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Rcp (protestante)

sábado, 5 de novembro de 2011

1 comentários
Enviada em: 07/09/2004
Local: Alagoinhas - BA,
Religião: Protestante
Idade: 16 anos
Escolaridade: 2.o grau em andamento
Profissão: Estudante
SHALON ADONAY!!!

COMO VC DIZ SER UM PROFUNDO DEFENSOR DA SANTA IGREJA CATÓLICA,E É CONTRA O MOVIMENTO QUE TEM LEVANTADO OS FIÉIS E É QUE APROVADO PELO PAPA. UMA VEZ FUI A UM CULTO DA RCC NA MINHA CIDADE E NÃO CONSEGUIR DISTINGUIR DO CULTO DA MINHA IGREJA(PROSTENTANTE) QUE ACONTECEU DE MANHÃ. AS PESSOAS CHEGAM DE BÍBLIA NA MÃO, DÃO "A PAZ DO SENHOR,IRMÃO",ORAM EM VOZ ALTA,CANTAM,DANÇAM E FALAM EM LÍNGUAS.A IGREJA TEM USADO PRÁTICAS PROTESTANTES PARA CONSEGUIR VIVER.O QUE VC VAI RESPONDER SE VOCÊ É UM DEFENSOR DA IGREJA EM SUA TOTALIDADE, TODA A IGREJA CATÓLICA DAQUI DA CIDADE ESTÁ ENVOLVIDADE DIRETA OU INDIRETAMENTE COM A RCC. ISSO REPRESENTA ALGUM PERIGO PARA A IGREJA?POIS TODA A CÚPULA ACEITA A RCC. E TAMBÉM GOSTARIA DE SABER SE VC APOIA O ENVOLVIMENTO DE CANDOBLECISTAS NA IGREJA, POIS AQUI NA BAHIA É COMUM SE VER A PARTICIPAÇÃO DELES NAS REUNIÕES.
VALEU!!!DEUS TE ABENÇOE...

RESPOSTA

Caro Glauber, salve Maria!
    Obrigado por seu testemunho contra a RCC, pois, sendo um protestante, você nos revela que:

"UMA VEZ FUI A UM CULTO DA RCC NA MINHA CIDADE E NÃO CONSEGUIR DISTINGUIR DO CULTO DA MINHA IGREJA(PROSTENTANTE) QUE ACONTECEU DE MANHÃ. AS PESSOAS CHEGAM DE BÍBLIA NA MÃO, DÃO "A PAZ DO SENHOR,IRMÃO",ORAM EM VOZ ALTA,CANTAM,DANÇAM E FALAM EM LÍNGUAS". 

    Seu testemunho nos revela de uma maneira bem simples como este movimento herético protestantóide que é a RCC não se distingue dos cultos protestantes.

    Qualquer um que pesquise um pouco de história vai perceber que a Igreja, desde seu início, sempre sofreu ataques de heresias. Porque nosso tempo seria diferente? Arianismo, pelagianismo, jansenismo, modernismo, a RCC, não passam de algumas tentativas do "inimigo" perverter a santidade da obra de Deus.
    Pode-se entender que a RCC é hoje um câncer para a Igreja, e o câncer tende a se alastrar nos organismos debilitados.

    A RCC e o protestantismo, meu caro, não são o remédio para a Igreja, mas sim a doença. Só mesmo num século louco como este para se pensar que a arvoré má do protestantismo pode dar bons frutos. Contudo, não tememos que a Igreja seja destruida pelo Câncer protestante, pois Nosso Senhor nos prometeu, ao fundar a Igreja sobre Pedro, que "As portas do  inferno  não prevalecerão contra ela" (Mateus, 16:18).

Auxilium Christianorum, ora pro nobis
Paulo Sérgio R. Pedrosa

Missa Tridentina x Missa de Paulo VI ( Missa moderna)

terça-feira, 1 de março de 2011

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Nome: Marco Antonio Sete Inácio
Enviada em: 17/10/2005
Local: Varginha - MG, Brasil
Religião: Católica
Idade: 25 anos
Escolaridade: 2.o grau concluído
Profissão: Designer Gráfico

A paz de Cristo, amigo da Montfort!
Tenho 25 anos e gostaria muito de, algum dia, assistir a Missa Tridentina.
Que Deus me dê esta graça!
Gostaria que vocês fizessem um paralelo entre a atual Missa e a Missa de sempre, sublinhando suas diferenças e semelhanças.
Um grande abraço de vosso aluno!


RESPOSTA

Prezado Marco Antonio, salve Maria!
Agradeço seu e-mail que revela seu amor à Igreja e tenha a certeza de que Deus muito o abençoa por isso.
Desde já o convido a assistir à Missa de S. Pio V que é celebrada todos os sábados, ao meio dia, em uma paróquia de S. Paulo.

Quanto à sua solicitação [“paralelo entre a atual Missa e a Missa de sempre, sublinhando suas diferenças e semelhanças” ] tentarei fazer um pequeno, simples e preliminar resumo comparativo, pois o tema é muito profundo e amplo para ser tratado numa simples carta.

Antes, porém, informo que no site MONTFORT há artigos e cartas sobre a Missa, além do ”Catecismo da Missa” que, embora ainda incompleto, vale a pena ler para começar a entender o profundo significado de “SACRIFÍCIO”, desde o Antigo Testamento.
Cronologicamente, é necessário ler primeiro a Bula “Quo primo tempore” de S. Pio V, de 14 de julho de 1570 para saber o grau de severidade com que aquele Santo Papa advertia a quem viesse a atentar contra o disposto por ele na liturgia da Santa Missa, ou seja viesse a mudar aquele Ordo.

Por outro lado, em 25 de setembro de 1969, pouco antes do início do Novo Ordo de Paulo VI, o cardeal Alfredo Ottaviani, Prefeito do Santo Ofício (antigo nome da Congregação da Doutrina da Fé, de hoje) e o Cardeal Antonio Bacci enviaram àquele Papa uma carta intitulada “Breve exame crítico do Novus Ordo Missae” em que mostravam ao Papa como a “Nova Missa”, “considerada nos detalhes como no conjunto, representa um impressionante afastamento da teologia católica da Santa Missa”, se aproximando das posições dos protestantes.

Além disso, é bom saber que da Comissão da Liturgia formada por Paulo VI para preparar o NOVO ORDO participaram seis pastores protestantes, tendo um deles declarado, ao final, que não via inconveniente algum para os protestantes assistirem aquela nova Missa. Saliento que o próprio Mons. Bugnini, secretário da Comissão que reformou a Liturgia, confessa que os pastores foram "ouvintes" na reforma, embora ele negue que tivessem tido participação ativa. Se assim foi, o que afinal estariam eles fazendo lá?.. E por que a NOVA MISSA saiu tão protestantizada, como afirmaram os Cardeais Ottaviani e Bacci?

Para se fazer um paralelo, mesmo simples e incompleto da Missa de S. Pio V, e a Missa de Paulo VI, é bom partir da definição de “MISSA”, de ambos os ritos.

Segundo o Concílio de Trento – Missa de S. Pio V - a MISSA é a renovação incruenta do Sacrifício do Calvário, oferecida a Deus por um sacerdote em nome dos fiéis, e que, ao pronunciar as palavras da Consagração, ‘empresta’ a sua voz a Nosso Senhor (o faz na PESSOA DE CRISTO - “IN PERSONA CHRISTI”). Na realidade, é CRISTO NOSSO SENHOR e ÚNICO SACEDOTE que celebra a Missa, pois só Ele pode dizer “ISTO É O MEU CORPO.... ISTO É O MEU SANGUE”.

Daí resulta que a Missa de S. Pio V é celebrada sobre um ALTAR (próprio para “SACRIFÍCIO” a Deus), por um sacerdote, voltado para Deus e de costas para o POVO, ou seja, o sacerdote, representando o povo diante de Deus, fala voltado a Deus, dando as costas aos seus representados... não tem cabimento um representante de um grupo qualquer dirigir-se a um superior voltado ao próprio grupo, dando as costas ao superior!...

Eis a definição da Nova Missa de Paulo VI (Item 7 do documento “Institutio Generalis Missalis Romani”):

“A Ceia do Senhor ou Missa é a sagrada sintaxe ou assembléia do povo de Deus que se congrega, presidida pelo sacerdote, para celebrar o memorial do Senhor. Por isso, de maneira toda particular, vale para a reunião local da Santa Igreja a promessa de Cristo: “Onde dois ou três estão congregados em meu nome, ali estou eu no meio deles”.

