigor e eficácia e que produzem seus efeitos), todos e cada um dos Bispos, Arcebispos, Patriarcas, Primazes, ou de qualquer outra dignidade eclesiástica superior; sejam Cardeais, Legados, condes, barões, marqueses, duques, reis, imperadores, caíram privados também por essa mesma causa, sem necessidade de nenhuma instrução de direito ou de fato, de suas hierarquias, e de suas igrejas catedrais, inclusive metropolitanas, patriarcais e primazes; do título de Cardeal, e da dignidade de qualquer classe de Legado, e ademais de toda voz ativa e passiva, de toda autoridade, dos mosteiros, benefícios e funções eclesiásticas, com qualquer Ordem que for que tenham obtido por qualquer concessão e dispensação Apostólica, seja como titulares, ou como encarregados ou administradores, e nas quais, seja diretamente ou de alguma outra maneira houverem tido algum direito, ou os houverem adquirido de qualquer outro modo; caem assim mesmo privados de qualquer beneficio, rendido ou produzido, reservados ou assinados para eles. E do mesmo modo serão privados completamente, e em cada caso, de seus condados, baronias, marquesado, ducado, reino e império, e de forma perpétua, e de modo absoluto. E por outro lado sendo de todo contrários e incapacitados para tais funções, serão tidos ademais como relapsos e exonerados em tudo e para tudo, inclusive se antes houvessem abjurado publicamente em juízo tais heresias. E não poderão ser restituídos, repostos, reintegrados ou reabilitados, em nenhum momento, a primeira dignidade que tiveram, a suas Igrejas Catedrais, metropolitanas, patriarcais, primazes; ao cardinalato, ou a qualquer outra dignidade, maior ou menor, ou a sua voz ativa ou passiva, a sua autoridade, mosteiro, beneficio, ou condado, baronia, marquesado, ducado, reino o império, antes bem haverão de cair no arbítrio daquele poder que tenha a devida intenção de castigá-los, a menos que tendo em conta neles os sinais de verdadeiro arrependimento e aqueles frutos de uma congruente penitência, por benignidade da mesma Sé Apostólica ou por clemência houverem de ser relegados a algum mosteiro, ou em algum outro lugar dotado de um caráter disciplinário para fazer ali perpétua penitência com o pão da dor e a água da compunção. E assim serão tidos por todos, de qualquer dignidade, grau, ordem, ou condição que seja, e incluso, arcebispo, patriarca, primado, cardeal, ou de qualquer autoridade temporal, conde, barão, marquês, duque, rei o imperador, ou de qualquer outra hierarquia, e assim serão tratados e estimados, e ademais evitados como relapsos e exonerados, de tal modo que haverão de estar excluídos de todo consolo humano.

4. Pronta solução das vacâncias dos ofícios eclesiásticos.

Quem pretender ter um direito de patrono, ou de nomear pessoas idôneas para as Sedes Eclesiásticas vacantes por estas cercanias, a fim de que tais cargos, depois de haver sido livrados da servidão dos heréticos, não estejam expostos aos inconvenientes de uma longa vacância, mas sejam outorgados a pessoas capazes de dirigir os povos pelas vias da justiça, estão obrigados a apresentar ao Romano Pontífice os nomes de tais pessoas idôneas, dentro do tempo fixado por direito, de outra maneira, transcorrido o tempo previsto, a disponibilidade de tais Sedes retorna ao Pontífice Romano.

5. Excomunhão ipso facto para os que favorecerem a hereges ou cismáticos.

Incorrem em excomunhão ipso facto todos os que conscientemente ousam acolher, defender ou favorecer aos desviados ou lhes dêem crédito, ou divulguem suas doutrinas; sejam considerados infames, e não sejam admitidos a funções públicas ou privadas, nem nos Conselhos ou Sínodos, nem nos Concílios Gerais ou Provinciais, nem ao Conclave de Cardeais, ou em qualquer reunião de fiéis ou em qualquer outra eleição. Serão também impedidos e não poderão participar de nenhuma sucessão hereditária, e ninguém estará ademais obrigado a responder-lhes acerca de nenhum assunto. Se tiver algum a condição de juiz, suas sentencias carecerão de toda validez, e não se poderá submeter nenhuma outra causa a sua audiência; ou se for advogado, sua defesa será tida por nula, e se for escrivão seus papéis carecerão por completo de eficácia e vigor. Ademais os clérigos serão privados também pela mesma razão, de todas e cada uma de suas igrejas, inclusive catedrais, metropolitanas, patriarcais e primazes; de suas dignidades, mosteiros, benefícios e ofícios eclesiásticos inclusive como já se disse, qualquer que seja o grau e o modo de sua obtenção. Tanto Clérigos como leigos, inclusive os que obtiveram normalmente e que estiverem investidos das dignidades mencionadas, serão privados sem maiores trâmites de seus reinos, ducados, domínios, feudos e de todos os bens temporais que possuam, seus reinos, ducados, domínios, feudos e bens serão propriedade pública, e como bens públicos haverão de produzir um efeito de direito, em propriedade daqueles que os ocupem pela primeira vez, sempre que estes estiverem sob nossa obediência, ou de nossos sucessores os Romanos Pontífices, eleitos canonicamente, na sinceridade da Fé e em união com a Santa Igreja Romana.

6. Nulidade de todas as promoções ou elevações de desviados na Fé.

Agregamos que se em algum tempo acontecer que um Bispo, inclusive na função de Arcebispo, ou de Patriarca, ou Primaz; ou um Cardeal, inclusive na função de Legado, ou eleito Pontífice Romano que antes de sua promoção ao Cardinalato ou assunção ao Pontificado, tivesse se desviado da Fé Católica, ou houvesse caído na heresia ou incorrido em cisma, ou o houvesse suscitado ou cometido, a promoção ou a assunção, inclusive se esta houver ocorrido com o acordo unânime de todos os Cardeais, é nula, inválida e sem nenhum efeito; e de nenhum modo pode considerar-se que tal assunção haja adquirido validez, por aceitação do cargo e por sua consagração, ou pela subseqüente possessão ou quase possessão de governo e administração, ou pela mesma entronização ou adoração do Pontífice Romano, ou pela obediência que todos lhe tenham prestado, qualquer que seja o tempo transcorrido depois dos supostos sobreditos. Tal assunção não será tida por legítima em nenhuma de suas partes, e não será possível considerar que se tenha outorgado ou se outorga alguma faculdade de administrar nas coisas temporais ou espirituais aos que são promovidos, em tais circunstancias, a dignidade de bispo, arcebispo, patriarca ou primaz, ou aos que tenham assumido a função de Cardeais, ou de Pontífice Romano, senão que pelo contrário todos e cada um desses pronunciamentos, feitos, atos e resoluções e seus conseqüentes efeitos carecem de força, e não outorgam nenhuma validez, e nenhum direito a nada.

