Salve Maria!
Estamos caminhando para o fim da Quaresma e hoje me deu uma enorme vontade de falar sobre a característica marcante das minhas "quaresmas": a solidão!
Demorou muito para eu entender e mais algum tempo para eu aceitar que, nos momentos mais complicados da minha vida eu estaria só. Sim, eu estaria totalmente só, sem marido ao meu lado, sem amigo, sem padre, sem família ... ninguém! E por mais que eu me esperneasse, eu estaria só!
Recordo (não mais com tristeza) da primeira vez que fui acusada de alguma coisa injustamente; interessante nesta ocasião é que quem estava ao lado do meu acusador era minha melhor amiga, a qual teria todos os argumentos para me defender, mas não o fez ... hoje, eu louvo a Deus por isto, mas na época fiquei indignada. Eu me senti tão sozinha, abandonada e sofri por este apego que eu tinha a mim mesma e ao meu nome, no que as pessoas pensavam de mim.
Depois foi quando perdi 4 pessoas que eu amava num curto tempo de dois meses, em dias diferentes, ocasiões diferentes de morte. Eu que sempre gostei de estar ao lado das pessoas que perdem entes queridos para poder ampará-las, estava lá sozinha. Nada de amigos, nada de marido, nada de padre, nada de família, nada! Novamente só! Hoje eu também consigo louvar e agradecer a Deus esta solidão, mas na época me custaram muitas lágrimas.
Recordo quando meu filho ficou extremamente adoentado em 2004, ele quase se foi e neste desespero, minha companheira novamente foi a solidão! Meu marido viajava; meus amigos cada qual com seus problemas; não acertava o médico para o tratamento e já tinha passado em 5 especialistas .... quando eu ouvi do médico que o problema do meu filho estava adiantado demais e que eu deveria me preparar para o pior, lá estava eu sozinha ... nesta época eu já havia aprendido a agradecer, agradeci, mas novamente sofri demais! Sozinha diante aquela agonia!
E assim foram todas as minhas quaresmas!
Desde novembro do ano passado (nov/2010) até exatamente o dia de hoje venho vivendo outro momento delicado ... mas desta vez diferente, Deus permitiu que eu não estivesse só! Eu que já estava acostumada a solidão, vejo-me amparada pelos amigos. Sim, não me senti só e não estou só! Se alguém me perguntar por que desta vez foi diferente, eu não saberia dizer com certeza ... mas eu tenho um grande palpite, que isto partiu de um coração materno, coração que sofre o sofrimentos de seus filhos ... penso comigo que estes amigos, todos eles, vieram pelas mãos dela, A SENHORA DA AGONIA, a Santa Mãe de Deus!
E eu pude na presença destes amigos, pela intercessão da Virgem Santíssima, sentir-me amparada nos braços do Pai!
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| Doce Coração de Maria, seja a nossa salvação! |






