Como você pode notar, nesta definição, Paulo VI apresenta MISSA como sinônimo de CEIA, e a define como ASSEMBLÉIA DO POVO – a ser PRESIDIDA pelo sacerdote -- para celebrar o MEMORIAL, ou seja, “lembrança” do Senhor.

Conseqüentemente, por se tratar de CEIA, o ALTAR foi substituído por MESA (condenado por Pio XII em 1947 na encíclica Mediator Dei); e como ela é a ASSEMBLÉIA DO POVO DE DEUS, o sacerdote só a PRESIDE, voltado para o próprio POVO...e na língua deste. É o POVO que a celebra. E tudo se resume numa festa, chegando aos violões, batuques e danças que vemos hoje.

Mas, a parte mais importante é que falta a essa definição qualquer referência a SACRIFÍCIO, principalmente à PROPICIAÇÂO, isto é, a satisfação que na Missa Nosso Senhor Jesus Cristo presta pelos pecados dos homens.
Só para completar, no Santo Sacrifício da Missa distinguem-se os quatro componentes de um verdadeiro sacrifício feito a Deus: Adoração; Ação de Graças; Propiciação e Impetração.
O aspecto PROPICIATÓRIO da Missa é negado pelos protestantes e o Novo Ordo se omite quanto a este ponto fundamental.

Fundamentadas naquelas definições seguem-se as orações, gestos e comportamento do sacerdote celebrante e dos fiéis na Missa de S. Pio V – como das proclamações, gestos e comportamento do presidente da assembléia, e desta, na Missa de Paulo VI.

Caso você queira se aprofundar em seus estudos, seria bom ler aqueles documentos que citei.

Continuo sempre ao seu dispor rezando para que um dia você tenha a graça de participar da celebração do Santo Sacrifício do Calvário.

Que Deus o abençoe.

In corde Iesu semper
Marcelo Fedeli

Questões Protestantes!

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

3 comentários

Por que dizer "Salve Maria" e não "Salve Jesus"???

PERGUNTA

Nome: Paulo
Enviada em: 02/12/2000

Por favor, não se preocupe se sou a favor ou contra a Igreja Católica Romana, se sou protestante ou evangélico. Não tenho ódio do Papa ou dos católicos, pois fui batizado, me casei e batizei minha única filha na Igreja Católica Romana.

Todavia, não tenho encontrado respostas para muitos dos meus questionamentos dentro da Igreja Católica. Por exemplo: certa ocasião, li que o Papa condenava o sexo apenas como uma forma de prazer mesmo dentro do casamento, como se sexo fosse pecado. Eu gostaria de saber se este posicionamento do Papa é verdadeiro. Caso seja verdadeiro, todas os jovens casados que não desejam ter filhos, estão em pecado.

Vou contar, rapidamente, minha experiência com Deus. No mês de setembro/99, descobri que estava com câncer (leiomiossarcoma). Hoje, eu deveria estar morto, segundo a opinião de um oncologista. Contudo, pedi a Deus, em nome de Jesus, a minha cura. Deus atendeu ao meu pedido e, hoje, estou completamente curado (embora para a medicina a cura de um câncer seja reconhecida somente após 5 anos). A partir daí, passei a procurar a comunhão com Deus todos os dias; hoje, leio a Palavra de Deus diariamente, e vejo que existem diversas contradições na tradição Católica. Por exemplo:

1. o Sr. escreve: "salve Maria"; eu pergunto: por que não "salve Jesus"? - afinal, foi Ele quem morreu por todos nós.
2. Por que recorremos a pessoas mortas (santos)? isto não é necromância?
3. Li os seus comentários sobre o uso de imagens, mas, na prática, as pessoas terminam adorando às imagens (eu mesmo já beijei imagens). Por que a Igreja concordou com a vinda da imagem de Fátima de Portugal, como se aquela imagem tivesse poderes sobrenaturais?
4. Por que a Igreja atribui poderes sobrenaturais aos restos mortais de alguns Santos (trouxeram uma costela de Santo Antônio a Brasília e muitas pessoas fizeram pedidos àquela costela); isso não é idolatria?
5. Certa ocasião, alguém comentou que São Jorge nunca existiu. Isto é verdade? Caso seja verdadeiro, por que a Igreja continua aceitando a veneração a São Jorge?
6. li seu artigo sobre a Bíblia. Contudo, achei curioso o Sr. comentar que Cristo não mandou distribuir Bíblias...Já existiam Bíblias impressas na época de Cristo? As pessoas comuns sabiam ler naquela época?
7. Por que o purgatório não é citado de forma clara na Bíblia? Quando a Egreja passou a aceitar a existência do purgatório?
8. Por que Jesus não exaltou a Virgem Maria? - li seus comentários sobre Maria; acho que todos os cristãos devem respeitar a Maria como a mãe de Jesus na Terra; mas ela continua tendo o status de mãe no Céu? Muitas vezes Maria é colocada acima de Jesus dentro da Igreja Católica.
9. Por que a Igreja não condena, abertamente,a veneração ao Padre Cícero?

Por favor, perdoe o grande número de perguntas. Contudo, reconheço a seriedade de seu trabalho e não posso perder a oportunidade de tentar tirar minhas dúvidas. Creio que se os padres estivessem tão motivados e preparados como o Sr., a Igreja Católica não perderia tantos fiéis.
Concluindo, eu gostaria de deixar registrado que considero o seu "site" excelente!
Atenciosamente. Paulo Costa Vieira.

RESPOSTA

Muito prezado Paulo, Salve Maria.
Recebi com prazer sua carta e lhe agradeço a confiança que sua mensagem revela.
Tomara Deus que você permaneça sadio por muitos e muitos anos, em plena saúde. Deus é bom, sabe nos guardar do mal e até tirar de um mal - como uma doença grave - um bem para nossas almas.

1- Se começo com "salve Maria" e não com "salve Jesus" é porque Nosso Senhor é o Salvador, e não necessita de salvação. Maria Santíssima, como todos os homens, teve que ser salva pelos méritos de Cristo. Por isso o anjo disse a ela: "Deus te salve, Maria, o Senhor é contigo" (Luc. I). Agora, ela já está salva e a saudação passou a ser apenas um cumprimento.

Propriamente seria absurdo dizer: "Salve Jesus", pois estaríamos dizendo que Ele precisou de salvação, quando, de fato, Ele é o único Salvador, embora se pudesse dizer - como cumprimento e expressão de glorificação "Viva Cristo" - conquanto Ele esteja de fato vivo eterrnamente.

Sua preocupação em que se saúde a Cristo, em vez de Maria, é de influência protestante e supõe que o Filho se irrite ou se zangue enciumado porque louvam a sua Mãe. Isso é absurdo. Nenhum filho se ofende porque se cumprimente sua mãe. O oposto é que é verdade: cumprimentar o filho deixando a mãe de lado é que é ofensivo. Ninguém tem a Deus por pai se recusa ter Maria por mãe.

2- Necromancia é indagar dos mortos informações especialmente sobre o futuro. Isso foi condenado inúmeras vezes pela Sagrada Escritura. Ora, o próprio Moisés roga a Deus pelo povo, através dos méritos de Abraão, Isaac e Jacó (Ex. XXXII 7-15). Os santos são intercessores nossos junto a Deus e não fornecedores de informações, como se pretende obter pela necromancia.

3- Beijar uma imagem não é ato de adoração. Se você beijar a imagem (a fotografia) de sua filha ou de sua esposa você não estará dizendo ou significando que as considera deusas. Espanta-me que você tenha caído num erro tão grosseiro. Isso só se explica pela má leitura que você está fazendo da Bíblia, sem orientação alguma e com clara influência protestante. Por que você não procura ler as obras dos grandes Padres da Igreja explicando a Sagrada Escritura? (Padres da Igreja são os grandes doutores que vieram após os Apóstolos).

4- Venerar as relíquias dos santos não é idolatria coisa nenhuma. Leia o que aconteceu quando jogaram um cadáver sobre os ossos do Profeta Eliseu. O morto ressuscitou. Isso está na Escritura (Cfr.IV Reis XIII, 20-22). Se os ossos de Eliseu fizeram milagres, porque não pode Deus fazer milagres através das relíquias de outros santos? E você sabe que a hemorroíssa tocando a roupa de Cristo foi curada. E a roupa de Cristo não era divina. Se Deus permitiu que até a roupa de Cristo fizesse milagres, por que não os faria pelos ossos dos seus santos? Você vê, meu caro Paulo, que tudo o que você acusa contra a Igreja é justificado por uma leitura correta das escrituras. Repito: você está lendo a Bíblia com os óculos de protestante.