7. Os fieis não devem obedecer, senão evitar aos desviados na Fé.

E em conseqüência, os que assim houvessem sido promovidos e houvessem assumido suas funções, por essa mesma razão e sem necessidade de se fazer nenhuma declaração posterior, estão privados de toda dignidade, lugar, honra, título, autoridade, função e poder; e seja lícito, em conseqüência, a todas e a cada uma das pessoas subordinadas aos assim promovidos e assumidos, se não se tivessem apartado da Fé, nem houvessem sido heréticos, nem houvessem incorrido em cisma, ou o houvessem suscitado ou cometido, tanto os clérigos seculares e regulares, ou mesmo que os leigos; e aos Cardeais, inclusive aos que tenham participado na eleição desse Pontífice Romano, que com anterioridade se apartou da Fé, e era ou herético ou cismático, ou que tivesse consentido em outros pormenores e os tenham prestado obediência, e se tivessem ajoelhado ante ele; aos chefes, prefeitos, capitães, oficiais, inclusive de nossa materna Urbe e de todo o Estado Pontifício; assim mesmo aos que por acatamento ou juramento, ou caução se tenham obrigado e comprometido com os que nessas condições foram promovidos ou assumiram suas funções, (seja-lhes licito) subtrair-se a qualquer momento e impunemente da obediência e devoção de quem foi assim promovido ou entraram em funções, e evitá-los como se fossem feiticeiros, pagãos, publicanos ou heresiarcas, o que não obsta que estas mesmas pessoas tenham que prestar sem embargo estrita fidelidade e obediência aos futuros bispos, arcebispos, patriarcas, primazes, cardeais ou ao Romano Pontífice, canonicamente eleito. E ademais para maior confusão desses mesmos assim promovidos e assumidos, se pretenderem prolongar seu governo e administração, contra os mesmos assim promovidos e assumidos (seja-lhes lícito) requerer o auxilio do braço secular, e não por isso os que se subtraem desse modo à fidelidade e obediência para com os promovidos e titulares, já ditos, estarão submetidos ao rigor de algum castigo ou censura, como se o exigissem pelo contrário os que cortam a túnica do Senhor.

8. Validez dos documentos antigos e derrogação somente dos contrários.

Não tem nenhum efeito para estas disposições as Constituições e Ordenanças Apostólicas, assim como os privilégios e letras apostólicas, dirigidas a bispos, arcebispos, patriarcas, primazes e cardeais, nem qualquer outra resolução, de qualquer teor ou forma, e com qualquer cláusula, nem os decretos, também os de motu próprio e de ciência certa do Romano Pontífice, ou concedidos em razão da plenitude apostólica, ou promulgados em consistórios, ou de qualquer outra maneira; nem tão pouco os aprovados em reiteradas ocasiões, ou renovados e incluídos no corpo do direito, ou como capítulos de conclave, ou confirmados por juramento, ou por confirmação apostólica, ou por qualquer outro modo de confirmação, inclusive os jurados por Nós mesmos. Considerando, pois essas resoluções de modo expresso e tendo-as como inseridas, palavra por palavra, inclusive aquelas que haveriam de perdurar por outras disposições, e enfim todas as demais que se oponham, por sua vez e de um modo absolutamente especial, derrogamos expressamente suas cláusulas dispositivas.

9. Decreto de publicação solene

A fim de que cheguem noticias certas das presentes letras a quem interessa, queremos que elas, ou uma cópia (referendada por um notário público, com o selo de alguma pessoa dotada de dignidade eclesiástica) sejam publicadas e fixadas na Basílica do Príncipe dos Apóstolos, e nas portas da Chancelaria apostólica, e no extremo da Praça de Flora por algum de nossos oficiais; e que é suficiente a ordem de fixar nesses lugares a cópia mencionada, e que a dita fixação ou publicação, ou a ordem de exibir a cópia sobredita, deve ser tida com caráter solene e legitimo, e que não se requer nem se deve esperar outra publicação.

10. Ilicitude das ações contrárias e sanção divina.

Portanto, a homem algum seja lícito infringir esta página de Nossa Aprovação, Inovação, Sanção, Estatuto, Derrogação, Vontade, Decreto, ou por temerária ousadia contradizer-lhes. Porém se alguém pretender atentar, saiba que haverá de incorrer na indignação do Deus Onipotente e de seus Santos Apóstolos Pedro e Paulo.

Dado em Roma, junto a São Pedro, aos 15 de fevereiro do ano da Encarnação do Senhor de 1559, 4º ano de nosso Pontificado.

Paulo IV.

Creio na Ressurreição da carne

segunda-feira, 25 de abril de 2011

0 comentários


O Espírito Santo não só santifica as almas dos que pertencem à Igreja, mas também pelo seu poder ressuscitará os corpos. Lê-se: “Aquele que ressuscitou dos mortos a Jesus Cristo” (Rm 4, 24); e: “Porque a morte veio por um homem, por um homem também a ressurreição dos mortos” (1 Cor 15, 21).

Por isso nós cremos, conforme a nossa fé, na futura ressurreição dos mortos.

Quatro considerações devem ser feitas acerca desse assunto: primeiro, quanto à utilidade da fé na ressurreição dos mortos; segundo, quanto às qualidades dos que ressurgirão referentes a todos; terceiro, quanto à ressurreição dos bons; quarto, quanto à ressurreição dos maus.

  • No tocante à primeira consideração, a fé e a esperança na ressurreição nos são úteis por quatro motivos.
Primeiro, para afastar as tristezas causadas pela morte. É realmente impossível que alguém não se entristeça pela morte de um ente caro. Mas como tem esperança na sua futura ressurreição, a dor provinda de sua morte fica bastante atenuada. Lê-se: “Não queremos que ignoreis, irmãos, as coisas sobre os mortos, para que não vos entristeçais, como os outros que não têm esperança” (1 Ts 4, 13).

Segundo, afasta o temor da morte. Se o homem não tivesse esperança em uma vida melhor após a morte, sem dúvida esta seria muito temível, e preferiria ele praticar qualquer mal para evitar a morte.

Nós como acreditamos que há uma vida melhor, à qual chegaremos após a morte, fica patente que ninguém deve temer a morte, nem fazer algum mal para evita-la. Lê-se: “Para que pela morte (de Cristo) fosse destruído aquele que tinha poder sobre a morte, isto é, o diabo; e libertados os que pelo temor da morte estavam por toda a vida na servidão” (Heb 2, 14-15).

Terceiro, porque nos faz solícitos e cuidadosos na prática do bem. Se a vida humana se limitasse a esta que aqui vivemos, não haveria entre os homens muita solicitude para praticarem o bem; porque tudo o que fizessem seria considerado pouca coisa, pois o seu desejo não é dirigido para um tempo limitado, mas para a eternidade.

Como, porém, acreditamos que, pelo que aqui fazemos, receberemos na ressurreição bens eternos, esforçamo-nos para agir bem. Lê-se: “Se somente para esta vida estamos esperando em Cristo, somos os mais miseráveis de todos os homens” (1 Cor 15, 19).

Quarto, porque nos afasta do mal. Assim como a esperança do prêmio conduz à prática do bem, do mesmo modo o temor da pena, que cremos então reservada para os maus, nos afasta do mal. Lê-se: “E levantar-se-ão os que fizeram o bem, para a ressurreição da vida; os que fizeram o mal, para a ressurreição da condenação” (Jo 5, 29).

  • Quanto à segunda consideração, isto é, a respeito dos efeitos da ressurreição para todos os homens, quatro deles devem ser apontados.
O primeiro, com relação à identidade dos corpos que ressurgirão: o mesmo corpo que existe agora quer quanto à carne, quer quanto aos ossos, ressurgirá. Apesar de alguns disserem que este corpo que agora se corrompe não ressurgirá, o Apóstolo afirma o contrário: “Convém que este corpo corruptível seja revestido da incorrupção” (1 Cor 15, 33). Em outro lugar encontra-se escrito na Sagrada Escritura que este mesmo corpo ressurgirá para a vida: “Novamente serei revestido da minha pele, e, na minha carne, verei o meu Deus” (Jó 19, 26).

O segundo efeito da ressurreição refere-se à qualidade, porque os corpos ressurgidos terão outra qualidade que o atual, já que os corpos dos bons e dos maus serão incorruptíveis. Os corpos dos bons estarão na glória para sempre; os dos maus, porém, para que por eles sejam punidos, na pena eterna. Lê-se: “Convém que este corpo corruptível seja revestido da incorrupção, e que este corpo mortal seja revestido da imortalidade” (1 Cor 15, 53).

Porque os corpos serão incorruptíveis e imortais não terão necessidade de alimento, nem usarão do sexo. Lê-se: “na ressurreição nem os homens terão mulheres, nem as mulheres maridos; mas serão como Anjos de Deus no Céu” (Mt. 22, 30). Nesta verdade de fé não acreditam nem os Judeus, nem os Maometanos. Lê-se ainda: “Os que desceram aos infernos... não voltarão mais à sua casa” (Jó 7, 10) .

O terceiro efeito refere-se à integridade, porque os bons e os maus ressurgirão em toda integridade da perfeição corpórea do homem: não haverá cego, nem coxo, nem ninguém com outro qualquer defeito. Escreve o Apóstolo que “os mortos ressurgirão incorruptíveis” (1 Cor 15, 52) para significar que eles não sofrerão mais as corrupções atuais.

O quarto efeito refere-se à idade, porque todos ressurgirão na idade perfeita, nos trinta e dois anos. A razão disto é que, os que ainda não atingiram esta idade, não chegaram a idade perfeita, e, os velhos já a ultrapassaram.

Eis porque aos jovens e às crianças será acrescido o que falta, e, aos velhos, restituído. Lê-se: “Até que cheguemos todos... ao homem perfeito, na medida da plenitude da idade de Cristo” (Ef 4, 13) .

  • Quanto à terceira consideração, é de se saber que os bons receberão uma glória especial, porque os santos terão os seus corpos glorificados por quatro qualidades:
A primeira é a claridade. Lê-se: “Os justos resplendecerão como o sol no reino de seu Pai” (Mt 13, 43);

A segunda é a impassibilidade. Lê-se: “É semeado na ignomínia, ressurgirá na glória” (1 Cor 15, 43); e: “Deus tirará toda lágrima dos seus olhos; não haverá mais morte, nem luto, nem gemidos, nem dor” (Ap 21, 4);

A terceira é a agilidade. Lê-se: “Os justos resplendecerão e passarão pela falha com centelhas” (Sb 3, 7);

A quarta é a sutileza. Lê-se: “É semeado no corpo animal, ressuscitará num corpo espiritual” (1 Cor 15, 44); não se queira entender isso como se todo corpo se transformasse em espírito, mas que estará totalmente submisso ao espírito.

  • Quanto à quarta consideração, isto é, com referência à condição dos condenados, esta é contrária à dos beatificados, porque aqueles sofrerão a pena eterna. Os seus corpos possuirão quatro qualidades más.
Serão obscuros, conforme se lê: “Os seus rostos serão como fisionomias inflamadas” (Is 13, 8).

Serão passíveis, mas jamais corrompidos, pois arderão para sempre no fogo e nunca serão consumidos. Lê-se: “Os vermes nunca morrerão nos seus corpos, e o fogo neles nunca se extinguirá” (Is 66, 24).

Serão pesados, porque as almas estarão como que acorrentadas. Lê-se: “Para prender os seus reis com grilhões” (Sl 149, 8).

Finalmente, os corpos e as almas serão de certo modo carnais. Lê-se: “Os animais apodrecerão nos seus excrementos” (Jl 1, 17).



fonte: Permanência

Prudência, Justiça, Fortaleza e Temperança

quinta-feira, 31 de março de 2011

1 comentários


AS VIRTUDES CARDEAIS

A Fé, a Esperança e a Caridade, as virtudes teologais, nos tornam capazes de conhecer e amar a Deus. Elas são virtudes inteiramente voltadas para Deus. Mas existem muitas virtudes que não são voltadas diretamente para Deus, mas sim para o nosso comportamento, nossa atitude, nossas ações; elas nos ajudam a bem agir, a fugir do pecado, a vencer as tentações. Indiretamente, elas nos levam a Deus.

Cardo, em latim, quer dizer dobradiça, eixo em torno do qual gira alguma coisa. No caso da dobradiça, gira a porta. No caso das virtudes, em torno das quatro virtudes cardeais, giram as outras virtudes, como veremos adiante.


A Virtude da Prudência

Prudência é a virtude que nos ajuda a escolher. Não se trata de escolher coisas fúteis e bobas. A Prudência nos ajuda a escolher os meios adequados para realizar o bem e vencer o mal.

Ela aproveita a hora propícia, o lugar acertado onde devemos estar e nos impede de tomar decisões precipitadas. Fazer o que é certo, na hora certa, no lugar certo. A Prudência, iluminada pela nossa Fé e ajudada pela graça santificante, nos leva a escolher os atos bons que são o caminho da nossa salvação.

É sobre esta Prudência que Jesus fala no Evangelho: «Eis que vos mando como ovelhas no meio de lobos. “Sêde, pois, prudentes como a serpente e simples como as pombas.» (S. Mat. 10, 16) e também: «Quem julgas que é o servo fiel e prudente, a quem o seu senhor constituiu sobre a sua família, para lhe distribuir de comer a tempo?» (S. Mat. 24, 45).

Mas, como o contrário da virtude é o vício, podemos pecar contra a Prudência de dois modos:

. Por falta de prudência - é o vício da imprudência, que pode ser por: precipitação, agimos sem refletir ou descuido, refletimos no que vamos fazer mas fazermos mal feito.

. Por excesso de Prudência – astúcia, ser prudente no mal, nas coisas erradas, no pecado; cuidados excessivos com a vida material: dinheiro, vaidade, comprar muitas coisas, etc.


A Virtude da Justiça

Como filhos de Deus e tendo recebido a terra como herança, os homens podem possuir suas coisas, sua terra, sua casa, seus objetos, que lhe são necessários para viver e para alimentar sua família. É fácil compreender que nem sempre haverá um acordo entre os homens sobre a possessão desses bens materiais.

Para ajudá-los a viver em paz e a possuir com boa medida o que lhes é necessário, Deus nos deu a virtude de justiça, pela qual nós queremos e devemos dar aos outros o que lhes é devido, protegendo também o que nos pertence e, sobretudo, dar a Deus o que Ele nos pede, no seu amor por nós.