5- Sua pergunta sobre São Jorge indica que você não tem Fé na única Igreja de Cristo - que é a Igreja Católica Apostólica Romana. E Cristo disse: "Quem vos ouve a Mim ouve" (Luc. X , 10). Se a Igreja afirma que existiu São Jorge, ele existiu mesmo, porque a Igreja não pode se enganar nem nos enganar, visto que Cristo prometeu estar com ela até o fim dos tempos.

A confusão sobre São Jorge se originou porque o Papa Paulo VI ordenou retirar do Missal os santos dos quais não havia um registro histórico documental escrito, isto é, aqueles que só eram conhecidos pela tradição. Isso não significa que eles não tivessem existido. Paulo VI fez isso - lamentavelmente - para evitar polêmicas históricas. Mas seu ato só aumentou as polêmicas.

A tradição tem valor histórico. O documento escrito muitas vezes é falso. Quantos, por exemplo, não têm documento escrito de que serviram o exército e, na verdade, "quebraram o galho"? Quantos não têm registro de nascimento numa data e local, e sabem - pela palavra de seus pais - que nasceram de fato em outro local e em outra data?

6- No tempo de Cristo nem os Evangelhos estavam escritos. Mas havia Bíblias escritas a mão e não impressas (Graças a Deus!). Muitas pessoas, entre os judeus, sabiam ler. Muitas outras, não. Por isso os judeus eram exortados a ouvir a palavra de Deus. Hoje, muitos sabem ler, isto é, sabem juntar as letras, e pensam que sabem realmente ler.
A Bíblia é um livro extremamente difícil, que poucas pessoas sabem ler. Por isso, a própria Bíblia nos adverte contra a pretensão de lê-la. Nos Atos dos Apóstolos, o eunuco da Rainha de Candace diz: "Como poderei entender (Isaías) se ninguém me explica? "(Cfr Atos VIII,21).

7- De novo, sua dúvida protestante contra a Igreja. Se a Igreja não pode ensinar, quem vai nos explicar o que está na Bíblia? Cada um vai entender de um jeito o que Deus revelou. O resultado será a multiplicação de seitas. Quantas seitas protestantes existem, cada uma julgando-se a certa e condenando as demais? Foi por isso que Cristo deu o poder de interpretar a Escritura somente a Pedro.

O purgatório se deduz do que ensina a Escritura. Não está escrito que o justo peca sete vezes por dia? (Prov. XXIV - 16). Se ele é justo, como peca? Se peca, como é justo? Isso é possível porque há pecados que não fazem perder a justiça. São os pecados leves ou veniais.
Lutero, e os protestantes depois dele, afirmam que todos os pecados são iguais, que não há pecados mortais e pecados veniais como sempre a Igreja ensinou.
Ora, Cristo mesmo distinguiu pecados maiores e menores. "Quem me entregou a ti cometeu pecado maior", disse Ele a Pilatos (Jo XIX,11).

Também Cristo disse que alguns pecados não seriam perdoados nem neste mundo nem no outro. Logo, há pecados que podem ser perdoados no outro mundo, que são os pecados veniais.

Cristo disse também que certas ofensas seriam punidas de tal modo que não se sairia da punição até ter pago o último quadrante (Cfr. Mt V,26). Logo, há um lugar em que se é punido e depois perdoado, enquanto que o inferno é eterno: "Ide malditos para o fogo eterno... (Mt. XXV 41).
Finalmente o segundo livro dos Macabeus afirma: "É, logo, um santo e saudável pensamento orar pelos mortos, para que sejam livres de seus pecados" (II Mac. XII,46).

É claro que Lutero não podia aceitar isso que contrariava a sua doutrina. Por isso, ele considerou o Livro dos Macabeus como não inspirados. Apesar disso, o próprio Lutero ora admitiu o purgatório, ora o negou, acabando por negá-lo definitivamente.
Entretanto, mesmo entre os protestantes, hoje, há quem admita o purgatório (Exemplo, alguns Metodistas).

O Dr. Karl Von Hase, em seu livro "Handbuch der Protestant Polemik", 335, afirma que "a maior parte dos moribundos são bons demais para irem ao inferno, porém ruins demais para o céu". Exatamente como eu e você.
A Igreja sempre ensinou que existe o purgatório, porque a Igreja não pode errar.
Em vez de acreditar no que você entende, creia na Igreja. Ter Fé é crer no que Cristo disse e a Igreja ensina. Quem crê em seu próprio entendimento não tem Fé.

Recomendo-lhe que leia o livro de Lúcio Navarro, Legítima Interpretação da Bíblia, editado em Recife, pela Campanha de Instrução Religiosa Brasil - Portugal em 1958, de onde tirei alguns dos argumentos que lhe passei. Esse livro lhe faria bem. Maior bem ainda você obteria se rezasse a Nossa Senhora pedindo-lhe a graça da Fé.

8- Nossa Senhora é Mãe de Deus - "a mãe do Senhor " como se lê em São Lucas I, 43. E ela continua - evidentemente - sendo a Mãe de Deus. Sua mãe não continuará sendo sua mãe mesmo depois que você e ela morrerem? Sua dúvida é de espantar e mostra como a falta de Fé na Igreja leva a confundir as coisas mais óbvias.
Sobre Nossa Senhora, peço-lhe que leia o que escrevi contra o escorpião da Lagoinha, o Pastor Saul da Lagoinha. Recomendo-lhe ainda mais dois livros fundamentais: a) As glórias de Maria, de Santo Afonso Maria de Ligório; b) o livro "Tratado da Verdadeira a Nossa Senhora", de São Luís Grignion de Montfort. Lá você aprenderá a necessidade da devoção a Nossa Senhora para ir ao céu. Porque ninguém tem a Deus por Pai, se não tem a Maria por Mãe.

9- A "devoção" ao Padre Cícero não é aprovada pela Igreja, e esse Padre jamais será beatificado ou canonizado. O que se presta a ele é somente fanatismo, jamais aprovado oficialmente pela Igreja. Se algum padre permite algo nesse sentido, de fanatismo, o faz sob sua responsabilidade e não com a aprovação da Igreja Católica.

10- Por fim, meu caro Paulo, tenho que agradecer suas palavras finais de elogio ao site Montfort.

Desejo ainda que neste próximo Natal você encontre a Fé ao encontrar o Menino Jesus "com Maria, sua Mãe" (Mt. II, 11).
In Corde Jesu et Mariae, semper, Orlando Fedeli.

Salve Maria!

Sobre esta saudação gostaria de pegar o gancho deste artigo e dizer também que, da mesma forma que Santa Isabel saúda a Santíssima Virgem abismada com a honra de receber em sua casa a Mãe do seu Senhor; assim, nós saudamos a todo instante a Santíssima Virgem, porque sabemos que ela nos traz sempre a Salvação! Também gosto muito de dizer "Salve Maria" porque desta forma convido minha Senhora a estar presente em todas as coisas que faço!

Fiquemos com Deus!

Justiça x Misericórdia

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

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Nome: Ricardo
Enviada em: 29/09/2004
Local: Brasília - DF,
Religião: Católica
Idade: 37 anos
Escolaridade: Pós-graduação incompleta
Profissão: Administrador

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Louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo.

Certa vez ouvi em uma homilia que uma santa mística, que tinha locuções interiores com Jesus Cristo, perguntou a Ele o que ocorrera com Judas, que entregou Cristo aos sumos sacerdotes. Jesus então teria respondido a essa santa: "Minha filha, não lhe digo o que ocorreu com Judas para que a humanidade não abusa da Misericórdia de Deus."

Entretanto, o livro A Fé Explicada, de Leo Trese, diz que a morte fixa a alma no estado em que se encontra. Assim, mesmo que alguém tenha dedicado a vida inteira a Igreja mas, no momento de sua morte estava em pecado, sua alma se fixa nesse estado e vai para a danação eterna.
Diante destas duas idéias que a meu ver parecem opostas, mas que falam sobre a Justiça e a Misericórida de Deus, gostaria de saber em que proporção Deus atua com misericórdia ou justiça em uma pessoa que, no momento da sua morte, se encontra em situação de pecado, afastada de Deus.

Abraço fraternal.
Ricardo.

RESPOSTA

Muito prezado Ricardo,
salve Maria!

Você me faz uma pergunta que só Deus poderia responder:
"gostaria de saber em que proporção Deus atua com misericórdia ou justiça".
Entretanto, se é impossível responder com exatidão matemática ao que você me pergunta, é possível esclarecer um tanto a questão.