Quando tomamos emprestado um objeto, a virtude da justiça nos leva a querer devolvê-lo no tempo estipulado, pois sabemos que a pessoa que nos emprestou pode ficar prejudicada se não recebê-lo de volta.

Quando compramos um objeto, é justo que paguemos o seu valor. Quando assinamos um contrato com alguém, devemos cumpri-lo, como o matrimônio é um contrato passado diante de Deus, a virtude da justiça nos impede de querer nos separar, pois no contrato do matrimônio aceitamos viver para sempre com a pessoa com quem casamos.

É a virtude da justiça que forma as bases do 7°, do 8° e do 10° mandamento da Lei de Deus. Não podemos furtar, nem levantar falso testemunho, nem cobiçar as coisas alheias, pois todos esses atos ferem a virtude da justiça, entre outras.

Devemos também considerar que quando cometemos um pecado contra a virtude da justiça, em certos casos, não basta o arrependimento e a confissão. Nós lesamos o próximo tirando dele um bem material que lhe pertence. Devemos então, fazer o possível para devolver aquele bem, de modo a restabelecer a justiça ferida pelo nosso ato. É o que se chama de restituição. Igualmente, quando pecamos contra o 8° mandamento, devemos retratar a reputação do próximo que foi ferida por nossa mentira, calúnia ou maledicência.


A Virtude da Força

A Força é a virtude que dá à nossa vontade a energia necessária para vencer os obstáculos que nos atrapalham na prática do bem. Devemos resistir permanecer firmes na Fé, apesar dos ataques dos nossos inimigos e das nossas fraquezas pessoais. Devemos agir; ter Força é manifestar espírito de iniciativa, alegria na realização do dever de estado, perseverança no combate contra nossas paixões: o orgulho, o egoísmo, a raiva, a sensualidade, etc. Praticando os atos da virtude de Força conseguiremos, com a graça de Deus, vencer as tentações, fugir dos pecados e das ocasiões de pecado que nos chamam com tanta força para o mal.

Os pecados contra a Força

.Acanhamento ou pusilanimidade - quando a pessoa não se decide a fazer o que deve, fica sempre na dúvida: é certo ou errado, devo fazer assim ou de outro modo, e acaba não fazendo o que deve.

.Covardia - quando a pessoa foge da sua obrigação por medo.

.Respeito humano - é uma espécie de covardia que nos leva a não agir corretamente por medo das zombarias, por medo de perder uma amizade, porque desejamos ser agradáveis e aparentar uma falsa bondade.

.Temeridade - quando uma pessoa se expõe sem necessidade ao perigo e à morte (falsa coragem).


A Temperança

A virtude da Temperança vem completar o quadro das quatro virtudes cardeais. Ela é o freio da nossa alma. A temperança é a virtude pela qual usamos com moderação dos bens temporais, quer eles sejam comida, bebida, sono, diversão, sexo, conforto, etc. Ela nos ensina a usar essas coisas na hora certa, no tempo certo, na quantidade adequada. Ela nos ensina que certos atos são reservados a certas situações.

Nos últimos tempos os costumes foram se degradando pouco a pouco. Dizer que existe uma lei natural, que essa lei natural foi explicitada por Deus nos Dez Mandamentos e confirmadas pela Igreja é expor-se ao ridículo. O que devemos concluir? Que existe um tabu que estes homens "modernos" criaram, e é um instrumento de corrupção, de repressão, é puro fanatismo. É a marca da falta de amor por Deus e pelo Sangue de Cristo derramado na Cruz. E se vocês acharem que exagero, que o mundo mudou que é preciso ser aberto, então só me resta dizer: esperem e veremos quem tinha razão. Na hora do juízo final, veremos todos estes amantes deste "modernismo" correndo para dizer que amam a Deus, jurando que sempre O amaram que ninguém lhes avisou que era tudo pecado... Mas, então, será tarde demais.

A Temperança nos ajudará a vencer os maus pensamentos e maus desejos, ajudará um casal a nunca trair o sacramento do matrimônio pelo adultério. Todos esses maus pensamentos e maus desejos e ocasiões de pecado devem ser combatidos imediatamente, sem perda de tempo, com muita coragem e força, para que não se tornem pecados mortais. Na verdade, todas as quatro virtudes teologais se unem no combate da alma para praticar os Mandamentos de Deus.

Também o conforto da vida moderna pode nos levar a pecar contra a Temperança. Reclamamos do calor, reclamamos do frio, não queremos nos levantar da cadeira nem para pegar um copo d'água, sempre achamos algo que nos desagrada nas coisas e nas pessoas. A virtude da Temperança nos ajuda a esquecer um pouco tudo isso e pensar mais em ajudar, em trabalhar, em vencer seus próprios defeitos.

Ó Dulcíssimo Jesus, piedade!

0 comentários

Salve Maria!


Além da minha devoção por São Padre Pio de Pietrelcina e Santa Filomena, tenho muita devoção pelas Almas do Purgatório, e também tenho muita compaixão pelos agonizantes do dia; penso muito nesta hora crucial e peço misericórdia ao Pai do Céu por todas as pessoas que irão ainda hoje estar no Tribunal Deus, ajustando suas contas ....

Meu Deus, que momento tremendo! Tenho temor e ao mesmo tempo muita esperança em relação a este momento; momento em que diante da Santíssima Trindade veremos nosso livro da vida aberto e passaremos pela justiça de Divina! Valei-nos Virgem Santíssima!

Pensando nisto vou postar uma oração e convido a todos a rezarem comigo:

Dulcíssimo Jesus, pelo Suor e Sangue que derramastes no Jardim das Oliveiras, tende piedade das almas do purgatório!

Dulcíssimo Jesus, pelas dores da Vossa crudelíssima flagelação, tende piedade das almas do purgatório!

Dulcíssimo Jesus, pelas dores da Vossa coroação de espinhos, tende piedade das almas do purgatório!

Dulcíssimo Jesus, pelas dores que sofrestes no caminho do Calvário, tende piedade das almas do purgatório!

Dulcíssimo Jesus, pela Vossa penosa agonia, tende piedade das almas do purgatório!

Dulcíssimo Jesus, pelas imensas dores que sentistes expirando na Cruz, tende piedade das almas do purgatório!

Dulcíssimo Jesus, pelas últimas gotas de Sangue do Vosso amantíssimo Coração transpassado pela lança, tende piedade das almas do purgatório.

Amém.

*Também pode-se dizer: tende piedade dos agonizantes!

Perdoar é uma decisão!

quarta-feira, 30 de março de 2011

4 comentários

... perdoar é abrir mão de alguma coisa ...

Salve Maria!


O gesto de perdoar é antes uma decisão que tomamos. O mal que nos foi acometido existe, o agente ou a pessoa que realizou este mal existe e provavelmente este mal deixa ou deixou sequelas, porém, mesmo diante desta realidade a decisão tomada é perdoar.

O perdão não é algo mágico, ou seja, resolvi perdoar e o mal e as sequelas simplesmente se apagam instantaneamente. A coisa não é por aí não!

O perdão é a decisão de uma escolha feita. Por exemplo: eu escolho ter uma vida saudável, então decido fazer um regime, faço regime; daquele momento em diante eu evito o que prejudica minha saúde. Esta escolha será fácil? Óbvio que não, terei que abrir mão de coisas que eu provavelmente goste de comer.

Perdoar é abrir mão de alguma coisa. Abrimos mão da dívida que o devedor tem conosco. E este gesto não depende do arrependimento do devedor, ou da sua emenda. Tomamos o caminho do perdão por nós mesmos!

Eu decido perdoar e a cada momento que o "devedor" ou a "dívida" vierem à minha mente, rapidamente tenho que recordar: "A escolha foi feita, a decisão foi o perdão!" Ocupar a mente com a misericórdia de Deus, com santas devoções; ocupar a nossa existência com os Sacramentos e nunca esquecermos o preço que Jesus pagou na Cruz pelas nossas dívidas, também é o caminho!

O perdão é uma decisão que deve ser nutrida pela graça de Deus; sem a graça de Deus provavelmente seremos falhos na empreitada de perdoar, por isto é salutar ficarmos unidos a Cruz de Cristo, fonte de todas as graças! E na medida em que perdoamos somos perdoados, e podemos rezar com sinceridade o Pai-Nosso: "(...) perdoai as nossas dívidas assim como perdoamos nossos devedores (...)"

Claro que o devedor ou ofensor prestará contas para Deus e muitas vezes há a necessidade dele sujeitar-se a Justiça humana; mas nisto também está a justiça e a misericórdia do Pai do Céu, que corrige o filho porque o ama!

A Quaresma é um ótimo tempo para refletirmos sobre o perdão ou pelo menos analisarmos a possibilidade desta escolha, por que não?

Sim, eu sou uma pessoa muito abençoada!

sábado, 26 de março de 2011

0 comentários

Salve Maria!

Tenho que ser muito justa e deixar esta alegria que toma conta de mim extravazar; porque eu sou uma pessoa muito abençoada!

Poderia enumerar as imensas graças que Deus me concede, mas aqui neste artigo quero falar sobre os grandes amigos que tenho. Dias atrás postei um artigo que era um comentário que recebi do Leonardo Maciel e hoje quero falar do Sandro Pontes. Meu Deus, este rapaz conseguiu alegrar meu dia de uma tal forma, que somente Deus para me entender ... irei tirar das prateleiras dos comentários e trazer para este artigo do Blog o que acabei de receber do Sandro e vocês leiam e reflitam ... sou ou não sou uma pessoa muito abençoada? Ter como amigos homens e mulheres de tanta fé alegra meu coração, que benção é poder estar com este povo!

Segue o comentário que recebi do Sandro Pontes:

Analisando a bíblia e conhecendo a trajetória do povo santo na antiga aliança até a transformação operada por Cristo na nova, iniciando uma criação onde o sacrifício cruento foi substituído pelo seu próprio sacrifício a Igreja conferiu a Nossa Senhora vários títulos diferentes.


Um deles que eu gosto bastante é o de “sacrário vivo da eucaristia”. Penso que talvez não haja expressão melhor para demonstrar quem ela de fato foi. Expliquei neste semana para crianças o tamanho do mistério relacionado a Cristo ter descido do céu diretamente para o ventre de Maria, ganhando uma nova forma que até então a segunda pessoa da Santíssima Trindade não possuía: antes era somente espírito, mas a partir deste momento passa a ser também corpo. Ou seja, o próprio Deus passa a existir de maneira diferente. Daí decorre o dogma da maternidade divina de Maria. As crianças, exultantes ao ouvir tão grandioso mistério, quiseram saber mais, ao que eu lhes respondi: “não exijam tanto de mim, que transmito aquilo que aprendi da Igreja. É um mistério tão grande e excelso quanto a Santíssima Trindade. Apenas aceitemos plenamente tal verdade, sem, no entanto, compreendê-la totalmente, pois hoje vemos como que através de um véu aquilo que naquele dia conheceremos perfeitamente! O catolicismo não é apenas a religião da cruz, mas também a dos mistérios, de modo que são tantos os mistérios (Santíssima Trindade, encarnação do Verbo, morte na cruz, eucaristia, imaculada conceição, maternidade de Deus, etc) que não nos cabe senão aceitá-los, meditando sobre eles e aplicando-os a nossa salvação por meio dos sacramentos". Ao final, as crianças se comprometeram a sempre venerar e exaltar a Virgem Maria e a jamais diminuí-la.

Um segundo título dado a Maria Santíssima que também traduz bastante aquilo que ela de fato foi é o de “arca da aliança”! Meu Deus do céu, como a analogia é perfeita. O povo santo que bradava o Senhor dos Exércitos, como Josué tocando trombetas em volta dos muros de Jerusalém, carregava simultaneamente a arca da aliança, onde Deus habitava e de onde conversava com seu povo. Longe de ser um ídolo detestado por Deus, tal arca na verdade era símbolo da presença Dele. Assim também como o sacrifício de cordeiros era mero símbolo do verdadeiro e definitivo sacrifício operado por Cristo na cruz igualmente a arca era mero símbolo daquela mulher onde Deus escolheu habitar para se comunicar com Seu povo.

Uma passagem que em minha opinião demonstra de forma inequívoca a grandiosidade de Nossa Senhora é aquela onde ela mesma diz: “fez em mim maravilhas aquele que é todo-poderoso”. Portanto, Maria confessa humildemente, pois não quer honrarias indevidas para si, que toda a sua grandiosidade é decorrente da vontade do Pai. Quando os inimigos questionam os dogmas marianos eu sempre refuto com esta passagem: “foi o Senhor quem fez ela gigante, não é que ela o seja por si mesma”!


Pergunto: quais foram as maravilhas que Deus fez com esta mulher? Exaltou-a tanto que é impossível enumerá-las, mas vamos a algumas delas: Maria foi o sacrário vivo onde Cristo, hóstia consagrada, habitou! Vejamos a passagem onde ela chega a casa de sua prima Isabel, que ao mesmo tempo que a saúda adora Aquele que está em seu ventre, e que depois daria sua própria carne como alimento: “pois o pão que eu vos darei é a minha carne” (Conferir João VI). Maria foi também arca da aliança e mãe do próprio Deus, como já foi dito, mas foi mais do que isso: desposada pelo Espírito por ser filha predileta do pai! Desta forma ela foi mãe de Deus, filha de Deus e esposa de Deus, uma relação tão intima com a Santíssima Trindade que jamais criatura nenhuma sequer chegou nem perto. Daí decorre também outros títulos por analogia, como “paraíso do novo Adão”, pois que se o primeiro Adão habitou antes de pecar o Jardim do Éden, paraíso perfeito, também o segundo Adão, Cristo, superior ao primeiro, também habitou em Maria, paraíso muito mais perfeito do que o Éden, símbolo da Maria. Também foi ela a segunda Eva, pois a primeira mulher (figura de Maria), por sua desobediência, levou a morte ao mundo, enquanto que Nossa Senhora, modelo perfeito de obediência, levou a vida ao mundo, e vida eterna, na qual somente entramos por meio de seu filho Jesus Cristo, nosso Senhor e salvador!