Antes de tudo, preciso dizer-lhe que a citação que você faz de uma vidente é completamente contrária ao que diz o Evangelho. Com efeito, à tal vidente, Jesus teria respondido a respeito de Judas:"Minha filha, não lhe digo o que ocorreu com Judas para que a humanidade não abusa da Misericórdia de Deus."
Ora, dizendo que não poderia responder, na realidade, Cristo teria deixado bem claramente insinuado que Judas se salvou. E isso vai contra o que está escrito sobre Judas: "E não perdi nenhum deles, a não ser o filho da perdição" (Jo. XVII, 12).
Contrariando o que diz o Evangelho, concluo que essa revelação que você cita é falsa.

Também a frase em que você me diz : -- "alguém tenha dedicado a vida inteira a Igreja mas, no momento de sua morte estava em pecado, sua alma se fixa nesse estado e vai para a danação eterna" --. deveria ser corrigida, porque ela imagina Deus como Ele não é.
Claro que uma pessoa que morra em pecado mortal é condenada eternamente. Mas a hipótese levantada de que Deus permita quem viveu sempre bem, acabe morrendo em pecado, distorce a realidade, pois supõe que Deus não socorra com graças quem viveu sempre bem, o que, de certa forma, transformaria a salvação numa espécie de loteria.

Ora, o ditado afirma que "talis vita, mortis ita" -- tal vida tal morte -- ´´e natural que uma pessoa que viveu bem, morra em estado de graça. É bem possível que uma pessoa que viveu mal, morra mal.

Mas, mesmo quem viveu mal, é socorrido pela graça de Deus e pode se converter na última hora, como aconteceu com o bom ladrão. E as conversões de última hora devem ser muito mais numerosas do que se pensa, pois Deus, que é infinitamente misericordioso, leva em conta muitos fatores que os homens desconhecem. Nosso Senhor deixou envolta em mistério essa questão que você me coloca, porque, poderíamos ou abusar da misericórdia divina, ou cair em desespero.

Não exageremos a justiça de Deus, fazendo-a em nossa escalão, dura demais e sem misericórdia; e não deformemos a sua misericórdia infinita transformando-a em moleza blasfema.

Deus não é carrasco. Deus não é permissivista. Mas é nosso Pai infinitamente misericordioso, porque é infinitamente justo. Confiemos em sua misericórdia infinita, sem abusar de sua justiça.

In Corde Jesu, semper,
Orlando Fedeli

A Colegialidade combate o papado

domingo, 12 de dezembro de 2010

2 comentários

Orlando Fedeli

Um dos pontos que causou maior divisão nos debates do Vaticano II foi o da Colegialidade. Com razão de sobra a minoria dos Bispos, fiéis à doutrina de sempre, se opôs à tese da Colegialidade tal como foi exposta na Lumen gentium: "o supremo poder na Igreja teria sido dado por Cristo ao Colégio Apostólico e não somente a Pedro."


Esse gravíssimo erro contra a Fé fora exposto por Justinus Febronius (Johann Nikolaus von Hontheim) em livro dedicado a Clemente XIII. Seus erros foram condenados especialmente por Pio VI, no Breve “SUPER SOLITATE PETRÆ”, de 28 de Novembro de 1786.


A Colegialidade foi aprovada no Vaticano II, porque a minoria fiel se deixou embair por uma Nota Prévia, posta incrivelmente no final do documento, NOTA à qual jamais se deu importância e nem jamais se levou em conta. Pudera ! Uma NOTA PRÉVIA acrescentada no final de um documento...
O resulatdo é que a Colegialidade foi posta em prática na Igreja, nivelando os Bispos ao Papa; nas dioceses, nivelando o Bispo aos Padres; e enfim, nas paróquias, nivelando Padres e leigos. Desse modo, o Vaticano II atendeu à exigencia da Maçonaria – dos Homens de Boa Vontade—de democratizar a Igreja.


Hoje, a Colegialidade é o meio a que recorrem os Bispos para não obedecerem ao que ordena o Papa Bento XVI. João Paulo II mandou colocar confessionários na igrejas. Praticamente ninguém o obedeceu.
Bento XVI mandou trocar, na Consagração do vinho, o “por todos” pela tradução correta -- “por muitos”--exatamente como Jesus disse na fórmula da consagração do vinho. Ninguém atendeu à ordem de Bento XVI.
O Papa, por meio do Motu Proprio Summorum Pontificum, mandou liberar a celebração da Missa de sempre (Tridentina) qualquer padre podendo rezá-la sem precisar pedir permissão aos Bispos.
Os Bispos se opõem teimosamente a obedecer a essa ordem do Papa, exigindo condições que o Papa não colocou, como a de que os que pedem a Missa de sempre deveriam saber latim. É o que insistem em dizer, no Brasil, entre outros, o Arcebispo de Ribeirão Preto, Dom Joviano, que preside a Comissão de Liturgia da CNBB; Dom Bruno Gamberini, Arcebispo de Campinas; e Dom Vilson Dias de Oliveira, Bispo de Limeira, que até Missa afro celebrou. (Será que ele conhece o Yoruba? ). E Dom Vilson alegou que age assim porque o Núncio Apostólico no Brasil o aconselhou a fazer isso...


Será verdade?...


Isso comprometeria gravemente o próprio Núncio Apostólico. Bento XVI criou o Instituto do Bom Pastor com o direito de celebrar exclusivamente a Missa de sempre (Tridentina). Os Bispos, especialmente os da França, oposuseram-se duramente ao IBP.
Agora, Bento XVI levantou a excomunhão que pesava sobre os quatro Bispos da Fraternidade São Pio X.
Uma furiosa tempestade foi montada, aproveitando as desastrosas e absurdas declarações de Dom Williamson, para sabotar o perdão concedido aos Bispos de Dom Lefebvre. E quanto mais um Bispo se mostra ecumênico para com os piores hereges, mais radicalmente ele se oporá à FSSPX e ao Papa que dela se aproximou.


Mais recentemente, Bento XVI “ousou” nomear um sacerdote anti modernista como Bispo auxiliar de Linz, na Áustria. Nova tempestade foi desencadeada pelos Bispos da Áustria liderados pelo Cardeal de Viena. A oposição foi tal que o padre colocou sua nomeação episcopal nas mãos do Papa. E essa nomeação infelizmente foi revogada. Só pode ser nomeado Bispo quem as Conferênias Episcopais e sua claque aprovarem. Quem agora nomeia, então, os Bispos é o Papa... desde que sua escolha agrade os modernistas.


Neste ano, a Maçonaria comemora internacionalmente o centenário do evolucionista Darwin, cujas teorias foram já completamente desbaratadas -- ou desmacacadas -- pela ciência. Por incrível que pareça, Cardeais da Cúria organizaram um Congresso Internacional no Vaticano para discutir a teoria darwinista e tentar provar que ela é “harmônica” com a doutrina da Igreja, tal como a expõem os gnósticos modernistas, seguidores do herege Teilhard de Chardin, o falsificador do fóssil de Piltdown e do Sinantropus Pekinensis,


Pasmem! Esse Congresso, realizado no Vaticano, teve o apoio inclusive financeiro da Fundação Templeton, bem conhecida como maçônica. E nesse Congresso, dirigido pelo Cardeal Levada, Prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé, quando um cientista quis defender o criacionismo, teve arrancado o fio de seu microfone, para que não fosse ouvido.


Quem manda então no Vaticano? A que voz obedece o Cardeal Levada ?

Neste dias, Dom José Cardoso Sobrinho, o valente e digno Arcebispo de Olinda e Recife, declarou excomungados os que patrocinaram e fizeram diretamente um aborto de duas crianças. Dom José Cardoso apenas afirmou a doutrina católica contra o aborto, e aplicou o que está decretado no Código de Direito Canônico. De novo a Mídia “teológica", os hereges modernistas de todos o graus e condições, levantaram uma absurda onda de condenação do Arcebispo que agiu catolicamente.


Quatro Bispos franceses se manifestaram contra o Arcebispo de Olinda e Recife por ter sido ele fiel à doutrina e à Moral católicas, assim como ao que tem dito reiteradamente o Papa Bento XVI, determinando que o aborto é crime punido com excomunhão latae setentiae, isto é automática, no próprio ato do crime cometido. E ai veio o pior:


“Numa tribuna publicada domingo, 15 de Março, pelo "L'Osservatore romano", o quotidiano do Vaticano, o presidente da Pontifícia Academia pela Vida critica a decisão de excomungar as pessoas envolvidas no caso da menininha que abortou no Brasil, e lhe assegura a proximidade e a misericórdia da Igreja”
Monsenhor Fisichella – Rino para os íntimos – escreveu um artigo em que se derrama sentimentalmente com relação à “bambina” que abortou dois gêmeos, e critica o Arcebispo de Olinda e Recife pela declaração de excomunhão que ele lançou contra os médicos abortistas e contra a mãe da menina que consentiu nesse duplo assassinato por aborto.