E haveria ainda muitos outros títulos, como porta do céu, por onde Cristo entrou no mundo e por onde o mundo entra no céu. E vários outros.

Não é a toa que foi coroada na eternidade onde habita corporalmente, tal qual seu filho e ao lado Dele, antecipando em si mesma o final dos tempos onde os justos ressuscitarão corporalmente. E muitas outras coisas ainda poderiam ser ditas a respeito dela!

Para terminar somente posso dizer que o maior pecado daqueles que negam a doutrina da Igreja de Cristo sobre Maria é rebaixar aquela que o próprio Deus elevou. O ato de tocar a arca da aliança sem autorização era punido com a morte por Deus, que da mesma maneira punirá com a morte, e morte eterna, todos aqueles que “tocam” em Maria, diminuindo-a para suas próprias perdições.

É isso.
Abraços a todos,
Sandro Pelegrineti de Pontes

A cruz do senhor não é imposta

quinta-feira, 24 de março de 2011

0 comentários

Salve Maria!

Este artigo abaixo foi um comentário que recebi em um dos artigos do Blog, porque o achei extremamente rico em informações, pedi ao autor que permitisse que eu o publicasse de uma forma mais visível no blog, e não ficasse escondidinho apenas num comentário. Vale a pena ler:

E o Senhor disse: "De fato, bebereis do meu cálice, mas não agora comigo". A Cruz do Senhor não é imposta. O Senhor os convidou e não antecipou seu desejo, mas esperou que quisessem também a cruz. Noutra passagem disse: "Se alguém quiser me seguir, renuncie-se a si mesmo, tome sua cruz e me siga". Enquanto Ele mesmo se dirigia a Jerusalém, quando, então, São Pedro O tentou a não ir. Foi aí que Ele chamou São Pedro de satanás. A Cruz é a Missão do Filho!

Ao abraçar a cruz em direção à Cruz de Cristo, a Jerusalém e ao Gólgota, o católico leva adiante a Missão que é do Filho. Uma Missão no Corpo: "não quisestes sacrifício, nem holocausto, mas me destes um corpo". Não é Missão do Espírito Santo, nem do Pai, porque o Filho é quem Se incarnou. Festejamos a Festa da Incarnação neste mês, agradecendo a Jesus por ter vindo derramar Seu Sague por nós. Por isso, São Paulo disse que completava na carne o que faltou à Paixão do Senhor.

Seguia com a Cruz e, por ela, abandonou todo outro discurso. Escândalo para os judeus, loucura para o mundo, ignorância para os "sábios" gregos. Por isso, Jesus diz no capítulo 6 do Evangelho segundo São João que o objetivo da Comunhão é viver dEle, por Ele e para Ele, como Ele veio do Pai e viveu para o Pai ou pelo Pai. Até que Ele venha. Porque a Cruz prossegue até que Ele venha. Ou não?

Alguém já está livre de sofrer? E de sofrer por anunciar a Cristo? Aqui, também é devida uma anotação sobre Nossa Senhora e seu silêncio. Assim como sobre sua identidade com Cristo. Jesus não a chamou para ir a Jerusalém. Jesus caminhava ao largo, quando chorou sobre Jerusalém. Ele não havia saído da casa de sua mãe. Nossa Senhora foi para a Paixão do Senhor por iniciativa própria e silenciosamente. Foi para estar de pé ao pé da Cruz. Foi porque seu coração se unia plenamente ao Coração de Jesus. Unidos no mesmo Amor e na mesma Paixão. E uniu suas lágrimas de mãe ao Sangue de Seu Filho. A algumas videntes, Jesus disse que uma das visões que mais Lhe doeu foi ver e sentir o sofrimento de Sua Mãe na Sua Paixão. Seu coração imaculado atravessado pela espada de dor. Certamente, ela não sofria só por Cristo, mas também pelos pecadores ou por nós e nossos pecados.

Agora, a Igreja católica também parece fazer um desvio de 180 graus para evitar o discurso da Cruz desde São Paulo - que passa ainda por São Paulo da Cruz, o fundador dos passionitas, por São João da Cruz, por São Pedro da Cruz, pelos estigmatizados como Santa Rita da Ferida de um Espinho, desojosa da Cruz e por São Francisco de Assis ao chorar estridentemente alto a Paixão do Senhor, até receber a marca e a dor de Suas chagas - para querer viver apenas da Ressurreição ou dos prazeres dos quais exige o mundo, ao qual procura abraçar, apesar deste odiar o Senhor, assim como seus seguidores. Esquecendo a máxima "ad lucem per crucem", ou como a figurou o próprio São Francisco: "ninguém pode chegar ao Sábado Santo sem antes passar pela Sexta-Feira da Paixão". E isto por iniciativa própria, porque o Senhor nunca forçará ninguém, nem mesmo a alta hierarquia sucessora dos apóstolos, uma vez que nem a estes forçou. 


Só para completar e para se ver que a Cruz do Senhor nunca nos é imposta, pouco tempo antes de receber seus estigmas, São Francisco de Assis disse que teve uma visão do Senhor na qual Ele lhe oferecia duas coroas, uma em cada mão. Na mão esquerda uma coroa de espinhos e na mão direita uma coroa de flores, sem nada dizer e apenas a estender suas mãos. Quando, então, São Francisco escolheu e tomou a coroa de espinhos, o Senhor lhe dirigiu um sorriso discreto e cheio de gratidão para, logo em seguida, desaparecer.

Autor: Leonardo Maciel


O velho paganismo

quarta-feira, 23 de março de 2011

0 comentários
Salve Maria!

Aqui Padre Paulo Ricardo fala sobre a Campanha da Fraternidade, este vídeo é o 2° de três vídeos, quem desejar vê-los estão no youtube.





Dois grandes alicerces da fé

segunda-feira, 21 de março de 2011

0 comentários

Muitos questionamentos do ser humano estão relacionados a uma única questão: o que é a fé? Pensando sobre essa nuclear questão e, juntando alguns limitados conhecimentos teológicos e filosóficos, resolvi escrever algumas palavras sobre este importantíssimo assunto.

A palavra “fé” é talvez uma das mais usadas em nossos tempos e, por esta razão, também a mais banalizada. A população a utiliza praticamente para tudo: “Tenho fé que vou ganhar na loteria!”; “Tenho fé na vitória da seleção!”. Esses usos, evidentemente, não estão de acordo com o sentido religioso dela. O sentido mais explícito da palavra é uma afirmação do acreditar em algo e, religiosamente falando, acreditar em algo metafísico. Existe também o sentido que é menos explícito, todavia não menos importante: a negação de algo. Fé é afirmação e negação ao mesmo tempo.

No sentido mundano da palavra, citei algumas frases no parágrafo acima e gostaria de trabalhar mais especificamente cada uma delas agora. Vejamos a primeira frase: “Tenho fé que vou ganhar na loteria!” O sujeito que diz isso está explicitamente declarando que vai ganhar o prêmio e implicitamente também dizendo que nenhuma outra pessoa ganhará. A segunda frase: “Tenho fé na vitória da seleção!” O torcedor que externa este sentimento declara, por exemplo, que o selecionado brasileiro irá ganhar a copa do mundo. Mas, para que esse desejo se torne realidade, todas as outras seleções precisam perder o mesmo campeonato. Implicitamente ele declara na mesma frase que a Argentina, por exemplo, perderá. Existe uma relação de duplicidade no sentido da palavra, isto é, o positivo e o negativo. O sentido de afirmação sempre é explícito e o de negação sempre é implícito, contudo a importância dos dois é rigorosamente a mesma. Concluo, portanto, que não existe fé unicamente positiva. Sempre é preciso afirmar algo e negar outro para que haja fé. Se eu disser: “Tenho fé em minhas convicções!”, não basta acreditar no que penso, mas é preciso também negar todas as ideologias em contrário às minhas convicções. Como esta problemática se aplica no campo religioso?

Todas as religiões possuem fé no sentido metafísico da palavra e nenhuma religião nasce ou se sustenta sem ela. Seria uma grande contradição existir religião sem fé. Vou tecer alguns brevíssimos comentários sobre as três grandes religiões monoteístas para ilustrar meu raciocínio.

Em que acredita um maometano? Em um único Deus. Mas quem é Deus para ele? É um ser supremo, não trinitário, que tem Maomé como seu profeta supremo e o Alcorão como seu livro sagrado. Em que acredita um judeu? Em um único Deus. Mas quem é Deus para ele? É um ser supremo, não trinitário, que tem vários profetas (Moisés, Isaias, Elias, etc.) e a Torá como seu livro sagrado. E finalmente, em que acredita um cristão? Em um único Deus. Mas quem é Deus para ele? Um ser supremo, trinitário, que têm os mesmos profetas da Torá e mais os profetas do Novo Testamento (Bíblia). O cristão crê que Jesus é Deus (Segunda Pessoa da Trindade) e Verbo Vivo enviado por Deus Pai (Primeira Pessoa da Trindade) para remissão dos pecados dos homens.

Essas três religiões proclamam apenas um único Deus, entretanto os dogmas não são os mesmos, os profetas não são os mesmos, os livros sagrados não são os mesmos, os caminhos não são os mesmos e, por dedução, o Deus também não é o mesmo. Para que um maometano possa afirmar sua fé é necessário negar a fé judaica e a fé cristã. A fé em Alá é positiva explicitamente e negativa de outras religiões implicitamente. O mesmo processo ocorre em relação aos judeus e os cristãos. Se um judeu, por exemplo, aceitar a Trindade como verdade de fé, ele não será mais judeu e sim cristão. Se um cristão aceitar Maomé e o Alcorão, ele automaticamente será um maometano. Se existir uma seita que faça sincretismo dos dogmas das três religiões, essa nova entidade será uma quarta religião e com certeza não será nem judaica, islâmica ou cristã. Fé, portanto, é um conceito de afirmação de algo e negação de outro.

Pode haver relativização, sincretismo ou ecumenismo? Politicamente em relações humanas, sim. Contudo, em questões relativas à fé e moral religiosa, não. Muitos confundem, por exemplo, igreja com partido político. Um partido, como o próprio nome diz, é parte de um todo. Ele é uma entidade não metafísica (secular, mundana, etc.) que representa politicamente parte da sociedade. Por isso, é lícito fazer alianças e política com outros partidos visando aplicação de conceitos em comum. O programa partidário e as diretrizes práticas de uma agremiação política podem ser negociados com outras instituições para que ambas cheguem a um denominador comum.

Em questões religiosas não pode existir negociação. Verdades de fé são inegociáveis. Enquanto um partido político é parte, a igreja é o todo. No Brasil existem aproximadamente cento e trinta milhões de eleitores, isto é, cada eleitor representa politicamente 0,000000008% do colégio eleitoral. Cada parte pode se aliar em associações e partidos políticos com outras partes. O partido pode se associar a outro e formar alianças, frentes, etc. Esse é o cerne da política pública e o que se convencionou chamar de “democracia”. A igreja não pode se associar com partes, pois ela é o todo. Deus é todo e único, isto é, indivisível.

Pode-se, contudo, existir seitas. Elas têm esse nome porque são partes que se separaram do todo. Quando uma parte se separa do todo já não representa mais o conjunto universal do qual ela se separou. A reforma protestante se propôs a ser parte de um todo e por isso já não representou mais o conjunto universal. E quem é o conjunto universal da igreja? Deus! As seitas protestantes tendem sempre a se separar, pois já não fazem mais parte de um todo e estão condenadas como pedras que caem de uma montanha e tocam o chão se esfacelando ainda mais. Para se ter fé no todo é preciso negar a parte e para se ter fé na parte é preciso negar o todo. Pode, contudo, haver ecumenismo?

Todas as tentativas de ecumenismo terão insucesso, pois acarretarão em sincretismo. Sincretismo é a tentativa de pegar diversas partes e formar um todo. Porém, como o todo (Deus) é indivisível e não se separa em fragmentos, as partes que o sincretismo tenta juntar são falsas. Na igreja, o ecumenismo gerará automaticamente a apostasia. E o que é apostasia? Apostasia é a perda da fé.

Caro leitor, o ecumenismo é uma maneira sincrética de pegar partes de várias religiões e colocá-las em um denominador comum. É como fazer uma aliança partidária. Mas, como explicitei nos parágrafos acima, igreja não é partido. Pode-se até admitir a fé na parte, pois ela implicitamente negará o todo, porém jamais pode haver fé em sincretismo ou ecumenismo, pois eles não negarão nada. O ecumênico e o sincrético farão política mundana na tentativa de “unir” todas as religiões em uma só e sem negar nenhuma. Como escrevi no início deste texto, a fé é a afirmação de algo e negação de outro. Não existe fé apenas afirmativa. Os ecumênicos tentam transportar valores de política mundana para o campo religioso, todavia água e óleo não se misturam.

O maior mantra dos ecumênicos é: “vamos esquecer o que nos separa e caminharmos juntos naquilo que nos une!” Essa frase é apostasia pura, pois existe ausência de fé. Não existe nem afirmação explícita e nem negação implícita de nada. O resultado de conciliar ecumenicamente cristianismo, seitas, maometanos, judeus, budistas, espíritas, umbandistas e todas as outras religiões será uma pasta de apostasia. O ecumênico não tem fé (certa ou errada), sua única certeza é a utopia. A fé é alimentada pela afirmação e negação. Esses são dois grandes alicerces dela.


Escrito por Rodrigo Maximo.

Afinal, isto é desconhecimento da verdade ou desobediência pura?

sexta-feira, 18 de março de 2011

5 comentários


Salve Maria!

Dada a soberba dos homens e também ao desejo de se igualar a Deus, muitos se acham dignos de receberem a Santa Eucaristia em pé e pelas suas próprias mãos!

Alegando que as mãos são membros do corpo da mesma forma que a língua, esquecem que a língua é o órgão do corpo humano trono da Verdade, ou pelo menos deveria ser! Nela o sacerdote deposita a Plenitude da Verdade que é Cristo; para a partir daí, nós sustentados por Ele usemos este órgão somente para glória de Deus!