Graças a Deus, a Cúria de Olinda e Recife lançou um documento desmontando o que demagogicamente escrevera esse Monsenhor Fisichella, que melhor ficaria como Presidente da Anti Pontifícia e Herodiana Academia pela Morte dos Inocentes.


Mas que um Bispo da Cúria Romana se atreva a escrever um artigo no Osservatore Romano, jornal oficioso do Papa, criticando um Arcebispo fiel ao Papa, à doutrina e à moral católicas é um escândalo inaudito.


Quem manda no Vaticano? Quem tem o poder das chaves ? Será o Colégio dos Bispos modernistas?


Esse é o fruto da Colegialidade do Vaticano II: a revolta descarada contra o que o Papa manda e ensina. A Colegialidade está em duelo aberto e público contra o Papado. Febronius entrou na Cúria.
Ou o Papa demite esses modernistas dos postos em que estão entrincheirados na Cúria, ou Bento XVI fica prisioneiro inerme desses hereges. É o papado que está em jogo. É a Igreja que está sendo humilhada em Bento XVI.


Da árvore má do Vaticano II nasceu a Colegialidade como fruto antipapal. E esse fruto está produzindo os escandalosos miasmas atuais. Os Bispos modernistas estão matando juridicamente o Papa Bento XVI. Estão lhe tirando as chaves de São Pedro das mãos. O que é pior que matar fisicamente o papa.


E quem fica então com as chaves do papado?


Certamente não são só "fisichelas", nem só os "kaspers" e os "res". Quem parece decidir é... la voce del Padrone dos hereges modernistas “grandes defensores do Vaticano II” e de sua Colegialidade.


Nossa Senhora, Medianera de todas as graças lhe dará a vitória . Porque a Igreja é imperecível.


São Paulo, 18 de Março de 2009.


No presépio se conta tudo.

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

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Tudo está lá bem resumido. Mas o povo olha as pequenas figuras e não compreende o que significa que um Menino nos foi dado, que um Filho nasceu para nós. No presépio se vê um Menino numa manjedoura, entre um boi e um burro...
A Virgem Maria, Mãe de Deus adorando seu Filhinho que é o Verbo de Deus encarnado, envolto em panos. São José, contemplando o Deus Menino tiritante de frio, à luz de uma tosca lanterna. Um anjo esvoaçante sobre a cabana rústica. Uma estrela. Pastores com suas ovelhas, cabras e bodes. Um galo que canta na noite. Os Reis que chegam olhando a estrela, seguindo a estrela, para encontrar o Menino com sua Mãe.


Tudo envolto no cântico celeste dos anjos;


“Glória a Deus nas alturas! E paz, na terra, aos homens que têm boa vontade” (Luc. II, 14)


Isso aconteceu nos dias de Herodes, quando César Augusto decretou um recenseamento. E como não havia lugar para Maria e José na estalagem, em Bethleem, terra de Davi, eles tiveram que se refugiar numa cocheira, entre um boi e um burro.


Porque assim se realizaram as profecias:


* “E tu, Bethleem Efrata, tu és a mínima entre as milhares de Judá, mas de ti há de me sair Aquele que há de reinar em Israel, e cuja geração é desde o Princípio, desde os dias da eternidade”, como profetizou o Profeta Miquéias (Mi. V, 1).


** ”O Senhor vos dará este sinal: uma Virgem conceberá, e dará à luz um filho, e seu nome será Emanuel” (Is. VII,14)


*** “O Boi conhece o seu dono, e o burro conhece o presépio de seu senhor, mas Israel não me conheceu e o meu povo não teve inteligência” profetizou Isaías muitos séculos antes (Is. I,3).


E Cristo, nos dias de Herodes, nasceu em Bethleem que quer dizer casa do pão (Beth = casa. Lêem = pão).


Cristo devia nascer em Belém, casa do pão, porque Ele é o pão que desceu dos céus, para nos alimentar. Por isso foi posto numa manjedoura, para alimentar os homens. Devia nascer num estábulo, porque recebemos a Cristo como pão do Céu na Igreja, representada pelo estábulo, visto que nas cocheiras, os animais deixam a sujeira no chão, e comem no cocho. E na Igreja os católicos deixam a sujeira de seus pecados no confessionário, e, depois, comem o Corpo e bebem o Sangue de Jesus Cristo presente na Hóstia consagrada, na mesa da comunhão.


Jesus devia nascer de uma mulher, Maria, para provar que era homem como nós. Mas devia nascer de uma Virgem — coisa impossível sem milagre — para provar que era Deus. Este era o sinal, isto é, o milagre que anunciaria a chegada do Redentor: uma Virgem seria Mãe. Nossa Senhora é Virgem Mãe. E para os protestantes, que não crêem na virgindade perpétua de Maria Santíssima, para eles Maria não foi dada por Mãe, no Calvário. Pois quem não tem a Maria por Mãe, não tem a Deus por Pai.


E por que profetizou Isaías sobre o boi e o burro no presépio? Que significam o boi e o burro?


O boi era o animal usado então, para puxar o arado na lavoura da terra. Terra é o homem. Adão foi feito de terra. Trabalhar a terra é símbolo de santificar o homem. Ora, os judeus tinham sido chamados por Deus para ser o sal da terra e a luz do mundo, isto é, para dar vida (sal) espiritual, santidade, aos homens, e ensinar-lhes a verdade (luz). O boi era então símbolo do judeu. O burro, animal que simboliza falta de sabedoria, era o símbolo do povo gentio, dos pagãos, homens sem sabedoria. Mas Deus veio salvar objetivamente a todos os homens, judeus e pagãos. Por isso, no presépio de Cristo, deviam estar o boi (o judeu) e o burro (o pagão). Foi também por isso que Jesus subiu ao Templo montado num burrico que jamais havia sido montado, isto é, um povo pagão que não fora sujeito ao domínio de Deus. E os judeus não gostaram que o burro fosse levado ao Templo, isto é, que Cristo pretendesse levar também os pagãos à casa de Deus, à religião verdadeira. Por isso foi escrito: “mas Israel não me conheceu e o meu povo não teve inteligência”.


Como também o povo católico, hoje, já não tem inteligência para compreender o Natal, pois “coisas espantosas e estranhas se tem feito nesta terra: os profetas profetizaram a mentira, e os sacerdotes do Senhor os aplaudiram com as suas mãos. E o meu povo amou essas coisas. Que castigo não virá, pois, sobre essa gente, no fim disso tudo?” (Jer. V, 30-31).


Pois se chegou a clamar: “Glória ao Homem, já rei da Terra e agora príncipe do céu”, só porque o homem fora até a Lua num foguete, única maneira do homem da modernidade subir ao céu.


No Natal de Cristo, tudo mostra como Ele era Deus e homem ao mesmo tempo. Como já lembramos, Ele nasceu de uma mulher, para provar que era homem como nós. Nasceu de uma Virgem, para provar que era Deus. Como um bebê, Ele era incapaz de andar e de se mover sozinho. Como Deus, Ele movia as estrelas. Como criança recém nascida era incapaz de falar. Como Deus fazia os anjos cantarem. Ele veio salvar objetivamente a todos, mas nem todos o aceitaram. E Herodes quis matá-lo.


Ele chamou para junto de si, no presépio, os pastores e os Reis, para condenar a Teologia da Libertação e os demagogos pauperistas que pregam que Cristo nasceu como que exclusivamente para os pobres.


É falso.


Assim como o sol brilha para todos, Deus quis salvar a todos sem acepção de pessoa. Por isso chamou os humildes e os poderosos junto à manjedoura de Belém. Mas, dirá um seguidor do bizarro frei Betto ou do ex frei Boff, que nada compreendem do Evangelho pois o lêem com os óculos heréticos e assassinos de Fidel e de Marx, sendo “cegos ao meio dia” (Deut. XXVIII, 29): Deus tratou melhor os pastores pobres, pois lhes mandou um anjo, do que os reis poderosos, exploradores do povo, aos quais chamou só por meio de uma estrela.


É verdade.


Deus tratou melhor aos pastores. Mas não porque eram pastores, e sim porque eram judeus. Sendo judeus, por terem a Fé verdadeira, então, mandou-lhes um sinal espiritual. Aos reis magos, porque pertenciam a um povo sem a religião verdadeira, mandou-lhes um sinal material: a estrela. No presépio havia ovelhas e bodes, porque Deus veio salvar os bons e os pecadores.


E a Virgem envolveu o menino em panos. Fez isso, é claro, porque o pequeno tinha frio, e por pudor.


Mas simbolicamente porque aquele Menino —que era o Verbo de Deus feito homem—, que era a palavra de Deus humanada, tinha que ser envolta em panos, pois que a palavra de Deus, na Sagrada Escritura, aparece envolta em mistério, pois não convém que a palavra de Deus seja profanada. Daí estar escrito: “A glória de Deus consiste em encobrir a palavra; e a glória dos reis está em investigar o discurso” (Prov, XXV, 2). E “Um Menino nasceu para nós, um filho nos foi dado, e o império foi posto sobre os seus ombros, e seu nome será maravilhoso, Deus Poderoso, Conselheiro, o Deus eterno, o Príncipe da Paz” (Is. IX, 5).


Porque todos os homens, em Adão, haviam adquirido uma dívida infinita para com Deus, já que toda culpa gera dívida conforme a pessoa ofendida. E a ofensa de Adão a Deus produzira dívida infinita, que nenhum homem poderia pagar, pois todo mérito humano é finito. Só Deus tem mérito infinito. Portanto, desde Adão, nenhum homem poderia salvar-se. Todos nasceriam, viveriam e iriam para o inferno. E a humanidade jazia então nas sombras da morte. Mas porque Deus misericordiosamente se fez homem, no seio de Maria, era um Homem que pagaria a dívida dos homens, porque esse Menino, sendo Deus, teria mérito infinito, podendo pagar a dívida do homem. Por isso, quando Ele morreu por nós, foi condenado por Pilatos, representando o maior poder humano — o Império — que O apresentou no tribunal dizendo: “Eis o Homem”. (Jo XIX, 5)


Ele era O Homem. Era um homem que pagava os pecados dos homens assumindo a nossa natureza e nossas culpas, mas sem o pecado. Era Deus-Menino sofrendo frio e fome por nossos confortos ilícitos e nossa gula, na pobreza e no desprezo, por nossa ambição e nosso orgulho. E os pastores e os Reis O encontraram com Maria sua Mãe, para mostrar que só encontra a Cristo quem O busca com sua Mãe. E para demonstrar que diante de Jesus, ainda que Menino, todo poder deve dobrar o joelho. E os pastores levaram ao Deus Menino suas melhores ovelhas, e seus melhores cabritos, enquanto os Reis Lhe levaram mirra, incenso e ouro. A mirra da penitência. O incenso da adoração. O ouro do poder.


Tudo é de Cristo.


Todos, levando esses dons, reconheciam que Ele era Deus, o Senhor de todas as coisas, Ele que dá todas as ovelhas e cabras aos pastores. Ele que dá aos Reis o poder e o ouro. Deus é o Supremo Senhor de todas as coisas. Ele é o Soberano Absoluto a quem devemos tudo. E para reconhecer que Ele é a fonte de todos os bens que temos é que devemos levar-Lhe em oferta o melhor do que temos.

Por Orlando Fedeli.

O verbo ler na Sagrada Escritura

sábado, 4 de dezembro de 2010

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A passagem muito notável dos Atos dos Apóstolos (VIII, 30 -31), na qual se observa que não adianta ler, se não houver quem explique o texto.
Quando os Reis magos foram até Herodes perguntar onde nascera o Rei dos judeus, ele consultou os Príncipes dos Sacerdotes e os Escribas sobre a questão. Estes disseram que "Estava escrito" (Mt, II, 5) que era em Belém. Os Príncipes dos sacerdotes e os Escribas sabiam bem o que estava escrito: que era em Belém que nasceria o Messias. Mas não se abalaram para ir até lá. Os magos, que não leram, foram adorar o Redentor em Belém. Os escribas não foram porque não adianta ler sem compreender.
Quando Cristo Deus entrou triunfante em Jerusalém as crianças o aclamaram, o que desgostou aos fariseus, que exigiram dele que fizesse calar as crianças. E Cristo, então, lhes disse, repreendendo-os: "Nunca lestes: da boca das crianças e dos meninos de peito fizestes sair um perfeito louvor?" (Mt. XXI, 16).
Com essas palavras Cristo lhes mostrava que, embora tendo lido a Sagrada Escritura, isso de nada lhes tinha valido, pois eles não inclinavam seu ouvido à Sabedoria.


São Paulo, repreendendo os Gálatas por se aterem às práticas da lei judaica, lhes diz: "Dizei-me, vós, os que quereis estar debaixo da lei, não lestes a lei?" (Gál. IV, 21). E, a seguir, lhes demonstra que eles não haviam entendido as Escrituras.
A crítica aos que entendiam mal a Escritura é repetida várias vezes nos Evangelhos, sempre utilizando a expressão "Não lestes".


Assim, São Mateus nos conta que Jesus, respondendo aos fariseus que criticavam os discípulos de Jesus por colher espigas no sábado - o que era proibido pela letra da lei - disse-lhes: "Não lestes o que fez Davi quando teve fome, e ele e os que com ele iam?" (Mt. XII, 3). "Não lestes na lei que aos sábados os sacerdotes no templo violam o sábado e ficam sem culpa?" (Mt. XII, 5).
Contradizendo a leitura dos fariseus sobre o direito de repúdio da mulher, Cristo lhes disse: "Não lestes que quem criou o homem no princípio, criou-os homem e mulher..." (Mt. XIX, 4)."Jesus disse-lhes: ‘Nunca lestes nas escrituras: "A pedra que fora rejeitada, pelos que edificavam, tornou-se a pedra angular (...)?"


Em todos esses textos, o verbo ler é empregado contra os fariseus, mostrando que a simples leitura da Bíblia não lhes foi levada em mérito e sim em agravamento de culpa.


Portanto, não basta ler a Bíblia.


Quando Cristo se refere à profecia de Daniel de que um dia a "abominação da desolação" seria "posta no lugar santo", Ele previne: "Quem lê, entenda" (Mt, XXIV, 15). Esse "entenda" imediatamente depois do verbo ler, mostra que não adiantava ler sem entender. Quantos, hoje, que nem entendem um simples artigo de jornal, pretendem entender a Sagrada Escritura! Mal lêem e pior entendem!
Noutra ocasião, quando um Doutor da Lei veio consultar a Jesus sobre o que deveria fazer para alcançar a vida eterna, Cristo lhe perguntou: "O que está escrito na Lei? E como lês tu?" (Lc. X, 26). (Continua texto AQUI!)

Visões absurdas na RCC

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

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  • PERGUNTA
Nome: Vanusa Ignacio
Enviada em: 06/07/2009
Local: Embú - SP, Brasil
Religião: Católica
Escolaridade: 2.o grau concluído
Profissão: Analista de Atendimento


Caro Prof Orlando,


Louvado seja Jesus...


Escrevo-lhe, desta vez, para relatar os acontecimentos que presenciei em retiros e encontros presididos pela RCC. Gostaria de alertar os cristãos que hoje pertencem a esse movimento, e aos demais, estejam eles convictos de sua fé, ou confusos, como eu me sentí há muito pouco tempo. Por diversas vezes pedí ao Senhor nosso Deus que me honrasse com a graça do discernimento, para professar sem medo minha fé, exercendo a capacidade de separar o joio do trigo. Eis que o Senhor não exitou em responder-me, inclinado para mim Seus ouvidos e agraciando-me com o esplendor da Verdade, pois embora eu viva em pecado, sei onde não mais devo ir procurar auxílio.


Meu único objetivo é mostrar a todos que é preciso ter cuidado com nossas ações, gestos e palavras, pois a quem nada conhece, nada lhe será cobrado, mas a quem muito foi dado, muito será cobrado. Irmãos, não "comamos e bebamos" nossa própria condenação.


Lembro-me de um episódio onde nos encontrávamos em um momento de oração em um retiro, e o pregador que o presidia começou a indagar-nos, a respeito da oração em línguas. Quem tinha essa prática, devia apresentar-se erguendo a mão, e quem não a tinha, dirigir-se-ia ao centro de um círculo que em breve se formaria. Claro que não erguí a mão, e permanecí na mesma posição, procurando concentrar-me em Jesus, e pedindo insistentemente o seu auxílio, pois eu estava extremamente constrangida e confusa com a visão que eu tinha diante de meus olhos, e com as palavras que ouvia. Só não saí da sala para não chamar mais atenção. E o pregador começou a proferir as seguintes palavras: "Hoje se vocês ainda não oram em línguas, passarão a orar..."