"Por reverência a este sacramento [a Santa Eucaristia], nada o toca a não ser o que é consagrado; por isso o corporal e o cálice são consagrados, e, da mesma forma, as mãos dos sacerdotes para tocar este Sacramento". - São Tomás de Aquino (1225-1274); Suma Teológia, Pars III, Q.82, Art. 3, ad 8)



"O fato de só os padres darem a Santa Comunhão com suas mãos consagradas é uma Tradição Apostólica." - Infalível e Dogmático Concílio de Trento (1545-1565)


"Tocar as espécies sagradas e distribuí-las com suas próprias mãos é um privilégio dos ordenados [sacerdotes]". - Papa João Paulo II; Dominicae Cenae, sec. 11.


"Aquele que O come e O bebe sem distinguir o Corpo do Senhor, come e bebe a sua própria condenação." I Cor 11, 29.





 

Por que passar pela privação do JEJUM?

quarta-feira, 9 de março de 2011

2 comentários

Salve Maria!

A Quaresma é uma grande graça de Deus, é um convite para exercícios espirituais, e deles quero falar hoje sobre o JEJUM. Como diz São Basílio, na homilia do quarto domingo da Quaresma, "o jejum merece todos os elogios". Com efeito, ele alivia o peso da carne, dá à alma como que asas para mais facilmente elevar-se a Deus. Pelo jejum, nos privaremos de alguma coisa. Mas é preciso saber que o jejum não consiste tão-somente na privação. 

Ora, privamos o corpo da refeição para que a alma goze de Deus. Toda alma que tem amor pelo jejum compreende o que digo. Os mundanos não compreenderão nada, antes acharão uma perda de tempo!

Um atleta não sairia correndo por vários quilômetros no seu primeiro dia de treinamento, claro que não! O condicionamento físico vem aos poucos e somado a muita perseverança. Também nosso espírito precisa deste treinamento para que possa vencer suas "provas"; e não há treinamento melhor a ele que o jejum! Sim, controlando a carne podemos com mais facilidade caminhar rumo às virtudes, e delas para a santidade!

A Quaresma é este tempo de treinamento para o espírito, onde a carne e seus impulsos são controlados e afirmo sem medo de estar exagerando que, quem deseja ser reto e casto em seu estado, mas não pratica o jejum, com certeza terá mais dificuldade em permanecer fiel a este propósito. De forma que, quem deseja eliminar algum vício da carne e não recorre ao jejum, também fracassará em sua boa intenção!

Vejamos então o grande gozo que nos trará esta privação de algum alimento, ou de refeições. Encontraremos no jejum a força necessária para sermos verdadeiramente firmes e retos; também encontraremos um maior domínio de nossas vontades, assim não ficaremos a mercê da carne e sim ela favorável ao espírito!

Quando falamos de jejum, a oração deve vir imediatamente a nossa mente; quando falamos de oração, de igual modo o jejum deve ser associado em nossa mente. Isto porque estes dois meios de comunicação com Deus estão intimamente relacionados. É por isso que Cristo, quando seus discípulos tentaram em vão libertar um jovem dos espíritos malignos que o atormentavam, apontou este duplo meio, a oração e jejum, como a mais poderosa arma que o ser humano tem contra o diabo. «Este tipo de demônio não pode ser expulso senão por meio da oração e do jejum» (Mc 9, 29) 

MORO NUM PAÍS TROPICAL!

sexta-feira, 4 de março de 2011

0 comentários

 
"Moro num país tropical, abençoado por Deus e bonito por natureza (...) em fevereiro tem carnaval!" (País Tropical - música de Jorge Ben Jor)

Um país tropical onde a pureza é pisoteada; onde o pudor é matéria de escárnio; onde a inocência é violentamente maculada!

Onde a folia insana e profana é idolatrada, sejam nas avenidas, clubes, praias e até mesmo em alguns "retiros" espirituais, afinal é carnaval!!!

Será mesmo que o Brasil está sendo digno de receber bençãos de Deus???

Agora por estes dias veremos um desfile de imoralidades, verdadeiras aberrações no cio. Piores serão as consequências deste apogeu do inferno: quantas mortes, quantas doenças alastradas, quantos abortos virão???

Sem falar no peso do pecado e condenação que cairá sobre a sociedade! 


Talvez o Brasil ainda seja bonito em suas paisagens, em sua natureza, mas em relação aos homens criados imagem e semelhança de Deus esta beleza está deformada. Porque simplesmente não há beleza em escarnecer a Deus!

Deixo para reflexão deste dia um texto de São Afonso Maria de Ligório:

Santo Afonso Maria de Ligório e o carnaval


“Por este amigo, a quem o Espírito Santo nos exorta a sermos fiéis no tempo da sua pobreza, podemos entender que é Jesus Cristo, que especialmente nestes dias de carnaval é deixado sozinho pelos homens ingratos e como que reduzido à extrema penúria. Se um só pecado, como dizem as Escrituras, já desonra a Deus, o injuria e o despreza, imagina quanto o divino Redentor deve ficar aflito neste tempo em que são cometidos milhares de pecados de toda a espécie, por toda a condição de pessoas, e quiçá por pessoas que lhe estão consagradas. Jesus Cristo não é mais suscetível de dor; mas, se ainda pudesse sofrer, havia de morrer nestes dias desgraçados e havia de morrer tantas vezes quantas são as ofensas que lhe são feitas.

É por isso que os santos, a fim de desagravarem o Senhor de tantos ultrajes, aplicavam-se no tempo de carnaval, de modo especial, ao recolhimento, à penitência, à oração, e multiplicavam os atos de amor, de adoração e de louvor para com o seu Bem-Amado. No tempo do carnaval, Santa Maria Madalena de Pazzi passava as noites inteiras diante do Santíssimo Sacramento, oferecendo a Deus o sangue de Jesus Cristo pelos pobres pecadores. O Bem-aventurado Henrique Suso guardava um jejum rigoroso a fim de expiar as intemperanças cometidas. São Carlos Borromeu castigava o seu corpo com disciplinas e penitências extraordinárias. São Filipe Néri convocava o povo para visitar com ele os santuários e realizar exercícios de devoção. O mesmo praticava São Francisco de Sales, que, não contente com a vida mais recolhida que então levava, pregava ainda na igreja diante de um auditório numerosíssimo. Tendo conhecimento que algumas pessoas por ele dirigidas, que se relaxavam um pouco nos dias de carnaval, repreendia-as com brandura e exortava-as à comunhão frequente.

Numa palavra, todos os santos, porque amaram a Jesus Cristo, esforçaram-se por santificar o mais possível o tempo de carnaval. Meu irmão, se amas também este Redentor amabilíssimo, imita os santos. Se não podes fazer mais, procura ao menos ficar, mais do que em outros tempos, na presença de Jesus Sacramentado ou bem recolhido em tua casa, aos pés de Jesus crucificado, para chorar as muitas ofensas que lhe são feitas.

O meio para adquirires um tesouro imenso de méritos e obteres do céu as graças mais assinaladas, é seres fiel a Jesus Cristo em sua pobreza e fazer-lhe companhia neste tempo em que é mais abandonado pelo mundo. Como Jesus agradece e retribui as orações e os obséquios que nestes dias de carnaval lhe são oferecidos pelas suas almas prediletas!” (Meditações).