Foi muito estranho, pois hoje percebo que era como se este homem tivesse tamanha autoridade para ministrar os dons de Deus, dando-os a quem bem quiser e quando quiser. Já participei de inúmeros acontecimentos semelhantes, e eles estão sempre querendo impor-nos o dom das línguas, como se o possuíssem. As palavras ou sílabas proferidas são sempre as mesmas: shilarabaria cantara... Estranho isso, não? Para mim, oração em línguas era oração em "línguas", e não uma repetição de sílabas sem origem nem sentido.


O único pecado que não tem perdão é aquele que é cometido contra o Espírito Santo. Por conhecer essa orientação do Senhor, escondí por anos meus sentimentos e opniões sobre a RCC. Tinha medo de estar pecando. Mas hoje conheço meus objetivos, e eles se resumem no cumprimento da vontade de Deus. Quero encontrá-lo, sem orgulho e sem pretensões; sem ignorância e sem hipocrisia; "pois haverá um dia do senhor contra todo o orgulhoso e arrogante, contra todo aquele que se eleva e se engrandece."


Fui aspirante das Irmãs Dominicanas de Santa Catarina de Sena durante 1 ano, e esse período muito me ajudou a ter coragem de ser quem sou, e viver minha própria espiritualidade, pois homem nenhum pode lhe dizer como orar, pois isso foi o próprio Cristo quem nos ensinou.


Em outra ocasião, também em um retiro, aconteceu o que é conhecido como baile do Espírito. A "gota d"água". É feito durante a noite. Apaga-se as luzes, tira-se as cadeiras, e alguém nos pede para fechar os olhos e não abrir por motivo algum. O ministério de música entoa canções e o "baile se inicia", com uma voz orientando-nos a imaginar que estamos "dançando com o Espírito Santo", ou com a Virgem Maria. Isso varia. Eu estive lá, e permanecí na mesma posição, resistindo insistentemente a uma força que tomava conta do meu ser de forma tão brusca que me provocava ódio. Sensação de que Deus não estava conduzindo aquilo tudo, e se não vinha d"Ele, eu não queria estar alí. Esse retiro inteiro fui alvo dos mais diversos olhares e julgamentos, por ter minha própria espiritualidade, meu próprio jeito de orar, de louvar, e não seguir o que todos fazem. Ou seja, por ser conservadora. Chegaram a pensar que eu tinha "problemas sérios", e que provavelmente estava resistindo a ação de Deus. No final, pediram-me "desculpas por qualquer coisa", pois haviam percebido que meu único "problema" era NÃO SER CARISMÁTICA.


O repouso no Espírito. Esta é das mais conhecidas práticas carismáticas, que acontece até mesmo em missas, o que para mim é um tremendo absurdo, pois nada tem a ver com a liturgia. Pessoas - normalmente duas - se aproximam de você, e começam a orar em voz alta ou sussurrando, mas de modo que se é possível ouvir o que dizem. Em alguns casos, você recebe "ajuda" para cair. Em outros, acaba acontecendo. Já aconteceu comigo duas ou três vezes. Sentí minhas pernas tremerem e não pude sustentar-me. Quando você cai, eles te amparam, te ajeitam no chão, e normalmente fazem o sinal da cruz em sua testa. Aguns dizem que saem do corpo, outros que tem visões. Mas eu fiquei plenamente consciente, ouvindo tudo ao meu redor. Um pouco estagnada, mas normal. Sentí-me descansando, o que é bastante aceitável, pois qualquer um que se põe a deitar, seja na cama, sofá ou chão sentirá o mesmo. O que posso dizer-lhes, amados irmãos, é que a queda foi real e involuntária. Quanto a ação do Espírito Santo? Bom, se tal prática realmente nos levasse à um encontro verdadeiro, e não só a uma hipótese, acho que provocaria uma transformação considerável no indivíduo, que provavelmente o levaria a mudar de vida, e não permanecer do mesmo jeito. A ação de Deus não pode ser à toa. Quando Ele nos toca, sempre ocorre uma mudança. E não é o que vemos na grande maioria dos membros da renovação carismática, que dentro da igreja são servos fiéis do Senhor, mas fora dela, praticamente nada os diferencia daqueles que ainda não conhecem a Deus. Levando em consideração que a maioria são jovens. Esta situação não está restrita aos carismáticos, mas a partir do momento que se dá um testemunho, espera-se no mínimo que o portador tente viver o que prega.


Mas a pergunta que não quer calar é: "se você caiu, como explica o que aconteceu?" Bem, é verdade, eu caí. E fiquei imaginando o que poderia ter acontecido. Comenta-se por aí sobre o poder da mente. Acho que nossos pensamentos estão estreitamente ligados aos acontecimentos. Entretanto, acredito que todas as coisas só ocorrem com a permissão de Deus. Ainda que eu pense positivo sobre algo, se Deus não o quiser, não acontecerá. Quando você está em um desses momentos de "oração", e se aproximam de você para orar, uma vez que você já conhece ou já ouviu falar do que acontece, ou então se não sabe, está observando os outros, você pressupõe que também vai cair. E você acredita. Aconteceu comigo na primeira vez. As pessoas que estavam ao meu redor proferiam palavras com tanta intensidade e em vóz tão alta que me provocava um susto. Minhas pernas já estavam tremendo pelo susto. Você sente que é como se entrassem em sua mente. É isso o que acontece. Uma manifestação emocional de uma intervenção psicológica. E quem está passando por algum problema ou dificuldade é mais vulnerável. Comigo estavam também pessoas que não conheciam, nem tinham contato com essas coisas. E elas não caíram. Essas "quedas" que tive nada mudaram em minha vida. Saí renovada de muitos desses encontros, mas não devo isso a nenhuma desssas práticas, e sim à graça de Deus que nunca deixou de se manifestar em mim só porque não sou carismática. O que é contrário àquilo que os carismáticos pensam e ensinam. Parece uma brincadeira com o Espírito Santo de Deus. Muito cuidado! Com o Espírito Santo não se brinca.


Mas os absurdos não param. Em uma determinada paróquia, que tem como pároco um padre muito famoso pude presenciar algo que me causou tamanho mal estar, que não pude permanecer no local nem mais um minuto além do necessário para concluir o objetivo pelo qual estive lá, que era assistir a uma peça de teatro. Qualquer cristão sabe que a sexta-feira santa é um dia de recolhimento, pois lembramos a crucifixão e morte de Jesus Cristo. Não é dia de festa. Quando cheguei nesta paróquia, havia uma banda em cima de um palanque enorme ministrando uma espécie de show. Mas isso não é tudo. As canções proclamavam sem a menor sombra de dúvida a ressurreição de Cristo. Isso mesmo, com todas as palavras. Sem falar que na quaresma inteira se canta e se profere aleluias e louvores, com palmas e danças nas paróquias carismáticas. Puxa vida, mas nem na quaresma?


Meu Deus, eu não concordo com isso! Eles fogem completamente da liturgia, "oram em línguas" durante a missa. O que estão fazendo com a Igreja Católica? Protestantizando! Meu Deus, é o Santo Sacrifício que estão profanando!


Ainda não acabou. Pelo que sei, com meu limitado conhecimento, o único dia em que se tem permissão para sair com o Santíssimo exposto pelas ruas é na celebração de Corpus Christi. Porém, este fato ocorreu nesta mesma paróquia de padre famoso. Sabe qual foi a desculpa que me deram quando questionei? Que o foi só em algumas ruas. Sem comentários...


Professor Orlando, tenho muitas dificuldades em minha vida espiritual, oriundas de problemas sexuais e afetivos. Isso me levou, muitas vezes, a tomar medidas desesperadas. Queria ter um encontro com Deus, não importava onde nem como. Pois embora seja como Saulo, quero um dia ser imitadora de Paulo, como ele o foi de Cristo. Então eu acreditava firmemente no que me diziam a respeito desses retiros e encontros. Fui lá procurar Deus. Mas só o encontrei dentro de mim mesma. Porque Deus se manifesta de formas diferentes para cada um. E por algum motivo, eu não o encontrava nessas práticas que presenciava. Na verdade, eu sempre procurava me recolher, ainda que meu corpo estivesse lá. E sempre me deixava tomar por um complexo de inferioridade, porque todos sentiam, menos eu. Todos acreditavam, menos eu.


Meu objetivo não é julgar quem age certo ou quem age errado. Mas quero defender a Igreja, porque ela é Santa. Somos nós, com nossos pecados e maus exemplos que manchamos sua fachada, mas seu interior permanece ileso, porque Cristo é a Cabeça. Deus me chama todos os dias, assim como chama a cada um, com uma missão diferente para cada um, a cada dia. E não me sinto digna da missão que ele me confiou. Não me sinto capaz de executá-la. Todavia, não aceito que profanem o Santo Sacrifício, não aceito que se falte com respeito ao meu Deus. Ele que é tão misericordioso para com todos.


Hoje amadurecí, e compreendo que não posso mais frequentar esses eventos, porque nada tem a ver comigo. Aliás, eu não sei mais com o que tem a ver, pois a cada dia que passa a RCC afasta as pessoas da liturgia. Parece uma anarquia, um oba-oba interminável.


Há tanto mais que eu poderia acrescentar, mas meu tempo é curto. Talvez numa outra oportunidade.


Professor Orlando, meu irmão, peço a gentileza de rezar por mim e pela minha conversão. Porque meu maior desejo é ser de Deus e só a Ele servir. Juntemos nossas forças e orações, e combatamos juntos contra o mal, como guerreiros imperfeitos que somos, mas fiéis a uma só fé.


Um abraço fraterno de uma irmã de guerra,
Vanusa Ignácio.
...e para sempre Ele seja louvado!


  • RESPOSTA
Muito prezada Vanusa,
salve Maria.
Sua carta é um testemunho que impressiona pela seriedade de seu posicionamento diante de Deus.
Você deixa bem claro o quanto a RCC é péssima às almas. Tomara que logo Deus permita que a Igreja se livre desse mau.
In Corde Jesu, semper,


Orlando Fedeli

Dúvidas sobre a origem da Bíblia e a existência de Jesus!

sábado, 20 de novembro de 2010

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Nome: Rafael
Enviada em: 23/05/2002
Local: São Bernardo do Campo - SP,
Religião: Católica
Idade: 21 anos
Escolaridade: Superior em andamento


Boa tarde Sou de familia católica praticante e tenho algumas perguntas que caso satisfatóriamente respondidas me tornarão um fórte adépto da cancepção católica, pois concordo com toda a teoria Católica Apostólica Romana...., mas este assunto basilar sempre me afligiu muito !!!!
Sempre ví tramitar em meus estudos de história que a Biblia ( novo testamento ) não foi escrita logo após a morte de Cristo, houve um grande intervalo. Eu gostaria de saber exatamente quanto tempo após a morte de Cristo a Bíblia foi escrita. Outra pergunta, quem ( ou que grupo )redigiu os textos originais da Bíblia ( novo textamento )?


A minha maior penúria é em relação ao fato. Porque Jesus ( o Rei dos Reis ) não deixou nada por escrito ?


Outra pergunta: O que prova a existencia de Cristo ?


Não sei à que grau estou começando à me equivocar, mas tenho muito medo de estar acreditando em um Sócrastes dos tempos modernos, onde na realidade ninguém sabe se realmente existiu, mas se sabe que o que foi atribuido à ele está revolucionando o mundo.
Eu gostaria que vocês me respondessem este email, será muito importante para mim e para minha fé


  • RESPOSTA
Muito prezado Rafael,
salve Maria !
Tenho muito gosto em responder a sua pergunta.
Foram os hereges modernistas que afirmaram que os Evangelhos foram escritos muito depois da morte e da Ressurreição de Cristo. Diziam eles -- e é o que você diz ter estudado em livros de História -- que os Evangelhos não eram livros históricos, mas representavam os mitos inventados pelas comunidades cristãs dos primeiros séculos. Para esses hereges , os Evangelhos teriam sido escritos 200 anos depois da morte de Cristo.


Quem iniciou essa mentira contra o caráter histórico dos Evangelhos foi o padre Alfred Loisy, um dos líderes do Modernismo, que foi excomungado por suas heresias por São Pio X. Entretanto, apesar dessa excomunhão e da condenação de suas doutrinas na encíclica Pascendi de São Pio X, suas afirmações continuam a ser defendidas, até hoje, por muitos sacerdotes modernistas.


A comprovação de que os Evangelhos foram escritos logo depois da morte de Cristo-- como sempre ensinou a Igreja -- foi dada pelos manuscritos de Qumram.
Como você sabe, foram descobertos em Qumram, os mais antigos documentos datados da época de Cristo. Eram livros e textos sagrados que haviam sido deixados nessas grutas por ocasião da invasão romana do ano 70. Portanto, eram textos anteriores ao ano 70.
Esses livros originais pertenciam aos essênios, e são cohecidos, hoje, como os Manuscritos do Mar Morto.


Numa das grutas de Qumram, foram encontrados muitos fragmentos, que foram cuidadosamente recolhidos e estudados.
Um deles -- um fragmento do tamanho de metade de uma unha -- continha três letras e um pequeno ponto da linha inferior. O tipo das letras demonstrava que o texto a que elas pertenciam, era um texto sagrado.
Colocadas aquelas letras no computador, verificou-se que aquela seqüência de três letras não constava do Antigo Testamento.
Ora, aquela seqüência de três letras foi encontrada no EVANGELHO DE SÃO MARCOS !!!.
Portanto, havia em Qumram, antes do ano 70, uma cópia do Evangelho de São Marcos !!!
Ìsso comprova que o Evangelho de São Marcos foi redigido entre o ano 33 e o ano 70. Ora, se foi assim, quando ele foi escrito, estavam vivas muitas pessoas que haviam visto Cristo.O que torna o Evangelho de São Marcos um livro comprovadamente histórico.


Há ainda outras provas com relação a outros Evangelhos.


Ha alguns anos, a revista "30 Giorni" publicou interessante artigo sobre esse assunto, do qual poderei fornecer-lhe cópia.


A existência de Cristo é comprovada por vários documentos históricos, além dos Evangelhos, que são documentos históricos . Assim, alguns historiadores romanos contam da morte de Cristo na Palestina, quando lá era governador Poncio Pilatos. Ninguém, hoje, duvida seriamente da existência de Cristo.
O Hitoriador romano, Tácito ( 54 A.D.- 119) conta que o Procurador da Palestina, Pôncio Pilatos, reinando o Imperador Tibério, mandou executar o fundador da seita dos cristãos.
Suetônio, outro historiador romano antigo que viveu entre o ano 75 A. C. até 160 D. C., conta que o Imperador Cláudio (41-54) tomou medidas contra os judeus que eram impulsionados a se insurgir por Cristo, numa evidente confusão entre judeus e cristãos. Suetônio conta coisa semelhante ter acontecido no tempo de Nero.
Plínio, o Jovem, governador da Bitínia, escreveu uma carta ao Imperador Trajano ( 61-115) na qual pergunta como deveria tratar os cristãos que, embora não cometendo crimes, teriam uma crença extravagante para com o fundador de sua crença, Cristo.
Luciano, escritor romano do século II, alude ao fato de que Cristo morreu na cruz, fala de seus milagres.
O historiador judeu Flávio Josefo ( 37-94) em duas passagens de sua obra "Antiguidades" fala da morte de São João Batista por Herodes ( Ant. XVIII,


2), e ele desaprova a morte de São Tiago, o irmão de Jesus, chamado o Cristo ( Ant. XX,ix, 1).


Noutra passagem escreveu Josefo: "Nesse mesmo tempo apareceu Jesus, que era um homem sábio, se todavia devemos considerá-lo simplesmente como um homem, tanto as suas obras eram admiráveis. Ele ensinava os que tinham prazer em ser instruídos na verdade, e foi seguido não somente por muitos judeus, mas mesmo por muitos gentios.


Era o Cristo. Os mais ilustres da nossa nação acusaram-no perante Pilatos, e ele o fez crucificar. Os que o haviam amado durante a vida não o abandonaram depois da morte. Ele lhes apareceu ressuscitado e vivo no terceiro dia, como os santos profetas o tinham predito e que le faria muitos outros milagres. É dele que os cristãos , que vemos ainda hoje, tiraram o seu nome". (Flávio Josefo, História dos Hebreus, Editora dasAméricas, São Paulo 1956, vol V , p. 275, n* 772).
 Esse texto tão claro sobre Jesus, foi contestado como falso por alguns críticos. Outros consideram que esta citação de Josefo sofreu algumas interpolações, mas que ela é autêntica no seu conjunto.
Finalmente, outros julgam que a passagem de Josefo é autêntica, porque todas as cópias da obra de Josefo contém essa passagem. Caso ela tivesse sido falsificada, se deveria supor que os cristãos possuiram todas as cópias dessa obra de Flávio Josefo e falsificaram a passagem, em todas as cópias, o que praticamente impossível de ter acontecido.


Gostaria muito de conversar pessoalmente consigo, para ajudá-lo.


Espero tê-lo ajudado no fortalecimento de sua Fé, e rezo para Nossa Senhora o guarde fiel à Igreja sempre.


In Corde Jesu, semper, Orlando Fedeli.